sexta-feira, 30 de setembro de 2011
E la nave (socialista) va...
Relatório revela os luxos de Kim Jong-il
Gastos com cão chegam a 120 mil euros por ano
UOL Notícias
30/09/2011 - 17h15
As extravagâncias do líder coreano Kim Jong-il foram reveladas por meio de um relatório encaminhado ao parlamento do país. No documento, consta que em apenas um ano o ditador gastou o equivalente a 120 mil euros só em compras de ração para o seu cachorro de estimação.
O gasto chama atenção já que na Coreia do Norte 6 milhões de pessoas vivem em condição de extrema pobreza.
As informações foram vazadas por uma fonte ligada à Coreia do Sul, o representande do partido consverdador sul-coreano Yoon Sang Hyun, de acordo com o Daily Mail.
Ainda segundo Hyun, o documento afirma que Kim importou cerca de 600 garrafas de vinho da França, usadas em 2010, em festas para os políticos e militares.
Além disso, o ditador teria importado dezenas de cavalos da Rússia e comprado jet skis americanos para o seu filho e nora.
A maioria dos itens luxuosos foram importados da China, o maior aliado da Coreia do Norte, e da Rússia.
Se as compras de pessoais de Kim Jong-il forem comprovadas, ele terá violado as sanções do Conselho de Segurança da ONU que proíbe a exportação de artigos de luxo para o Estado comunista, sanção imposta desde que o país realizou testes nucleares e lançamento de mísseis.
"A vida luxuosa da família de Kim Jong Il vai na contra mão do sofrimento dos norte-coreanos", disse Hyun. As informações apresentadas no relatório serão investigadas por uma comissão para depois serem levadas à ONU.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
La tragedia de Jaimanitas
Francisco Chaviano González
Cubanet, 28/09/2011
LA HABANA, Cuba, septiembre (www.cubanet.org) – Jaimanitas, el pequeño poblado costero al oeste de la Habana, fue fundado en el siglo XIX como asentamiento pesquero. Su costa está limitada por el río y la bahía que llevan su nombre. En la margen opuesta del río se construyó en la década de los 50 la Marina Barlovento, hoy rebautizada como Marina Hemingway.
En el pueblo había cuatro balnearios: el Cabo Parrado, un club militar: La Conchita, La Sociedad y el de Lucilo de la Peña, construido con dinero de la alcaldía local y la cooperación del pueblo. En todos se realizaban actividades recreativas, para niños, jóvenes y adultos. En el litoral se levantaban comercios de toda índole, restaurantes, cafeterías, bares, instalaciones para el alquiler de trusas, y taquillas. Daba gusto vivir en Jaimanitas.
Al este de se levantaba el aristocrático Havana Biltmore Yacht and Country Club, para esparcimiento y el ejercicio acuático, con instalaciones deportivas y campos de golf, colindante con el reparto Alturas de Jaimanitas.
Pero llegó el Comandante y mandó a parar. En Alturas de Jaimanitas instaló su Punto Cero y convirtió los campos de golf en unidades de su seguridad personal. Militarizó la bahía, emplazó en ella una base operativa de guarda fronteras y las residencias que bordean la rada se convirtieron en instalaciones del Ministerio del Interior.
La playa y las edificaciones del Biltmore son hoy el exclusivo Club Habana, para el uso exclusivo de extranjeros y miembros de la nomenclatura. En los terrenos deportivos se construyeron edificios, también para extranjeros. Las instalaciones de yates de los ricos de antes, fueron ocupadas por las embarcaciones de los gobernantes, incluidos Fidel y Raúl Castro.
Para los lugareños desapareció la infraestructura recreativa. De los balnearios sólo subsisten el Cabo Parrado, conocido ahora como Los marinos, y el de Lucilo, rebautizado como círculo social Marcelo Salado, cuyas instalaciones pasaron a servir a dos ministerios, cerrando sus puertas a los residentes de Jaimanitas, quienes tuvieron que conformarse con algunos tramos de costa.
de Jaimanitas se ha duplicado desde 1959, y hoy sólo cuenta con dos quioscos y un fotoservice donde se pueden comprar alguna mercadería y alimentos en pesos convertibles, a los precios más caros del continente, para trabajadores que ganan menos de un dólar diario. Otras instalaciones, dos bares, prestan servicios también en dólares. Hace unos meses se inauguró un restaurante en el antiguo bodegón, ubicado en la esquina donde termina la Quinta Avenida.
En Jaimanitas abundan las dificultades para adquirir alimentos; las calles están rotas, los salideros de aguas albañales campean por su respeto y la panadería se rompe todas las semanas. El transporte público apenas existe, la escasez de transporte abruma a la población y la recreación despareció. Sólo nos queda el recuerdo de lo que ha sido y ya se fue.
O patriarca condenado à impunidade perpétua não escapou do castigo público
Do blog do Augusto Nunes (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/), 28/09/2011
Fortalecida pelo engavetamento da Operação Boi Barrica por uma turma do Superior Tribunal de Justiça, a certeza de que vai morrer em liberdade animou o senador José Sarney a reiterar que só deixará a vida pública sobre um carro do Corpo de Bombeiros. “A política só tem porta de entrada”, disse neste sábado. Repetida desde a metade do século passado, a falácia recitada à tarde foi implodida à noite, já na abertura da apresentação da banda Capital Inicial no Rock in Rio. Como atesta o vídeo, o vocalista Dinho Ouro Preto e o coro que juntou milhares de vozes precisaram de apenas quatro minutos para ensinar a Sarney que a política não tem porta de saída só em grotões atulhados de eleitores que, tangidos pela dependência financeira e pela anemia intelectual, validam nas urnas o jugo de um coronel de jaquetão.
Depois de fustigar “as oligarquias que parecem ainda governar o Brasil, que conseguem deixar os grandes jornais censurados por mais de dois anos, como o Estado de S. Paulo“, Dinho informou que tipo de castigo público seria aplicado ao símbolo do país da impunidade: “Essa aqui é para o Congresso brasileiro, essa aqui é pro José Sarney. Isso aqui se chama Que país é esse?” Entusiasmada, a multidão esbanjou convicção na resposta ao refrão que repete quatro vezes a pergunta do título: Que país é esse? Conjugada com o desabafo improvisado pela plateia durante o solo do guitarrista, a réplica entoada 16 vezes comunicou ao presidente do Senado que, pelo menos no Brasil que não se rende ao primitivismo, a política não tem uma porta só.
