sexta-feira, 29 de outubro de 2010
E o Paraíso está cheio de porquinhos...
No hay jabón
SANTA CLARA, Cuba, 29 de octubre (Guillermo del Sol / www.cubanet.org) - La escasez de productos de aseo personal en las tiendas recaudadoras de divisas preocupa a los habitantes de la región central.
Desodorante, jabón de baño y lavar, pasta dental, colonias y detergentes, entre otros, desaparecieron de esas tiendas y también de las bodegas. Según voceros del Ministerio de Comercio Interior, el déficit de estos productos se debe a la falta de materias primas en la fábrica Suchel S.A., de la capital del país, principal productora de productos de aseo.
“He recorrido casi todas las tiendas de Santa Clara y Cienfuegos y nada de nada; no he encontrado jabones ni pasta de dientes. Si se consigue algo en la bolsa negra es a precios inalcanzables. Uno puede aguantar un poco de churre, pero a los muchachos hay que bañarlos todos los días” –dijo Reinaldo Cabrera, maestro de primaria.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Editorial do Estadão: O mal a evitar
Editorial: O mal a evitar
25 de setembro de 2010 | 17h 02
A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se comporta como um partido político" é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.
Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
E o Paraíso está estimulando ofícios por conta própria...
Le dieron con la caoba
José Hugo Fernández
LA HABANA, Cuba, octubre (www.cubanet.org) - Por descabellado que parezca, ser carpintero por cuenta propia en Cuba fue un delito durante las últimas décadas, además de una ocupación punto menos que imposible de practicar.
Tal vez pueda ahorrarme el embrollo de explicar las causas detalladamente, ya que son conocidas por todo el que ha querido conocerlas. Bastaría con reiterar que el drama de nuestros carpinteros no es diferente en lo más mínimo al de de tantos cubanos que han pretendido ejercer otros oficios –la inmensa mayoría- que no estaban autorizados al margen de la empresa estatal, y para cuyo soporte, claro, no ha existido, y no existe aún hoy, una infraestructura legal.
No en balde, luego de medio siglo de esto a lo que llaman revolución de los humildes y para los humildes, el oficio -que es la profesión de los humildes- está aquí en estado de coma profundo. Lo peor no es que sean muy escasos los carpinteros, albañiles, sastres, plomeros, etc., sino que entre los pocos que van quedando, casi ninguno es auténtico, y mucho menos posee la ética de los auténticos.
La prohibición y los invadeables obstáculos cortaron de raíz la fuente básica del oficio en Cuba, que era la tradición familiar. Generalmente, los cubanos que practicaban un oficio lo hicieron siempre por influencia de sus mayores, lo cual, además de propiciarles una amplia destreza, los formaba bajo el presupuesto de que la calidad del trabajo no sólo es sinónimo de éxito, sino además, de crédito moral.
No obstante, hay quien piensa que todavía estamos a tiempo de rescatar la vieja tradición de los oficios. Sobre todo a partir de los planes del régimen para ampliar la lista de los que en lo adelante podrán ser ejercidos por cuenta propia.
Es (o fue) el caso de Rolando, un carpintero del pueblo de Quivicán, en las afueras de La Habana.
Tan pronto le llegó la buena nueva, abandonó su puesto de burócrata e hizo la cola para obtener licencia de carpintero, oficio que aprendió de su abuelo pero que nunca había querido ejercer profesionalmente para no buscarse problemas.
Y era tal su disposición, que no se le apagó ni siquiera al enterarse de que esta licencia le serviría para no ir preso por ser carpintero, pero para nada más. Por ejemplo, no existe un mercado al que pueda acudir para proveerse de lo que necesita para llevar a cabo su trabajo. Por no hablar de facilitaciones crediticias.
Sin embargo, ante la pregunta, ¿pero cómo voy a carpintear sin madera?, le ofrecieron una solución, o algo que quizá se le parece un poco: Debía salir a caminar en busca de un árbol que considerase adecuado. Una vez que lo encontrara, solicitar un dictamen de las autoridades, a ver si le permiten cortarlo. Y luego de haber obtenido el permiso, si lo obtiene, debía pagarle un impuesto extra al Estado sólo por cortar y aserrar el árbol para iniciar sus labores.
Si alguien piensa que esto se parece más a un argumento de vodevil que a un hecho real, se le invita a que lo verifique con el propio Rolando, en Quivicán. Y de paso conocerá los pormenores del final de la tragicomedia, que esbozo a continuación:
Aquel infortunado salió a caminar y escogió el árbol, una caoba que se había quemado por accidente, por lo que estaba muerta e inútil. Pidió permiso para cortarlo. Pero se demoraron tanto en los trámites de autorización que cuando al fin fue a poner manos a la obra, algún pillo lo había madrugado ya cortando el árbol sin permiso.
Así que ahora Rolando no hace más que repetir “me dieron con la caoba”, sin que acabe de entender cabalmente quién le dio primero y con mayor ensañamiento.
In Memoriam...
Para auxiliar minimamente a preservar a memória da história, transcrevo post de Janer Cristaldo em seu blog (http://cristaldo.blogspot.com/)
Terça-feira, Outubro 26, 2010
ESPANHÓIS QUEREM CANONIZAR NEGRÍN, O TRAIDOR DA ESPANHA
A Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939 – há sete décadas, portanto – parece ainda não ter terminado. As esquerdas remanescentes da Queda do Muro até hoje continuam desenterrando os cadáveres dos espanhóis mortos por Franco. Ainda em agosto passado, uma equipe que trabalha na escavação de uma vala comum no monte de La Pedraja (norte do país) encontrou cerca de 60 corpos de pessoas executadas pelas tropas franquistas. A Lei da Memória Histórica, adotada no final de 2007 para reabilitar as vítimas da Guerra Civil, prevê que as instituições apóiem a abertura de valas comuns e a identificação de corpos. Quanto aos cadáveres dos espanhóis mortos pelos comunistas, destes as esquerdas não querem nem ouvir falar.
Em 1936, por exemplo, em Paracuellos del Jarama, sítio que ninguém gosta de lembrar, foram fuzilados pelo Partido Comunista nada menos que dois mil e quatrocentos espanhóis que se opunham à Frente Popular. Há quem fale em cinco mil. Outros em oito mil. À frente do PC espanhol estava Santiago Carrillo.
A matança de Paracuellos é plenamente confirmada por historiadores e foi bem mais feia que o suposto bombardeio de Guernica. Entre 7 de novembro e 4 de dezembro de 1936, militares que haviam participado do levante franquista ou que não haviam se incorporado aos comunistas, falangistas, religiosos, militantes de direita, cidadãos comuns e outras pessoas que haviam sido detidas por serem consideradas partidárias da sublevação, foram retiradas das prisões, atadas pelos punhos e conduzidas em ônibus e caminhões e conduzidas às margens do Jarama, onde foram sumariamente fuziladas. São cadáveres que não interessam.
Leio no El País de hoje uma insólita reportagem que endeusa o homem que entregou todo o ouro do erário espanhol a Stalin. Trata-se de Juan Negrín, presidente de governo da República de 1937 a 1939, visto como “um homem incompreendido e olvidado, que viveu os últimos anos de seu exílio no anonimato, ocupado em Paris com a tutela de seus netos”. Para Enrique Moradiellos, historiador e autor da biografia Negrín, foi um homem que deu seus melhores anos ao serviço da Segunda República e que, após perder a guerra sendo chefe de governo, se exilou e seguiu lutando por aqueles ideais socialistas que marcaram sua trajetória vital.
Um documentário intitulado Ciudadano Negrín, dirigido por Sigfrid Monleón, Carlos Álvarez e Imanol Uribe, eleva Negrín à condição de grande estadista. “Quisemos resgatar o personagem ensombrecido e esquecido, o estadista mais importante da política contemporânea espanhola, e devolver a emoção do homem que teve de assumir a responsabilidade de um governo no momento mais trágico de nossa história recente” - afirma Monleón.
Vamos ao episódio do outro entregue a Moscou, que já evoquei várias vezes nesta bitácora. Em 1936, quando ministro da Fazenda do governo Largo Caballero, Juan Negrín raspou os cofres do país em troca de aviões, carros de combates, canhões, morteiros e metralhadoras russas. Ao celebrar com um banquete no Kremlin a chegada das 7.800 caixas com 65 quilos de ouro cada uma (três quartos das reservas espanholas), Stalin, evocando um ditado russo, comemorou: "Os espanhóis não voltarão a ver seu ouro, da mesma forma que ninguém pode ver suas orelhas".
Serviam para que estas armas? Para matar os espanhóis que lutavam por uma Espanha livre e democrática. Em 1937, a União Soviética já havia colocado na Espanha pilotos de guerra, marinheiros, intérpretes e policiais. Neste mesmo ano, a URSS já tinha na Espanha mais de cem aviões de combate. Os mais utilizados foram os I-15 (biplanos), conhecidos com Chatos, e os I-16 (monoplanos), conhecidos como Moscas. No ano seguinte continuaram chegando à zona republicana mais aviões soviéticos, entre estes vários bombardeiros, cada vez mais aperfeiçoados, alguns ultrapassando a velocidade de 300 milhas, como os Katiuska.
Costumo afirmar que Franco salvou a Espanha das ambições continentais de Stalin. Salvando a Espanha, salvou a Europa. Dominasse Stalin a Espanha, Portugal cairia no dia seguinte. Dominada a península, teria controle do mar do Norte, Atlântico e Mediterrâneo. França e Itália ficariam estranguladas. E todo o sul da Europa estaria dominado por Moscou. O muro de Berlim demoraria muitas décadas ainda para cair.
Não resta, hoje, na Espanha, mais nenhuma estátua do homem que salvou a Espanha. Enquanto isso, intelectuais erguem monumentos ao homem que queria destruí-la.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
E no Paraíso, a Revolução mostra os resultados na produção de açúcar...
Oscar Espinosa Chepe
LA HABANA, Cuba, octubre (www.cubanet.org)
artigo completo: http://www.cubanet.org/CNews/year2010/Oct2010/26_C_2.html
El rendimiento por hectárea fue de 27 toneladas, cuando el promedio de los 10 años anteriores al triunfo de la revolución estuvo cercano a los 40 tons/ha, y con respecto al nivel mundial en el periodo 2003/2008 la media fue de 67 tons/ha, según datos de la FAO. Brasil, el mayor productor global, ha llegado hasta 77.6 tons/ha. Según la prensa oficial, en esos lamentables resultados influyó que el 59,0% de las empresas cañeras tuvieron rendimientos de menos de 30 tons/ha, y que de las 750 mil hectáreas existentes en el fondo de tierras destinadas a ese cultivo, hay 131 mil vacías, sin la gramínea.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
60 años de TV cubana
De Pumarejo a Castro
Armando López
Miami | 24-10-2010 - 8:43 am.
Hace 60 años, un 24 de octubre, se inauguró la televisión en la Isla. Tres nombres, Gaspar Pumarejo, Goar Mestre y Fidel Castro, han marcado su destino.
La televisión en Cuba está marcada por tres hombres: Gaspar Pumarejo, Goar Mestre y Fidel Castro. Los dos primeros la crearon. El último la usó para alimentar su mito. Le puso un ejército de censores y la convirtió en la más politizada y aburrida del continente.