Também existe a porta de saída. É a dos fundos e, entre outras serventias, presta-se ao despejo de sarneys. O problema é que vive emperrada nas paragens que ignoram a diferença entre um prontuário de uma folha de serviços. Se tivesse nascido em qualquer lugar civilizado, o patriarca só veria a Famiglia reunida num pátio de cadeia. Aqui, prepara em sossego a celebração dos 82 anos de nascimento, enquanto vigia a lista de convidados com o olhar atento do punguista: não pode ficar fora da festança nenhum dos figurões que o aniversariante infiltrou nos três Poderes.
Depois do acasalamento com Lula, que lhe conferiu o título de maior ladrão do Brasil até descobrir que haviam nascido um para o outro, Sarney expandiu notavelmente os domínios da capitania hereditária. Incorporou o Amapá ao Maranhão, anexou ao latifúndio do Ministério de Minas e Energia o sempre útil Ministério do Turismo, expropriou mais cofres do segundo e terceiro escalões. Valendo-se da carteirinha de Homem Incomum, assinada por Lula, anda prosperando como nunca no Executivo. Com o amparo das bancadas do Sarney e o amém pusilânime da oposição oficial, tornou-se presidente vitalício do Senado e faz o que quer no Legislativo.
A afrontosa operação de socorro consumada há poucos dias atestam que os tentáculos estendidos ao Judiciário já alcançaram o Superior Tribunal de Justiça. Nenhuma surpresa. Magistrados a serviço de Madre Superiora agem há tempos em muitas frentes. O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de João Capiberibe, senador pelo Amapá, acusado de ter comprado dois votos e de ser adversário confesso de Sarney. O TSE também afastou o governador maranhense Jackson Lago, acusado de abuso de poder econômico e de hostilidade aos donatários da capitania (e instalou Roseana Sarney em seu lugar). Ambos foram punidos pelo segundo crime.
Quando começaram a vazar as descobertas da Boi Barrica, o juiz Dácio Vieira, plantado por Sarney no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, ressuscitou a censura e proibiu o Estadão de publicar as verdades colhidas pela Polícia Federal. Agora, a sensação de perigo induziu o comandante supremo da organização criminosa a mobilizar amigos acampados no STJ. Para garantir o direito de ir e vir de parentes e agregados do clã, todos metidos em negociatas de bom tamanho, o ministro Sebastião Reis Júnior resolveu que as autorizações para a escuta telefônica, expedidas por juízes da primeira instância, não estavam bem fundamentadas.
Em seis dias, produziu um papelório de 54 páginas, muito mal fundamentado, concebido para resgatar os soterrados pela montanha de provas acumuladas em três anos de investigações. Uma reunião da turma bastou para que Reis e mais dois ministros forjassem o espantoso desfecho da operação de socorro. O presidente do Senado, seu filho Fernando e demais componentes do bando estão certos. Errados estão os juízes que autorizaram a escuta telefônica, os integrantes do Ministério Público que monitoraram a Boi Barrica e a Polícia Federal. Além do Estadão.
O triunfo dos bandidos sobre os xerifes confirma que o sobrenome inventado por José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é sinônimo de riqueza, poder, impunidade. Mas o canto de guerra que animou a noitada no Rock in Rio avisa que um dia vai virar estigma. É irrelevante saber quando a sentença começará a ser cumprida. O que importa é constatar que a prole foi condenada, sem direito a recurso, a tentar sobreviver num Brasil em que Sarney será o outro nome da infâmia.
"A CORRIDA FRENÉTICA DO HIPERPRESIDENCIALISMO"!
Trechos do discurso do acadêmico Eduardo Portela, saudando o novo acadêmico Merval Pereira - setembro de 2011.
1. Há que barrar a corrida frenética do "hiperpresidencialismo", do parlamentarismo desidratado, e dos aparelhos ideológicos de Estado. A tripartição dos poderes, que foi um dia o sonho republicano, não se encontra menos abalada. Aliás, a cada dia, somos perigosamente tolerantes com a ausência de delimitação de fronteiras entre o público e o privado.
2. São subprodutos da ciclotimia do poder, que vai desde a anorexia intelectual generalizada até o neopopulismo expansionista, na verdade o paleopopulismo, orientados e conduzidos pela propaganda enganosa. Os produtos oferecidos nas prateleiras eleitorais estão, em geral, falsificados. E porque falsificados, falsificam. É quando imaginamos oportuno recorrer à competência de algum especialista em teoria do caos. Porque a democracia brasileira vem operando no vermelho. Até quando? Não se sabe. Ela tem fôlego de gato.
3. Democracia, mais do que um conceito, é o caminho. A morte da opinião, o controle do repertório temático, camuflado ou explícito, conduzirá inevitavelmente à parada cardíaca da democracia representativa. A própria ideia de representação vai sendo acometida pela falência múltipla dos seus órgãos. No lugar de uma sólida democracia representativa, o que se percebe é o baixíssimo nível da representatividade, a produção viciada dos diferentes poderes, apontando para a decisão dos patrocinadores, sejam eles laicos ou religiosos.
4. A corrupção na democracia e, o que é mais grave, a corrupção da própria democracia, estimula distúrbios e transtornos de consequências imprevisíveis. Constantemente nos deparamos com a máquina insana de desmantelamento da democracia. Mas ela só se desmantela quando, insisto, a representação é ilícita, e a representatividade, ilegítima.
5. Na outra margem do rio, aguarda a convocação da consciência emancipatória, necessariamente dialógica e múltipla, em condições de sustentar o avanço histórico. Como consequência primeira devemos pôr no lugar da assembleia de locutores desconectados, o pódio de interlocutores qualificados.
6. A organização partidária vem sendo naturalizada, em vez de historicizada. Vai se tornando natural o uso abusivo do aparelho administrativo público, das licitações fraudadas, do lobismo desfigurado, dos discutíveis, até hoje jamais discutidos, dízimos partidários. A transparência se assemelha àquelas moedas que foram retiradas de circulação.
7. A aceleração inóspita do Estado provedor traz, dentro de si, as ameaças do Estado autoritário, sem os benefícios do Estado previdência. Enquanto isso o país se apresenta como forte candidato à medalha de ouro na olimpíada internacional da sobrecarga tributária.
Citado no Ex-blog do Cesar Maia, 28/09/2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
AS SACOLAS PLÁSTICAS E OS ENGODOS AMBIENTAIS
Dener Giovanini
Estadão/Blogs, 26/09/2011
Quem não tem “saco” para ler algumas verdades inconvenientes, como diria o biodesagradável Al Gore, é melhor parar por aqui. Bom. Dado o aviso, siga adiante por sua conta e risco.
No tempo do politicamente correto, a onda é navegar em campanhas ecológicas bem produzidas e que possuem um forte apelo emocional. Nelas, o cidadão é arrebatado pelo chamado da consciência e motivado a contribuir heroicamente para a salvação do planeta.