Las primeras emisiones de televisión las había efectuado la BBC en Inglaterra, en 1927. En 1930 la siguieron la CBS y la NBC en Estados Unidos. El 30 de abril de 1939, una televisión casi de juguete transmitiría la inauguración de la Exposición Universal de Nueva York. Pero en 1949, la población estadounidense ya disfrutaba en la pequeña pantalla del show del comiquísimo Jack Benny.
Pumarejo y Mestre, canal 4 y canal 6
Lo que enfrente se inventaba, en Cuba se gozaba. Las emisoras de radio se pusieron de lleno para el nuevo invento. Hacía un año que la pujante CMQ radio, de los hermanos Mestre, había trasladado sus estudios de Monte y Prado hasta el edificio de Radiocentro, en 23 y L, en el Vedado habanero, un complejo de radio y estudios de televisión unido a un teatro-cine para más de dos mil personas, tiendas y restaurantes, a la manera del Radio City newyorkino.
No sospechaba Goar Mestre que el animador Gaspar Pumarejo se le adelantaría en lanzar la señal de televisión en Cuba. El 24 de octubre de 1950, desde el patio de su casa, en Mazón 52, esquina a San Miguel, en La Habana, el carismático Pumarejo inauguraba con su canal 4 la historia de la televisión en Cuba.
Lo primero en verse en las pantallas de 17 pulgadas de unos pocos televisores, fue una cajetilla de cigarros Competidora Gaditana, acompañada de una guaracha de Ñico Saquito, seguida de una transmisión en remoto, desde el Palacio Presidencial, con las palabras de Carlos Prío, y una gran fiesta, para mil invitados, en los jardines de la casa de Pumarejo, a la cual asistieron estrellas mexicanas como Pedro Armendáriz y cubanas como Carmen Montejo y Raquel Revuelta.
El 18 de diciembre saldría al aire el Canal 6, de Goar Mestre, CMQ Televisión, con un programa dramático escrito por Marcos Behemaras y protagonizado por Alejandro Lugo. La fuerte competencia entre Mestre y Pumarejo contribuyó a que un lustro más tarde, Cuba exportara técnicos de televisión y libretos de telenovelas a todo el continente, y a que La Habana se convirtiera en capital de la música popular. Nat King Cole vendría a grabar con la orquesta de Armando Romeu. Edith Piaff, Frankie Laine, Johnny Ray, Pedro Vargas, Katyna Ranieri, las estrellas de la música internacional colmarían Montmartre, Tropicana y Sans Souci, gracias a la televisión.
Una filosofía, una fiesta
"CMQ era una filosofía —cuenta Antonio Diéguez, quien fuera director del estelar programa musical Casino de la Alegría—. Directores, camarógrafos, actores, músicos, coreógrafos y bailarines, teníamos un gran amor por lo que hacíamos. Y es que los hermanos Mestre respetaban a los creadores. No censuraban nada. Y tenían la sabiduría de tener a tres publicitarias que producían programas para ellos: Siboney, Crusellas y Sabatés".
A los 17 años, Diéguez trabajaba en la publicitaria Siboney, que producía el 35 por ciento de la programación de CMQ Televisión, como el súper musical Casino de la Alegría, el humorístico Garrido y Piñero y el dramático La Novela de las Diez. Fue en Siboney que el Chino Diéguez (como todos le decían) comenzó a dirigir televisión. Por ahí anda un viejo kinescopio del Benny Moré, con los atriles de su banda anunciando el refresco Jupiña; fue su primer programa La Fiesta de las 7 Menos Cinco, en 1956. Un año después, ya Diéguez dirigía el estelar Casino de la Alegría, donde se presentaban las estrellas internacionales que visitaban la Isla.
Pero Pumarejo no se quedaba atrás. Creó Hogar Club, organización que agrupó a cientos de miles de amas de casa, rifaba autos, casas… En 1957, este genio de la publicidad realizó en el estadio del Cerro el Festival 50 años de música cubana, reencuentro de los artistas cubanos residentes en el extranjero, junto a boricuas como Tito Puente y Tito Rodríguez, y el bolerista chileno Lucho Gatica… Pumarejo mandó a buscar desde Francia a Humberto Cobo, Rudy Castell, Antonio Picallo, Raúl Zequeira... De España trajo a Antonio Machín, Raúl del Castillo, Zenaida Manfugás... Desde Turquía a Mariano Barreto. De México a Gilberto Urquiza, Everardo Ordaz ... Desde EE UU vinieron Mario Bauzá, René Touzet, Vicentico Valdés, Gilberto Valdés y Machito.
En 1958, Cuba contaba con 25 transmisores de televisión con una potencia de 150,5 kw instalados en La Habana, Matanzas, Santa Clara, Ciego de Ávila, Camagüey, Holguín y Santiago de Cuba. Tres cadenas nacionales con 7 transmisores cada una. CMQ Televisión, Unión Radio Televisión y Telemundo. Los 4 transmisores restantes estaban instalados en La Habana (3) y en Camagüey.
La publicidad en Cuba era la mejor de América Latina. En las agencias trabajaban afamados escritores como Carballido Rey, Marcos Behemaras, Iris Dávila, directores de televisión como Roberto Garriga, Ernesto Casas y Caiñas Sierra, diseñadores como René Portocarrero y Raúl Martínez. Se publicitaban no sólo productos cubanos, también de México, Puerto Rico y Colombia. Se llegó a crear una escuela de publicidad.
"Garrido y Piñero, Celia Cruz y Consuelito Vidal eran contratados por Siboney —dice Diéguez—. Lo sé porque yo era un mocoso y les llevaba los cheques. Rita Montaner, Álvarez Guedes y Minín Bujones era contratados por Crusellas. ¿Qué ponía CMQ? Los estudios y los técnicos. Aunque también tenía artistas y nueve directores contratados. Había una estrecha colaboración entre CMQ y las publicitarias. Joaquín Condal, que cobraba por CMQ, producía para una publicitaria el estelar Jueves de Partagás".
Llegó el Comandante y mandó a parar
Pero el 6 de agosto de 1960, el régimen nacionalizó la Cuban Telephone Company y todas las plantas de radio y televisión pasarían a integrar el ICR (Instituto Cubano de Radiodifusión), luego ICRT (Instituto Cubano de Radio y Televisión). Desde el primero de enero de 1959, Fidel Castro se haría omnipresente a través de la pequeña pantalla en todos los hogares cubanos. Sus maratónicos discursos ocuparían noches enteras, desplazando al resto de la programación.
"Cuando nacionalizaron la televisión —narra Diéguez—, en el estudio se apareció un abogado llamado Gregorio Ortega, y dijo: 'esto es una intervención política, todo va a seguir igual…'. Pero no fue así. Comenzaría la censura. Un día se enfermó el productor de Viernes de Gala y me llamaron. Al traste mi fin de semana en Varadero. Por suerte, el libreto decía 'campesinos rusos huyen hasta cruzar la frontera' y me dije: ¡Ah, iré a Varadero! Llamé a Ñico Hernández, el interventor de CMQ… puse voz grave y le conté lo de los campesinos rusos. Y sentenció:…'eso no puede ir al aire'. ¡Y a gozar Varadero!"
Con la revolución, lo primero que se afectó en la televisión fue el humorismo, porque la comedia es burla, irreverencia, y Fidel Castro no aceptaba (ni acepta) una caricatura. Los actores cómicos se largaron de la Isla en estampida: Alvarez Guedes, Garrido y Piñero, Leopoldo Fernández con su Tremenda Corte, Lita Romano, Luis Echegollen, Cachucha y Ramón, Lilia Lazo. También escaparon los más famosos cantantes cubanos, como Olga Guillot, Celia Cruz, Fernando Albuerne, Blanca Rosa Gil, La Lupe, La Freddy… Los musicales continuaron, sin estrellas extranjeras, con pocas estrellas cubanas, con mucha autocensura y con el corazón en la boca…
"El 26 de mayo de 1967 estaba dirigiendo Mi Noche Favorita con Rosita Fornés —recuerda Diéguez—, cuando al llegar al estudio, un funcionario con cara de perro me salió al paso y me dijo que yo sobraba en la televisión. ¡Me botaron! Y me ofrecieron la plaza de talabartero. ¿Cómo logré escapar de la Isla? Había nacido en Honduras, de padre cubano que trabajaba para la United Fruit. Me fui con pasaporte hondureño".
La programación continuaría en una monotonía. En los años 80, la gente sólo se entusiasmaba con las películas del sábado, que un radar ruso copiaba de la TV estadounidense. Los estudios seguían siendo los mismos creados por Mestre y Pumarejo. Los programas se hacían con presupuesto mínimo, a no ser que exaltaran la mitología de la revolución y a su máximo líder, como el serial En Silencio Ha Tenido Que Ser (1979), producido por el MININT (Ministerio del Interior) o Algo Más Que Soñar (1984), producido por el MINFAR (Ministerio de las Fuerzas Armadas).
Censura, autocensura, vigilancia
[Eduardo Cáceres Manso.] Eduardo Cáceres Manso.Como El Chino Diéguez, Eduardo Cáceres Manso, artífice de uno de los programas más populares de la televisión cubana (Para Bailar) y de los festivales de Varadero y el concurso Adolfo Guzmán, casi nació en un estudio de televisión. Comenzó de mozo de limpieza en los estudios del Focsa, después fue auxiliar de cámara y camarógrafo por once años. Su primer programa como director, Pinelli en Vivo, fue en 1978.
Cáceres Manso, Cachito para todos, nos cuenta de sus avatares en la televisión cubana. "La autocensura me dominaba. Además de que todos los materiales eran editados. Si ponía en el programa algo que al régimen no le convenía, alguien lo paraba. Había tres o cuatro tamices antes de salir al aire. Alrededor siempre había gente vigilándome, podía ser un camarógrafo, un editor, el que limpiaba, cualquiera".
"Si hacía algo fuera de la norma —continúa Cáceres Manso—, sabía que me botaban, que me quedaría sin trabajo. Y sería un gesto improductivo, porque el programa nunca saldría al aire. Cualquier cosa podía ser 'diversionismo'. Grabé por ocho meses Factor C, una producción muy costosa. Y Nivaldo Herrera, presidente del ICRT, la vetó porque Amaury Pérez Vidal tenía puesta al cuello una cadenita… Así era. Los hombres no podían aparecer en televisión con pelo largo, pantalones estrechos, camisas de brillo. Ni una cadenita siquiera…
"En Para Bailar tenía que dar con tres meses de anticipación los posibles ganadores para que los investigaran. Ellos aprobaban si podían ganar o no. Se manipulaban los resultados. Todo se pasaba por la censura. Tenía un despacho constante con un oficial de la seguridad… Me decía 'dale menos participación a un animador' y lo tenía que hacer…"
"Caí preso en 1992, por tráfico de divisas —prosigue Cáceres Manso— y claro, me sacaron de la televisión. Y en el 94 me fui clandestino en un avión para Caracas. Me mandaron un pasaporte con otro nombre y la cara mía como si hubiera entrado en el país… Me caractericé. No me costó mucho trabajo. Llevaba fingiendo muchos años en la televisión cubana".
Isis Rodríguez, coordinadora de estudio con sólo tres años fuera de la Isla, llueve sobre mojado: "En Cuba hay excelentes técnicos, actores, escritores de dramáticos y humorísticos —dice—, ahí tienes al comiquísimo Profesor Mente Pollo, que todo el pueblo sigue identificando en sus locuras, ya sabemos con quién [dibuja en el aire una barba] ¡a medias, claro!, porque los escritores no pueden abordar la realidad. ¡Y pobre del que lo haga! Hay una ejército de asesores revisando cada guión. ¡Y son muy eficaces! El mejor libreto del mundo lo reducen a la nada".