Muito bem. Muito bonito. E muito inútil e ardiloso também.
Inútil por que em momento algum essas companhas instigam o consumidor a refletir sobre o seu padrão de consumo. Sobre a real necessidade de adquirir esse ou aquele produto.
Ardiloso por que, na base dessas campanhas, está um preceito muito caro para as empresas: o consumo. Então, munidos de apelos sentimentais, os marqueteiros se lançam a convencer o consumidor a comprar produtos ecologicamente corretos. Eu disse, e repito: comprar!
E ai está o segredo que sustenta o interesse da maioria das empresas nessa onda ambientalmente correta: comprar mais. Elas descobriram um novo filão para aumentar as suas vendas e, de quebra, ainda dão um suporte psicológico para que o consumidor possa gastar seu dinheiro acreditando que o está fazendo por uma boa e justa causa.
Aposto que o leitor nunca viu um anúncio dizendo: Você vai trocar de carro? Não, não faça isso. Será que o seu carrão não dura mais um pouco? Faça revisão, mas não compre um novo agora não. A realidade é outra. A mensagem do anunciante é: COMPRE o novo carro X que polui menos! COMPRE o xampu Y que é feito com essências da Amazônia. COMPRE. COMPRE. COMPRE.
Lamento caro leitor, mas na onda do politicamente correto, você faz o papel de trouxa. Ou pelo menos é assim que muitas empresas e certas ONGs enxergam você.
E o que as sacolas plásticas tem a ver com isso?
Elas, as sacolas plásticas, ilustram bem o sentido mercantilista por trás de tais campanhas ecológicas. Elevadas a categoria de vilãs da ecologia, as sacolinhas mereceram até um contra-ataque governamental: a campanha “Saco é um saco”, do ministério do Meio Ambiente, na época em que o seu titular era o ministro Colete Minc.
Pois bem. Nem vou entrar no espetacular e elaboradíssimo mérito criativo do nome dessa campanha. Mas o fato é que se gastou dinheiro público para convencer o consumidor a pagar por algo que antes ele tinha de graça, ou quase isso: sai a sacola plástica e entra a ecológica EcoBag!
Os supermercados agradeceram de joelhos. Agora podem vender EcoBags coloridas, e aumentar seus lucros, ao invés de disponibilizar para o consumidor as tais sacolinhas.
Mas uma vez, muito bem. Muito bonito. Só que inútil e ardiloso.
Ardiloso por que o Ministério do Meio Ambiente optou por seguir, mais uma vez, o caminho da espetacularização e do apelo midiático ao invés de promover a reflexão ambiental no consumidor. Para o MMA, foi mais fácil colocar a culpa das desgraças ambientais brasileiras nas pobres sacolinhas, do que investir em educação ambiental nas escolas.
Inútil por que esse tipo de campanha, apesar de ter receptividade na sociedade, não contribui em nada para melhorar os nossos índices de qualidade ambiental. Pode, inclusive até piorar.
É o que aponta um sério estudo da Agência Ambiental britânica, divulgado esse ano. O documento aponta que o PEAD (Polietileno de Alta Densidade), utilizado para fabricar as sacolas plásticas, é muito menos nocivo ao meio ambiente do que as matérias – primas utilizadas na fabricação das Ecobags. E põe menos nocivo nisso: o PEAD é 200 vezes menos prejudicial ambientalmente e emite apenas um terço de CO2 se comparado as Ecobags.
Para quem desejar conhecer melhor o relatório do governo britânico, basta acessar:
http://publications.environment-agency.gov.uk/dispay.php?name=SCHO0711BUAN-E-E
Concorde ou não o leitor, o fato é que nos faltam políticas públicas eficientes e honestas para enfrentarmos os desafios ambientais que temos pela frente. No meio ambiente ainda está valendo a máxima da política: fazer esgoto ninguém quer por que não aparece e, consequentemente, não rende votos.
Continua sendo mais fácil, e mais convincente, fazer campanhas inúteis e passageiras, do que investir em reciclagem ou em legislação de resíduos sólidos. É mais vantajoso culpar sacolinhas plásticas do que multar (e desagradar) empresas mentirosas e irresponsáveis ambientalmente.
Não estou aqui fazendo apologia da sacola plástica. Longe disso. Mas até hoje não consegui ter coragem para colocar o cocô do meu cachorro ou o lixo da minha cozinha dentro de uma Ecobag.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
E segue a farsa do "bloqueio"...
Comenzó el circo
De nuevo, todas las penalidades del pueblo cubano y de la calamitosa situación afrontada por la población serán achacadas al famoso bloqueo
Oscar Espinosa Chepe
La Habana | 20/09/2011
El lastimoso espectáculo sobre el llamado bloqueo a Cuba por Estados Unidos, repetido año tras año, comenzó el 14 de septiembre con la acostumbrada conferencia de prensa en el Ministerio de Relaciones Exteriores. Este vigésimo show, como siempre, tiene por objetivo hacer una campaña de propaganda con motivo de la presentación de un proyecto de resolución titulado “Necesidad de poner fin al bloqueo económico, comercial y financiero, impuesto por los Estados Unidos de América contra Cuba”, que será sometido a votación en la Asamblea General de la ONU el 25 de octubre.
En esta ocasión, la conferencia de prensa fue dada por el viceministro de Relaciones Exteriores Abelardo Moreno, en vez del titular que lo ha hecho todos los años. La disminución del perfil del ponente podría indicar el agotamiento de esta maniobra y su pérdida de credibilidad. El funcionario repitió los manidos y gastados argumentos, y señaló que los daños a la economía cubana, causados por el supuesto bloqueo de Estados Unidos, ascienden a 975.000 millones de dólares, sin brindar elementos sobre cómo surgió tan voluminosa cifra. En lugar de esto, expresó a título personal, con un alto grado de autosuficiencia, que los daños del “bloqueo” rebasaban los 1.000 millones de dólares.
Desde ahora comenzará una amplia propaganda en el país para tratar de demostrar que el desastre nacional y el hecho de estar al borde del precipicio, como señalara el presidente Raúl Castro, son consecuencias del embargo norteamericano y de las maquinaciones de Estados Unidos contra Cuba. Dejan a un lado que ese país, según las estadísticas cubanas, es el quinto socio en el comercio de bienes, habiendo exportado desde 2001 más de 4,0 miles de millones de dólares a la Isla. A la vez, es el primer exportador de alimentos al país desde hace años. En las tiendas de venta en divisas pueden encontrarse productos de todo tipo, incluyendo carnes de pollo y cerdo, confituras, cereales, manzanas, arroz, leche en polvo y una larga lista de otros productos. Asimismo, Estados Unidos es la principal fuente de remesas, por un monto estimado en alrededor de 850 millones de dólares anuales. Además, producto de las medidas flexibilizadoras implantadas por el presidente Obama, ha ocupado el segundo lugar en el origen de los visitantes a la Isla, en particular miembros de la comunidad cubano-norteamericana, que ascendieron a más de 327.000 en 2010.
¿La culpa la tiene el bloqueo?
En realidad, todavía quedan muchos absurdos obstáculos interpuestos entre ambos países, que deberán vencerse para que las relaciones económico-comerciales fluyan normalmente. Pero sí resulta evidente que es una completa falacia la propaganda oficial de culpar de la crisis que consume la sociedad cubana desde hace tantos años a las dificultades en las relaciones con el vecino del norte.
A partir de la mencionada conferencia de prensa, todas las penalidades del pueblo cubano y de la calamitosa situación de la población serán achacadas al famoso bloqueo. Si no hay comida, la culpa la tiene el bloqueo; si el transporte no funciona, la culpa la tiene el bloqueo; si los hospitales y escuelas están en un estado deplorable y la industria nacional no sobrepasa el 43,0% del volumen de producción del año 1959, la culpa la tiene el bloqueo; si de manera acelerada el país se autodegrada material y espiritualmente, es consecuencia del bloqueo; si el país es hoy más dependiente del exterior que antes de 1959, también es producto del supuesto bloqueo. Y así, un rosario interminable de problemas y desgracias que tratan de justificarse con la coartada del bloqueo, cuando son el resultado de la obstinada aplicación de un modelo económico, político y social disfuncional que ha llevado a Cuba al caos.
Habría que preguntar quién fue el culpable de la destrucción de la industria azucarera cubana, y de que hoy el monto de las zafras equivalga a lo obtenido a finales del siglo XIX; a quién se le ocurrió la Ofensiva Revolucionaria de 1968, cuando se destruyó la pequeña iniciativa privada, que ahora se pretende rehabilitar; quién promovió el latifundio estatal e hizo a Cuba dependiente en un 80,0% de la compra de alimentos en el exterior; quién destruyó la ganadería; quién inventó los maestros emergentes e integrales, y trazó una política de subestimación de los técnicos medios y trabajadores calificados; quién ha fragmentado la sociedad cubana e impuesto un sistema de dualidad monetaria, promotor de diferencias sociales. La lista sería interminable, pero la respuesta es una sola. El totalitarismo ha causado el caos. Debería hacerse una valoración de los daños enormes que este sistema ha hecho en más de 52 años y dejar de buscar el enemigo en el exterior.
Con un bloqueo ficticio, el régimen ha tratado siempre de justificar el desastre nacional y utilizar el argumento de la supuesta agresión externa para reprimir a quien intente protestar. Los regímenes totalitarios necesitan un enemigo externo para cultivar el odio y un nacionalismo insano para implantar el terror y un clima de miedo. Lamentablemente, en ocasiones, las administraciones norteamericanas facilitaron este pretexto utilizado para engañar, sobre todo, a la opinión pública internacional.
La coartada del embargo ha sido y es oxígeno para el gobierno cubano. Muchos ejemplos se podrían citar para demostrarlo. Últimamente, con el fin de contrarrestar las inteligentes decisiones de la Administración Obama e impedir que el Congreso levantara las prohibiciones a los norteamericanos para viajar a Cuba, que tuvieron ciertas posibilidades de materializarse antes de las elecciones de medio término en noviembre de 2010, fue artificialmente creado el incidente de la detención de Alan Gross con la intención de paralizar el mejoramiento de las relaciones entre ambos países. Ahora mismo, las autoridades cubanas han creado otra delicada situación con el fracaso de la visita del destacado político Bill Richardson, a quien luego de propiciar el viaje a Cuba, no dejaron visitar al contratista en la cárcel.
Si la comunidad internacional desea sostener una posición justa y equilibrada en la discusión del 25 de octubre en la Asamblea General de la ONU, al mismo tiempo que solicitar el término del embargo norteamericano a Cuba, debería demandar a las autoridades cubanas que levantara el bloqueo impuesto a su pueblo durante décadas, que tantas penurias y miseria le ha causado.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O guerreiro do povo
Nelson Motta
O Estado de S.Paulo - 09 de setembro de 2011
O grito de guerra dos militantes ainda ecoa no Planalto Central. "Dirceu guerreiro! Do povo brasileiro!", o refrão estremece o salão, como um canto de torcida organizada no estádio ou o coro de um funk carioca num bailão.
Mas Dirceu é guerreiro modesto e discreto, nunca falou sobre as suas ações revolucionárias, seus confrontos com as forças da repressão, suas batalhas de arma na mão pelo povo brasileiro. Talvez para não humilhar companheiros que não tiveram tanta bravura como ele na luta contra a ditadura, ou cometeram erros estratégicos que levaram à prisão e à morte de companheiros. Ou talvez porque nunca tenham acontecido. Quando lhe perguntam se matou alguém em combate, dá um sorrisinho maroto e faz cara de mistério.
O guerreiro chama a presidente Dilma de "companheira de armas", mas embora ela tenha pago na própria carne pela sua coragem revolucionária, não há qualquer notícia, documento ou testemunha da presença de Dirceu, ou de "Daniel", seu nome de guerra, em nenhuma ação armada durante a ditadura. Talvez a Comissão da Verdade faça justiça à sua combatividade, ou desmascare o guerreiro que foi sem nunca ter sido. Talvez algum dia reapareçam os disquetes com a sua biografia escrita por Fernando Morais, em que ele dizia ter contado tudo sobre a sua vida guerreira, mas foram misteriosamente roubados da sua trincheira.
Na Câmara, ele foi um incansável guerreiro, se recusando a assinar a Constituição democrática de 88, batalhando pela rejeição da Lei de Responsabilidade Fiscal e denunciando o Plano Real como uma farsa eleitoreira da direita. Perdeu essas batalhas, mas não a sua guerra.
Notável estrategista, ele começou como um dos líderes estudantis que, em 1968, convocaram um congresso "secreto" da UNE em uma fazenda em Ibiúna, onde os 500 congressistas foram facilmente cercados pela polícia e pelo Exército e presos, aniquilando o movimento estudantil. Em entrevista recente, Dirceu disse que, mesmo cercado por centenas de policiais e soldados armados, "queria resistir", mas foi voto vencido.
Com um guerreiro desses, o povo brasileiro não precisa de inimigos.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
A verdade segundo o PT
Blog do Guilherme Fiuza, 16:53, 5/09/2011
O Congresso Nacional do PT, em Brasília, apontou o grande problema do país no momento: a imprensa.