La televisión en Cuba está signada por tres hombres: Gaspar Pumarejo, Goar Mestre y Fidel Castro. Lloren este último y su ejército de censores, el 60 aniversario de la televisión cubana.
De computadores
DICHOSOS TIEMPOS LOS NUESTROS
Janer Cristaldo (http://cristaldo.blogspot.com/), 22/10/2010
Comprei meu primeiro PC em 1990. Há duas décadas, portanto. Custou-me 4 mil dólares e tinha um disco rígido de ridículos 40 MBs. Atenção, eu disse megabytes. Era um dos maiores HDs encontráveis na época. Monitor de fósforo verde. E quando disse dólares, quis dizer dólares. Meu assessor de assuntos além-fronteiras não aceitava moeda nossa. Encomendei-o do Paraguai. Na época, os computadores nacionais eram ainda bem mais caros. Além disso, para comprar uma máquina, você tinha de preencher um cadastro quilométrico. Só faltava fornecer atestado de boa conduta. Em Assunción, burocracia nenhuma. Telefonei, encomendei o PC, dei meu endereço e o recebi em casa, dois dias depois. O entregador pegou meus dólares e se foi. A operação durou segundos.
Eram os tempos do DOS. Comprei um manual, fotocopiei uma longa tira de páginas com os comandos e colei-a na parede, ao lado do rack. Não havia memória que guardasse aquilo tudo. Na época, eu não sabia muito bem para que servia um computador. Queria apenas uma máquina de escrever mais sofisticada. Não havia Internet então. Apenas o Bulletin Board System (BBS), se alguém ainda lembra o que é isso. Certa madrugada, me emocionei ao encontrar na precária rede o Jayme Copstein, antigo colega da Caldas Júnior. O mundo era pequeno.
Bem entendido, não tínhamos na época a transmissão de arquivos de imagens ou sons. Era só texto, e olhe lá. Hoje, olhando vinte anos para trás, me parece estar contemplando a pré-história. Naquele ano, quando ainda vivia o marasmo de Curitiba, fui chamado para trabalhar na Folha de São Paulo. Mas ainda não dominava nenhum processador de texto, recém havia comprado o computador. Na redação, me disseram que esperasse pela Tonha, ela iria me iniciar na coisa. Mas a Tonha estava de férias. Fiquei sentado na redação, olhando com cara de besta para a tela do monitor.
Não agüentei. Pedi socorro a um colega. Sabes ligar o computador? - me perguntou. Bom, isso eu sabia. Conheces datilografia? Conhecia. Então vai digitando o texto, que depois te explico os comandos. Não havia Word na época. A formatação de títulos exigia extensos códigos que só os iniciados da redação possuíam. Bom redator era quem tinha uma agenda com todos os códigos. Um dos redatores, o Davi Cohen, judeu e carioca, era o virtuose do teclado. Digitava em ritmo de samba.
A duras penas, dominei o ofício. Foi quando surgiu o Windows e o Word. Nossa, foi um colírio para todos. O software da Folha era americano e a simples feitura de um trema exigia um código de oito ou dez caracteres. Por estas razões, a Folha eliminou o trema de seus textos. A redação se tornou muito mais rápida. Aquele código atrapalhava demais na hora do fechamento.
Com o Windows, o universo da informática deslanchou. Algo como a descoberta da escrita. Depois surgiram os sites de relacionamento. Se nos dias dos BBSs eu me surpreendera encontrando um amigo, hoje encontrar pessoas que não vejo há trinta ou mais anos faz parte da rotina. Meus computadores foram se sucedendo, HDs cada vez maiores, velocidade de processamento também maior, monitores mais sofisticados e, o mais importante, preços mais baratos.
Surgiram depois os notebooks e, agora, os netbooks. O que provoca erros de avaliação. Pensando em algo portátil, andei comprando um notebook, do Itautec. Portátil umas ovas. Com pilhas, deve pesar um três quilos. Optei então por um diminuto netbook da Sony, o Vaio. Portatilíssimo, mas teclado muito apertado. Serve para navegar, mas é hostil à escritura. Para viajar, e para caso de pane do PC, assinei um 3G. Interessante, mas tem um defeito. Não funciona no Exterior.
Dia 12 passado, meu PC emperrou. Também, pudera, tinha seis ou sete anos. Hoje vou dar-me um presente, pensei, em homenagem ao Día de la Raza. Há horas eu vinha paquerando um Mac, daqueles compactos, sem CPU, monitor 27”, um terabyte de memória. Só não me agradava trocar de sistema operacional. Mas poderia particionar o disco e instalar o Windows. Fui ao shopping cá do bairro, para uma primeira abordagem. Lá estavam os Macs, imponentes, mas a preço a meu ver um tanto salgado, em torno aos cinco e seis mil reais. Em todo caso, era mais ou menos o que eu pagara, vinte anos atrás, por uma carroça com monitor de fósforo e 40 megas de memória.
Não queria migrar para o Mac OS, dizia. Um pouco por preguiça intelectual. Outro, porque o Windows me satisfaz plenamente. Perguntei ao vendedor se não existiria um PC naquele formato compacto, com Windows. Para minha surpresa, existia. Parece que é máquina recente, terá coisa de um ano de idade. Fui apresentado a um HP All-in-One, monitor 21,5”, charmoso e com 750 gigas de memória. Caiu-me o queixo com o preço. Apenas 2.225 reais. Amor à primeira vista. Eu, que imaginava uma longa peregrinação até chegar a meu objeto de desejo, saí da Fast de computador em punho. É o computador mais barato que já comprei e ao mesmo tempo o mais poderoso. O PC que eu tinha em casa veio com um HD de 40 gigas e custou-me 3.111 reais. Em 2003.