Faz sentido. Se não fosse a imprensa, não haveria necessidade de faxina. A sujeira estaria muito bem acomodada debaixo do tapete, que a toda hora é levantado por esses agentes sádicos da mídia burguesa.
A resolução aprovada pelo partido é bem clara:
“O PT deve repelir com firmeza as manobras da mídia conservadora e da oposição de promover uma espécie de criminalização generalizada da conduta da base de sustentação do governo.”
Fora a criminalização do português (“manobras de promover”), é isso aí.
Os companheiros do PR, por exemplo, estavam em paz no Dnit, superfaturando suas obras sem incomodar ninguém, quando veio a mídia criminalizá-los.
O companheiro ex-ministro da Agricultura, fiel aliado do PMDB, também estava na dele, “utilizando como carona” jatinhos de empresários do setor. Se a imprensa não viesse criminalizá-lo, ele ainda estaria no cargo, voando cada vez mais alto.
Foi a mídia também quem criminalizou os companheiros Palocci e Erenice, atrapalhando suas taxas de sucesso no balcão do palácio.
Por que a imprensa burguesa insiste em torpedear essa rede solidária que sustenta o governo popular? Só pode ser inveja.
Seja o que for, isso não vai ficar assim. O PT decidiu retomar sua proposta de regulação da mídia – decisão imediatamente encampada por dois ministros de Dilma. Agora vai.
Está de novo em cartaz o jeitinho petista de fazer a verdade chegar ao povo. Sem intermediários.
Dilma defendia a plenos pulmões a autonomia do Banco Central. Nos bastidores, deu uma canelada na taxa de juros e acabou com 18 anos de soberania técnica. Esses técnicos não entendem nada de juros populares.
Na comunicação também há de ser assim. Em público, vivas à liberdade de imprensa. Nos bastidores, até mordaça contrabandeada na lei de direitos humanos já se tentou.
Agora, surge mais uma investida pela “democratização dos meios de comunicação”. Ouçam uma das justificativas do PT:
“Os políticos corruptos agem cada vez mais corruptamente. A opinião pública, instruída pela cantilena liberal, conforma-se ceticamente.”
Basta ver os sorrisos radiantes de Delúbio e Dirceu no congresso do PT para imaginar o que vem por aí.
Tenho saudade de mim
Arnaldo Jabor - O Estado de S.Paulo
06 de setembro de 2011
Estava a ler o texto de Adauto Novaes (nosso filósofo sem torre de marfim) sobre a preguiça - tema de seu seminário/livro atual. Na realidade, são estudos sobre a lentidão, neste mundo cada vez mais veloz. E, aí, tive saudades da calma, do princípio, meio e fim, tive saudade das "geladeiras brancas e dos telefones pretos", das manhãs, tardes e noites, separadas pela luz que se coloria do rosa ao negro e se apagava aos poucos, tive saudade das mortiças casas de família, até da infelicidade de antigamente - de novela de rádio -, de lágrimas furtivas, dos casais com olhos sem luz, depois de casamentos esperançosos com buquês arrojados para um futuro que ia morrendo aos poucos.
Estou com saudades de tudo. De mim, inclusive. "Saudades" ou "saudade"? Tenho saudade (s) de meu velho professor de português, magrinho, irritadiço e doce, Luis Vianna Filho, que me bradava: "O senhor não tem acento circunflexo!", apontando meu nome que meu avô árabe registrara "Jabôr". E continuava: "Jabor é o certo. A única palavra dissílaba da língua terminada em "or" que tem circunflexo é "redôr", para diferenciar de "redor, em volta de", pois redôr é o pobre-diabo que fica puxando o sal nas salinas, com um rodo".
Lembrei-me dos miseráveis "redôres" de Cabo Frio, lembrei de minha juventude quando achei, por acaso, uma velha fotografia de jornal, em preto e branco, da passeata dos Cem Mil em 1968 na Cinelândia. No meio da multidão da foto, vi emocionado um pequeno rosto granulado - eu mesmo, ali, sentado no chão, ouvindo os discursos de Vladimir Palmeira e (talvez) de Dirceu -, bonito, cabelo longo, hippie guerreiro.
Tive uma nostalgia do passado até com a recente "reprise" de José Dirceu na mídia como poderoso chefão dos soviéticos que, aliás, aproveitaram os últimos escândalos para reciclar o lixo bolchevista de "controlar a Imprensa". (Eles não desistem). Fiquei nostálgico porque Dirceu era também uma sobrevivência do passado em minha vida. E tive uma bruta saudade da utopia. Sempre critiquei o Dirceu porque ele, do passado em preto e branco, tinha querido invadir o presente com uma subversão regressista, que poderia nos jogar de volta a um tempo morto. Muito mais do que os milhões desviados do "mensalão", critiquei-o ideologicamente, porque ele liderava uma tendência, viva ainda hoje, de se "tomar o Estado", "desapropriando" o dinheiro público pelo "bem do povo". Dirceu caiu por uma tentativa que mais uma vez falhou, em nossa esquerda de trapalhões, como foi em 63 ou em 68, no Congresso de Ibiúna.
Mas, mesmo assim, fiquei com saudade de mim mesmo. Tenho saudade de mim ali, com o rosto cheio de esperança na passeata, achando que mudava a história e que o mundo era fácil de mexer.
Como eu gostaria de explicar aos jovens de hoje o que era a infalível "certeza" daquela época remota, o que era a delícia de viver sentindo-se no "bom caminho", na "linha justa", salvando o futuro. Hoje, ninguém sabe o que era o sentimento de harmonia, de totalidade, em um mundo fragmentado e frio. Hoje, os meninos vivem em galáxias de informações, quando não há mais lugar para "A Verdade". Os jovens que nascem no grande deserto virtual não sabem que vivíamos num rio que corria para o futuro, em direção a uma felicidade completa, com lógica, com Sentido. Tenho saudade do futuro que hoje se espraia como uma grande enchente suja, sem foz, um deserto sem ponto final. Hoje sabemos que não há mais futuro nem chegada - só caminho.
Tenho saudade do amor da juventude, da minha namorada comunista - nós dois no sofá-cama do "aparelho" clandestino do PCB em Copacabana, o sofá-cama rasgado, com a mola aparecendo, onde nos amávamos antes da reunião da "base" com medo que chegasse o supervisor, um "camarada" com um doce nariz de couve-flor rosado e tristes sapatos pretos com meias brancas, que nos falava, melancólico, do imperialismo norte-americano. Tenho saudades dela, linda, corajosa, no apartamentinho com o cartaz dos girassóis do Van Gogh e uns livros da Academia Soviética, numa prateleira sobre dois tijolos.
Para nós, comunas, até a morte era pequena, como nos ensinava o camarada de nariz rosado: "O marxismo supera a morte, pois uma vez dissolvido no social, o indivíduo perde a ilusão de existir como pessoa. Ele só existe como espécie. E não morre!" E eu, marxista feliz, sonhava com a vida eterna...
Tenho saudade das madrugadas cheias de esperança, as madrugadas políticas, a boemia de esquerda, soldados de uma guerra imaginária. Meu Deus, como eu era importante, como me senti útil quando ajudei um pouco a luta armada, quando levei no meu fusca um casal de feridos sangrando no banco de trás, até um "aparelho", quando o líder da célula pegou o volante e eu fui ao lado, de olhos fechados para não saber onde estávamos - se bem que espreitei pela fresta das pálpebras e vi o casal mancando em direção a um prédio. Tenho saudades dessa trágica solidariedade, mas tremi nesse dia, pois comecei a entender que não havia apenas um deserto à nossa frente, mas uma avalanche de obstáculos imensos e que íamos acordar de um sonho para um pesadelo. Entendi que éramos fracos demais para moldar a realidade e que a vontade não bastava, pois as coisas comandavam os homens e a vida tem um curso próprio e misterioso. Entendi que ser político e lutar pelo futuro exige vagar e respeito pela insânia do mundo e que a tragédia é parte essencial da vida e que tentar saneá-la pode levar-nos a massacres piores. Entendi que luta política se faz com humildade e que só a democracia é revolucionária no Brasil. Fora isso, é o desastre. Mas, tenho saudade da mistura de poesia com revolução que era nossa vida, tenho saudade desse narcisismo onipotente e inocente, tenho saudade da esperança e da ilusão.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Tsunami se aproximando do Paraíso?
El tsunami por llegar: Crónica de un testigo
Monday, September 5, 2011 | Por Juan Carlos Linares Balmaseda
LA HABANA, Cuba, septiembre, www.cubanet.org –El mediodía del viernes 26 de agosto iba yo de regreso a mi casa, pero decidí bajarme del ómnibus al ver una gran aglomeración de personas en la entrada del Mercado de Cuatro Caminos, en la calle Monte.
En el centro del gentío estaban Rosario Morales de la Rosa e Ivón Mallesa Galano, que protagonizaban una manifestación pública. Tocaban cazuelas e interactuaban con la multitud que las rodeaba, brindándoles su apoyo, conformada mayormente por mujeres, algo que ponía más nerviosos a los gendarmes de la Policía Nacional Revolucionaria, que solamente observaban porque al parecer les habían ordenado no intervenir.
No hubo gritos de Abajo Fidel, ni Raúl. Creo que la consigna más explícitamente política y antigubernamental que escuché fue la de ¡Vivan los derechos humanos! Ellas gritaban ¡Abajo la ley de peligrosidad! ¡Abajo el hambre!… y el gentío respondía, ¡Abajo!
El tráfico se paralizó. Los ómnibus que no podían desviarse por las estrechas calles Matadero o Manglar, debido a su tamaño, rodaban lentamente por dentro del tumulto humano, y desde interior de los mismos los pasajeros miraban nerviosos y expectantes.
No vi por ningún lugar a ese “pueblo indignado” contra las manifestantes de que habla el gobierno al referirse a las gubernamentales Brigadas de Respuesta Rápida, ni escuché a nadie en la multitud gritar una espontánea loa al castrismo, sino gente con ganas de desahogar sus frustraciones.
Unos -temerosos aún- se expresaban balbuceando, pero otros lo hacían en voz alta. Cerca de mí, una señora, desconfiada, dijo bajito: “No parecen tener mucha hambre, están bien vestidas”, a lo que otro le respondió: “No se fije en eso señora, lo importante es lo que están diciendo”. La señora se sintió más segura al ver la complicidad de sus vecinos y se atrevió a expresar su apoyo a las manifestantes.
Otro casi gritaba, mientras hablaba de la carestía de alimentos y los altos precios que había pagado por un poco de sazones minutos antes en el mercado.
“Esas mujeres tienen timbales, si fueran hombres ya les hubiesen descargado una brigada de Tropas Especiales y les hubieran pateado hasta la cabeza”, dijo otro espectador.
Los agentes de la policía política demoraban en llegar. No creo que se hubieran distraído de su sagrada función de estar siempre alertas para reprimir; probablemente lo sorpresivo de la manifestación les impidió reaccionar con la rapidez acostumbrada. A medida que llegaban al lugar comenzaron a mezclarse dentro del gentío.
El caldeado ambiente se puso tensamente opositor. Las manifestantes permanecieron estáticas en el mismo lugar, golpeando sus cazuelas y gritando sus consignas, algo que posiblemente fue un error. Quién sabe, si hubiesen comenzado a marchar por el lugar hubieran arrastrado a la multitud tras ellas y entonces otro gallo hubiera cantado.
La violencia comenzó en cuanto los agentes de la policía política agarraron por la fuerza a las dos mujeres y comenzaron casi a arrastrarlas. La gente les cayó detrás y más de un agente tuvo que defenderse, tirando golpes a mujeres y a hombres que les pisaban los talones, mientras les gritaban desafiantemente: ¡Abusadores! ¡Ellas tienen razón!, y algunas frases obscenas.
Dos cuadras más allá, en la calle Cristina y Monte, metieron a Rosario e Ivón en un local, que oficialmente llaman Sector de la PNR, donde las tuvieron detenidas durante unas dos horas y las golpearon. Obviamente, los agentes, cautelosos, no las habían golpeado en la calle para no exacerbar la ira del pueblo que se solidarizaba con ellas; esperaron a que no hubiera testigos. La gente continuó aglomerada en la puerta del Sector de la PNR. Los pro-castristas en la multitud podían contarse con una mano y solo se escuchó un Viva Fidel y Raúl por parte suya. No se atrevieron a más.
Gracias a internet, con la excepción de la mayoría de los cubanos de la isla, el mundo se enteró inmediatamente de lo que había pasado. Lo que presencié el 26 de agosto me confirmó dos hipótesis: una, que bastan dos valientes activistas para desencadenar el cambio de régimen, y dos, que cuando estalle el tsunami de cubanos, que en cualquier momento puede llegar, no habrá quien lo contenga.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
¿Qué queda del Coma Andante?
¿Qué queda del “invicto” Comandante en Jefe?