O melhor de tudo foi dar adeus à CPU. Aquele emaranhado de fios quase me provocava uma eclâmpsia. A cada vez que precisava desconectar e reconectar o computador, começava a suar frio, juro. Sem falar da poeira que a ventoinha absorve. Da última vez que abri a CPU, cheguei a ficar assustado com a maçaroca densa formada pela poeira. Era um punhado de algo parecido a penugem, que me encheu as duas mãos. CPU já era. Suponho que em dois ou três anos serão peças de museu.
Dichosa edad y dichosos tiempos aquellos, dizia Alonso Quijana. Dichosa edad y dichosos tiempos los nuestros, digo yo. Estou feliz com a nova máquina. Mas quem ficou feliz mesmo foi minha assessora de assuntos domésticos. Perguntei à Cristina: teu filho já tem computador? Ainda não – me respondeu. Quem disse que não tem? Ela me olhou perplexa, desconfiando do que ouvia mas ainda não acreditando no que ouvia.
É teu – disse – apontando o antigo PC -. É antigo mas funciona bem. Ela teve de controlar-se para não chorar. Abraçou-me, pediu-me desculpas pela efusão. Mas algo vou te cobrar – alertei. Se eu puder pagar aos poucos... – murmurou.
Nada disso, Cristina. Não se trata de dinheiro. Daqui a um mês, vais sentar em minha mesa. Quero te ver navegando.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Reformas Econômicas no Paraíso, 2010
Castrismo 2010: ¿Actualización o apuntalamiento?
Una verdadera apertura sería el fin del régimen.
Alberto Méndez Castelló
Diario de Cuba, Las Tunas, 20/10/2010
"Constituiría una ingenuidad considerar que se están produciendo cambios en el modelo cubano, por la sencilla razón de la inexistencia de tal modelo en tanto prototipo nacional. Otra cosa es la importación del comunismo para alguien perpetuarse en el poder, pero entonces ya estamos hablando de otro asunto, del manido tema de la dictadura del proletariado, del naufragio de toda una flota —no de un velero— a todo trapo, con el viento a favor", dice a DIARIO DE CUBA un ensayista, profesor de Derecho Internacional Público.
"Cierto, al despenalizar la contratación de mano de obra y algunas actividades económicas, el régimen retrocede a marzo de 1968, al punto siguiente: 'Mi querido amigo, tan desesperado me siento, que no alcanzo a contarte lo que está sucediendo en nuestra tierra. Cuando te fuiste, todavía poseía la pequeña sastrería donde por tantos años confeccioné tus trajes; pero, aunque parezca mentira, los comunistas me declararon capitalista por mis tres viejas máquinas de coser, nacionalizaron mi taller y se llevaron dos de las máquinas; la otra la llevé a casa, donde trato de ganarme el pan, pero sin donde comprar materiales, no logro lo suficiente. Escríbeme, eres tú mi única alegría. Si no te es molestia, mete algunas agujas dentro de la carta'".
"Pues aquí estamos, ¿no? ¿Acaso pertenecen estos lamentos a un cubano víctima de la llamada ofensiva revolucionaria de 1968, cuando en Cuba se expropiaron hasta los ínfimos negocios de subsistencia familiar? No, el autor de estas palabras es un ciudadano búlgaro. Le contaba sus desgracias a un compatriota refugiado en Nueva York. La carta apareció en Selecciones del Reader's Digest, en abril de 1955", dice el catedrático, mostrando la vieja revista.
¿Se encuentra Cuba en la situación de Bulgaria en 1955?
Veguitas es un poblado de casuchas lastimosas junto a un terraplén ahuecado en Puerto Padre. Hay allí una vaquería con ganado particular y de cooperativa. Las vacas socializadas promediaban dos litros de leche; las particulares, tres. En un carretón tirado por bueyes, los ganaderos transportaban la leche hasta una bodega en las afueras de un poblado cercano. Las cosas iban como todos los días, hasta las tres de una madrugada del pasado septiembre, cuando el primer secretario del Partido Comunista (PCC) municipal, que cuenta con dos vehículos (un automóvil y un jeep), haciéndose acompañar por periodistas y cámaras de televisión, llegó a la vaquería.
Vacas y vaqueros cumplieron su cometido bajo la mirada de los funcionarios y el lente de las cámaras de la televisión. Terminado el primer ordeño, el jefe del Partido y sus periodistas se marcharon, pero la comitiva regresó sorpresivamente cuando los vaqueros ordeñaban sus lecheras particulares. "¿Vacas de propiedad privada mezcladas con ganado de cooperativa? ¿Cooperativistas haciendo trabajo privado? ¿Leche en bolsa negra?", inquirió el primer secretario del PCC.
El domingo siguiente a la visita, la televisión local de Puerto Padre difundió en una nota informativa las sanciones aplicadas a los cooperativistas. Algunos fueron multados con entre el 25 y el 50% de sus ingresos por varios meses.
"El Partido dirige todos los periódicos, todas las casas editoriales, todas las emisoras de radio y televisión. Un complicado sistema de ondas perturbadoras impide al pueblo escuchar por la radio las noticias procedentes del mundo exterior. Para el ciudadano corriente son casi infranqueables las barreras para viajar al extranjero", leyó el profesor para luego preguntar: "¿Es acaso esta una reseña de la situación de Cuba hoy basada en casos como el de sus lecheros? Bien lo pudiera ser, pero ese era el engranaje de la antigua Unión Soviética, descrito por William Jorden para el suplemento dominical de The New York Times en el reportaje titulado ¿Por qué el Kremlin no puede descorrer la cortina de hierro?, en enero de 1960, precisamente el año de la nacionalización en masa de la empresa privada en Cuba".
"Luego, extraña y alerta el despiste, o la apología, de gente enterada, cuando se refiere a una autocracia —sólo por enfermedad del autócrata devenida diarquía—, cual si fuera un modelo nacional: el modelo cubano, el socialismo cubano, la revolución cubana. Quienes entre el 10 de marzo de 1952 y el 31 de diciembre de 1958 lo dieron todo, algunos incluso hasta la vida, lo hicieron por restaurar y hacer cumplir la Constitución de 1940, pero eso nunca ocurrió. ¿No se ha preguntado cómo, cuándo y por qué terminó la revolución en Cuba?", dice el ensayista a propósito de la incongruencia entre el modelo de justicia social por el que lucharon muchos cubanos y la realidad que les ha tocado vivir medio siglo, agravada por estos días con los últimos acontecimientos.
Por paradójico que parezca, la respuesta la dio Fidel Castro en 1977, durante el V Congreso de la Asociación Nacional de Agricultores Pequeños, remontándose a la aplicación de la Ley de Reforma Agraria en 1959: "Al organizar aquellas cooperativas en las empresas cañeras, dábamos un paso adelante en relación a lo que había significado la parcelación de aquellas tierras. Desde el punto de vista social, había sido un retraso porque a aquellos obreros los habíamos transformado de proletarios en campesinos".
"El mismo Fidel Castro nos ha dado la respuesta —dice el profesor—. Cuando él habla de empresas cañeras, se refiere a poco más del 71% de todo el suelo arable del país, que expropió no para multiplicar la propiedad, sino para concentrarla en manos del Estado como un instrumento político. Esa es la industria azucarera destruida, la tierra abandonada y los cientos de miles de obreros y burócratas hoy sin trabajo. ¿Les importan? Sí, les importan como clase sometida, de ahí esos sofismas de 'usufructuarios' y 'cuentapropistas'", dice el profesor para luego sentenciar: "El modelo cubano todavía está por hacerse. Cuando podamos ver a los cubanos pedir y prestar, comprar y vender, entrar y salir, desechar y elegir, entonces estaremos hablando de cambios en Cuba, de actualización; mientras tanto, hablemos de apuntalamiento".
Che: a santificação de uma fraude
Del espejo al vacío
Miguel Iturria Savón
LA HABANA, Cuba, octubre (ww.cubanet.org) - En 1992, al concluir una conferencia sobre el escritor José María Chacón y Calvo,en la Oficina del Historiador de la Ciudad, durante el Simposio que realizaba la Dirección Provincial de Cultura, me entregaron dos libracos sobre el pensamiento económico de Ernesto Guevara, uno de los comandantes de la guerrilla encabezada por Fidel Castro, que nombró a Che Presidente del Banco Central y Ministro de Industria del Gobierno Revolucionario, antes de que partiera a las selvas de África y luego a Bolivia, a expandir sus ideas comunistas.
Como los libros me parecieron una burla los dejé en la mesa, pero uno de los organizadores insistió en entregármelos; tuve que decirle que fueran más originales, pues ni Guevara fue economista ni tuvo tiempo para escribir tales panfletos.
Supongo que la escena se repite hace décadas, porque cada año las editoriales cubanas descubren y publican libelos “inéditos” atribuidos al guerrillero, además de biografías sobre su vida y obra, obviando, por supuesto, la leyenda negra de sus crímenes, su ineficacia como funcionario y sus fracasos militares en África y Bolivia, donde pretendía instaurar dictaduras similares a la de sus socios en Cuba, quienes llevan medio siglo con el cuentecito de la libertad, el bloqueo y otros mitos que justifican su larga permanencia en el poder.
Libros, documentales, artículos, fotografías, llaveros, camisetas, carteles y programas de radio y televisión integran el arsenal de soportes mitificadores de este héroe de boutique, fabricado por la historiografía y por los medios de comunicación de Cuba, con la complicidad de la prensa liberal de los Estados Unidos y la izquierda de Europa y América Latina, cuya avidez no tiene límites ni vergüenza.
Al sobredimensionar a personajes como Guevara, los Castro o Hugo Chávez, los medios de comunicación se afilian al totalitarismo. Como aquellos incas precolombinos que rendían culto a los muertos para esclavizar a los vivos, los artífices de la propaganda socialista distorsionan la verdad y legitiman a las dictaduras antidemocráticas.
Ante tanta manipulación valdría la pena visualizar el documental Che: el otro lado de un ídolo, del realizador cubano Agustín Blázquez, quien ofrece los testimonios de algunas víctimas del guerrillero argentino, que fusiló a decenas de personas al ocupar la ciudad de Santa Clara y a cientos de militares del régimen anterior en la Fortaleza de la Cabaña, donde ordenó ejecuciones sumarias, sin abogados ni testigos, y juicios colectivos con sentencias desmesuradas.
Que Ernesto Guevara fuera marxista y fiel a sus ideales nos parece bien; que cometiera errores y decisiones arbitrarias durante la guerra también; pero pintarlo como libertador humanista y cristiano es una burla al propio guerrillero, quien desmintió al respecto a sus adoradores en carta a su madre desde una prisión de México: “No soy Cristo ni un filántropo, soy todo lo contrario de un Cristo. Lucho por las cosas en las que creo con todas las armas de que dispongo y trato de dejar muerto al otro para que no me claven en ninguna cruz”.
Tal vez Guevara fuera más honesto que sus jefes caribeños y careciera de tiempo para corromperse y aferrarse al poder, pues se marchó de la isla en 1965 en busca de nuevas aventuras; lo cual no lo libera de los desmanes del castrismo, pues desde los cargos ocupados contribuyó a desestructurar la economía y la industria cubanas, marcadas desde entonces por la improvisación, la irresponsabilidad y la extorsión de los obreros.