Friday, September 2, 2011 | Por Vicente P. Escobal
MIAMI, Florida, septiembre, www.cubanet.org -Inmediatamente después de la desaparición de la Unión Soviética una pregunta ha quedado clavada en la conciencia universal: ¿Por qué un sistema supuestamente redentor y enaltecedor de la condición humana se convirtió en una tiranía sangrienta y despiadada? ¿Podría el comunismo alcanzar sus objetivos solamente a través del terror y la violencia más brutal? ¿Cómo explicar que durante décadas el mundo civilizado aceptara como algo normal los crímenes del comunismo? ¿Por qué Fidel Castro se valió de la experiencia soviética?
Tal vez una explicación de este fenómeno la hallemos en la confusión ideológica que envuelve a los pueblos sometidos al comunismo y a la exacerbación de las pasiones a través de las cuales se atribuía al capitalismo la responsabilidad por todas las fatalidades sociales y económicas. Posiblemente en el pensamiento de Castro prevalecía la idea de que la eliminación de los ricos sería la clave para suprimir todo vestigio de capitalismo en Cuba de acuerdo con las tesis marxistas desarrolladas por Lenin.
En los meses posteriores al triunfo de su revolución, Castro insistía en su carácter nacionalista e incluso se autodefinía anticomunista. En una comparecencia pública a principios de 1959 Castro manifestó: “si los comunistas sacan las uñas, yo se las corto” y advirtió que “la revolución cubana es tan verde como las palmas”, como una forma de refutar las tempranas advertencias sobre el color rojo – símbolo del comunismo – de aquel proceso. La mayoría de los discursos pronunciados por Fidel Castro antes de proclamarse marxista-leninista contienen acerbas críticas al comunismo y la promesa de restituir la democracia y convocar a elecciones libres y pluripartidistas.
Antes del arribo de Castro al poder Cuba no era la sociedad perfecta, porque ningún conglomerado humano puede jactarse de su perfección. Estremecidos por esporádicos episodios de inconstitucionalidad y violencia, los cubanos anhelaban regresar a un sistema donde se preservaran sus valores y se respetaran sus derechos. La cultura de la violencia y el terror no gozaba de la simpatía de aquella sociedad. El cubano era un pueblo amante de la paz y la estabilidad, sintetizadas en el bienestar de la familia, el trabajo honrado y la prosperidad. Las ideologías jamás lo separaron: el liberal compartía su agenda con el demócrata, el conservador o el ortodoxo. El Partido Socialista llegó a tener sus representantes en el Congreso de la República, un espacio en la radio y su propio periódico, además de otros privilegios constitucionales. Los trabajadores manuales e intelectuales disponían de todas las prerrogativas legales para viabilizar sus demandas y preservar sus conquistas. Las empresas crecían estimuladas por un régimen tributario equitativo y mesurado. Los padres disponían de la más absoluta libertad en cuanto a la educación de sus hijos. Nunca se organizaron turbas para impedir la libre expresión de las ideas, incluso ni en los momentos más sombríos de nuestra historia republicana. Esas horribles imágenes donde aparecen manadas de facinerosos golpeando a las heroicas Damas de Blanco corresponden a una sociedad enferma y decadente.
Patria, familia y libertad conformaban el baluarte de la sociedad cubana.
Para los cubanos la ideología comunista y su máximo exponente, la Unión Soviética, estaban a miles de kilómetros de su geografía insular y a centenares de años luz de sus auténticos anhelos. Las noticias sobre los crímenes que se producían en la URSS no servían de referente a los deseos del pueblo de Cuba. No era precisamente a la filosofía de la exclusión y el terror a la que aspirábamos.
Bajo la premisa de una debatible preservación de su independencia, Castro fue subvirtiendo paulatinamente los intrínsecos valores del pueblo cubano. El enraizado sentimiento nacionalista se diluyó ante los efectos de una doctrina cruel y dogmática. De líder carismático de un proceso previsiblemente emancipador, Castro se convirtió en un dictador implacable y en un censor del pensamiento democrático.
¿Habrían triunfado los planes de Fidel Castro de haber adoptado un sistema pluralista? ¿Lograrían sustentarse sus demenciales interpretaciones de la historia, el hombre, la economía y la sociedad a través de la democracia?
Es cierto que la inestabilidad política y la ingobernabilidad democrática anteriores al triunfo de la revolución castrista permiten comprender el contexto en que Castro llegó al poder, sin embargo no explican la predisposición acentuadamente feroz y que contrasta singularmente con sus ideas expresadas en múltiples entrevistas, declaraciones a periodistas extranjeros, e incluso con su publicitada autodefensa con motivo del asalto al cuartel Moncada, un confuso alegato conocido como “La historia me absolverá”.
Fue Castro quien impuso el terror del mismo modo que le asignó al pensamiento político una sola ideología y un solo partido. Castro instauró un régimen que muy pronto reveló su naturaleza sanguinaria y todas sus acciones estuvieron dirigidas a un único objetivo: oprimir al pueblo. Castro despertó en el cubano sus pasiones más mezquinas y atizó la violencia como una forma de mantenerse en el poder.
Pero aquella naturaleza violenta y sanguinaria no fue precisamente iniciada el 1 de enero de 1959. Castro utilizó el terror mucho antes. Innumerables acciones terroristas fueron perpetradas durante la insurrección y una vez instalado en el poder creó tribunales sumarísimos para juzgar y ejecutar a sus adversarios. Aquella terrible maquinaria asesina estaba enfilada contra el pueblo. El verdugo se convertiría en el centro de la vida de los cubanos.
El terror conmovió a todas las capas de la población y a todos los sectores sociales: ricos, pobres, empresarios, obreros, militares, artistas, profesionales, religiosos y religiosas, campesinos e intelectuales. Las instituciones no gubernamentales, tan necesarias en una sociedad impulsada por principios cívicos y democráticos, desaparecieron y en su lugar surgieron fatídicas estructuras bajo un enfoque totalitario y excluyente.
¿Por qué razón mantenerse en el poder era tan importante para Fidel Castro, al extremo de renunciar a sus primeros desahogos anticomunistas y al abandono de los más elementales principios morales? Porque solo la conservación del poder permitiría a Castro su alucinante propósito de satisfacer sus frustraciones políticas y personales.
¿Qué hay de revolucionario en el pensamiento castrista?
Atrapado entre las redes de mantenerse a cualquier precio en el poder y aplicar sus dogmas totalitarios Castro reavivó, entonces, el mito del internacionalismo proletario y la revolución global. Creyó que su incendiaria ideología devoraría a todos los países, incluso a Estados Unidos y a otras democracias occidentales. Pero el incendio no se produjo y el socialismo se desplomó: la globalización revolucionaria se convirtió en la globalización de los mercados, la revolución mundial se impuso en el ámbito de los descubrimientos científicos y los avances tecnológicos. La esperanza y la fuerza de la humanidad no residen precisamente en la eventualidad de un mundo convulsionado por las “ideas revolucionarias” o aniquilado por una hecatombe nuclear.
El fracaso dejó a Castro con un acentuado deterioro físico y mental, frente a un mundo donde avanzan la democracia y el Estado de derecho a pesar de las contradicciones y las crisis.
¿Qué queda del “invicto” Comandante en Jefe?
Queda un inservible montón de alucinantes reflexiones derivadas de un retorcido pensamiento totalitario.
Queda el más catastrófico experimento político, económico y social nunca antes conocido por la nación cubana.
Queda una inmensa tragedia que sigue gravitando sobre la vida de millones de seres humanos.
Queda la figura de un anciano moribundo hundido en su ilusoria revolución mundial.
Y queda, sobre todo, un símbolo de la irracionalidad y la torpeza.
E no Paraíso, a fartura...
Cuba, entre hambre y descontentos
Wednesday, August 31, 2011 | Por CubaNet
La escasez de alimentos en Cuba ha provocado diversas manifestaciones en las últimas semanas, tanto en protestas callejeras como en textos aparecidos en publicaciones digitales.
Daisy Valera, de Havana Times, comenta en su artículo dedicado a las recetas de cocina aparecidas en la prensa cubana: “¿Será que los editores de la revista no conocen de la crisis de alimentos que hay en Cuba, con cientos de miles de hectáreas sin cultivar, que el país importa más del 60 por ciento de lo que consume y que los precios son elevadísimos? Imagino que sí, pero las recetas de cocina siempre le dan un tinte pintoresco a la publicación.”
Rosario Morales, protagonista de una reciente protesta, junto a Ivonne Mallesa, explicó a Radio Martí sus motivos: “nos dimos cita en el Mercado de Cuatro Caminos porque el pueblo de Cuba tiene mucha hambre y mucha necesidad. Y al frente de allí hay 3 tiendas recaudadoras de divisas, donde encuentras de todo: carne de res, atún, aceite y productos de aseo, que el cubano no tiene dinero para comprar”.
Alrededor del 70% de los ingresos oficiales de los ciudadanos se destinan a la compra de alimentos, pero en el sustento de la familia influyen las remesas enviadas desde el exterior, los trueques y ‘favores’ según el puesto laboral que se tenga, y los pequeños negocios, ilegales o legales, que tanto han proliferado en los últimos meses a partir de las reformas económicas.
“Cuba se ha convertido en un nido de ladrones, donde las personas van a las empresas a robar y estoy hablando desde el director hasta el dependiente de almacén, el cocinero, el ayudante… Ahí todos van a robar,” señala Roberto Martínez, padre de familia y vocero del Partido Republicano en Holguín.
“Es una sociedad enferma que ha enseñando a los ciudadanos a robar para sobrevivir. Aquí las personas no dicen robar a lo que sacan de las empresas, sino ‘luchar’. Lo han hecho como una medida de subsistencia. Este país está sumergido en una crisis porque las personas, por sus carencias y necesidades, han tenido que hacer muchas cosas para sobrevivir,” aclara María Antonia Hidalgo, presidenta de la Federación Latinoamericana de Mujeres en Cuba (FLAMUR).
El gasto mensual por persona en los productos de venta normada oscila entre 26 y 38 pesos, de acuerdo con una investigación del Centro de Estudios de la Economía Cubana, citado por la agencia de noticias Inter Press Service.
Pero la canasta básica mensual, implementada desde 1962, solo satisface el consumo de las familias durante diez días aproximadamente.
“A la provincia de Holguín lo que ha llegado este mes por la cuota es una libra de azúcar y dijeron que después venderán las otras cuatro, 5 libras de arroz, 8 onzas de aceite, sal y algunos gramos, eso se va en un potaje para un almuerzo. Y de carne en un mes, si acaso llegan de 6 a 8 onzas de pollo, explica Hidalgo.
Agrega que “Todo eso es aún más difícil para la mujer cubana que tiene que ser trabajadora y estar al frente de la familia. Es muy difícil cuando vamos a la cocina diariamente y hay carencia de todo tipo.
Sobre el menú promedio de los cubanos, los entrevistados coincidieron que los alimentos más socorridos son arroz y viandas, y en el desayuno “muy pocas veces hay leche.
Se hace imposible, porque es ilegal para los campesinos vender leche en la ciudad a riesgo de ser multados o sus productos decomisados. Además los precios son muy altos: un litro de leche pude costar de 5 a 8 pesos. El desayuno básico es café claro… cuando aparece”, comenta Roberto Martínez.
La mayor parte del mes se ven obligados a comprar sus alimentos en los mercados agropecuarios, donde la libra de frijoles negros cuesta 12 pesos, la carne de cerdo, 25; y el arroz oscila entre 5 y 8 pesos, mientras que otros productos como el aceite, solo pueden encontrarse en las tiendas recaudadoras de divisas a más de 2 CUC.
Los efectos para la salud de los cubanos no pasan desapercibidos para quienes los sufren. Señala Martínez que “los niños tienen problemas con el calcio, hay desnutrición, no crecen lo que deben crecer. Hay que sumar a eso el estrés que nosotros los padres les trasmitimos de una manera indirecta, porque no tenemos tiempo para pensar en otra cosa que no sea qué vamos a comer ese día y cuando terminamos de comer, ya uno está pensando en que va a comer al otro día”.
Las causas de la crisis en la alimentación cubana, cuyo momento más recio fue la década del 90, se remedian pero no se eliminan. Se ha intentado el cultivo de peces, la agricultura urbana, y la entrega de más de 1,2 millones de hectáreas de tierra en usufructo, pero casi el 50% de las tierras se encuentran sin cultivar, mientras el país importa el 80 % de los alimentos que consume la población.
En lo que aparenta ser una epifanía del estado cubano, el mandatario Raúl Castro a finales del pasado año anunció la reducción de gratuidades y subsidios, pues según datos oficiales, cuestan al país cerca de mil millones de dólares.
‘La libreta de abastecimiento “favorece tanto al ciudadano necesitado como al no necesitado y propicia un mercado subterráneo”, confirmó el documento marco para el sexto Congreso del Partido Comunista.
Los cierto es que “Las personas están dondequiera haciendo comentarios de descontento general. Ya son 52 años de fracasos, 52 años de necesidad para el cubano y aún no salimos de esta crisis”, concluye la miembro de FLAMUR.
TOMADO DE NOTICIAS MARTI (http://www.martinoticias.com/noticias/Cuba-entre-hambre-y-cacerolazos-128829668.html)
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