Quienes santifican al guerrillero desaparecido en 1968 omiten los testimonios sobre su soberbia, arrogancia y desprecio por la vida de animales y personas. Olvidan la participación de Guevara en la sovietización de Cuba. Este artífice de la violencia gestionó en Moscú la instalación en nuestra isla de los cohetes nucleares; ante cuya retirada afirmó al periodista inglés Sam Russel: “Si los misiles hubiesen permanecido en Cuba, nosotros los habríamos usado contra el propio corazón de los Estados Unidos, incluyendo la ciudad de New York”.
Cada vez que recuerdo la sobredosis de imágenes, libros y discursos en torno a este protagonista del pasado, me viene a la mente el cachorro asesinado por orden suya y los centenares de sacrificios inútiles que ordenó. Pienso entonces en su tránsito del espejo al vacío, cuando cese el desgobierno de quienes lo fabricaron.
E no Paraíso...: pacotes
Paquetes
Moisés Leonardo Rodríguez
LA HABANA, Cuba, octubre (www.cubanet.org) - La mayoría de los cubanos carga siempre con mochilas, sacos, bolsos, jabas de nylon, tela, yute, o tejidas con fibras naturales.
Al ver imágenes de otros países nos percatamos de que en ellos la no gente anda con tantos paquetes todo el tiempo, como nosotros. Por “allá”, sólo al regresar de compras se ve a la gente cargada. Acá, aunque compremos menos, cargamos más y siempre. La escasez en los mercados hace que muchas personas tengan que cargar, desde las ciudades, productos industriales hacia los campos, y productos agrícolas en sentido contrario.
En el mercado negro no siempre se consigue todo lo necesario, por lo que hay siempre que aprovechar y comprar lo que aparezca, en la mayor cantidad posible, a veces para revenderlo por un poco más y lograr alguna ganancia. Por eso también la gente anda siempre cargando con los productos adquiridos en todas direcciones.
Priorizar los suministros a Ciudad de La Habana y a las ciudades más pobladas, unido a la insuficiencia de la oferta, propicia un flujo continuo de gente cargando cosas de acá para allá y de allá para acá. Unos cargan yogurt, quesos, frutas, pescado fresco y otros alimentos hacia las ciudades. De ellas regresan con champú, cremas, juguetes y muchas otras cosas que no se consiguen en el interior del país.
Paquetes de comida robada de algún comedor o de almacenes, tanquetas de pintura llenas o vacías, juguetes comprados en tiendas de todo por un dólar, para la reventa, ropa enviada por un amigo o pariente desde el exterior.
También nos hemos vuelto creativos en eso de los paquetes que llevamos; lo inimaginable viaja en los paquetes con que siempre debemos cargar al trasladarnos. Aunque no he podido confirmar el hecho, me cuentan que una pareja llegó en días pasados al entronque de Mariel a Cabañas, cargando un gran cake para la fiesta de quince de la hija en Ciudad de la Habana.
Un policía incrédulo les pidió que cortaran el pastel. Después de un poco de resistencia lo cortaron y… ¡sorpresa!, bajo la cubierta de merengue, había en realidad carne de res.
Aclaración para el lector extranjero: No es que a los cubanos nos guste el cake de carne de res o la carne de res con merengue, sino que traficar con carne de res por estos lares es un delito casi más grave que matar a una persona. Como en la India, en Cuba las vacas sagradas son solo para los Dioses.
Corrientemartiana2004@yahoo.com
terça-feira, 19 de outubro de 2010
El origen del atraso latinoamericano
Carlos Alberto Montaner. 14/10/2010
(FIRMAS PRESS. Madrid) Andrés Oppenheimer acertó de nuevo. Hace unos años publicó Cuentos chinos y el libro se transformó en un bestseller casi instantáneamente. Su descripción del crecimiento económico de China, cuya economía en 1985 era del tamaño de la brasilera y hoy es la segunda del planeta, sólo superada por Estados Unidos, fue (o debió ser) una especie de aldabonazo en la conciencia latinoamericana.
Ahora Oppenheimer ha regresado con una obra aún más importante: ¡Basta de historias! La obsesión latinoamericana con el pasado y las doce claves del futuro. La ha publicado Debate en México y es muy probable que se convierta en un componente esencial de la más antigua y viva de todas nuestras polémicas: por qué América Latina es pobre y subdesarrollada. Desde que el uruguayo José Enrique Rodó publicó Ariel en 1900 estamos explorando el tema sin encontrar una respuesta universalmente satisfactoria.
Por esa discusión han pasado absolutamente todas las figuras relevantes latinoamericanas, desde Octavio Paz hasta Hugo Chávez, desde Carlos Rangel hasta Juan Domingo Perón, unos armados con palabras y otros con fusiles, pero todos convencidos de conocer las razones profundas que explican por qué los habitantes de Suiza, un país multiétnico, sin salida al mar y escasamente poblado, como los de Bolivia, tienen quince veces el per cápita de este país latinoamericano.
La tesis de Oppenheimer, como el dios Jano, tiene dos caras. Por una parte, están las raíces culturales, generadoras de una actitud poco práctica ante la vida. Es una sociedad pródiga en abogados y humanistas, que gradúa muchos más psicólogos que ingenieros o especialistas en informática. En ese sentido, paradójicamente, es un libro dentro de la tradición de Ariel, pero mientras Rodó reivindicaba el componente espiritual del hombre latinoamericano, contraponiéndolo al materialismo desdeñable del Calibán anglosajón (arquetipos que Rodó extrajo de La Tempestad de Shakespeare), a Oppenheimer le resulta lamentable ese rasgo predominante en Hispanoamérica.
¿Hay remedio para el atraso relativo latinoamericano? Sí, postula Oppenheimer, pero sólo si se produce una profunda y duradera reforma educativa. Ese es el otro caballo de batalla que recorre su libro capítulo tras capítulo. En lugar de continuar discutiendo sobre los males de la colonia o sobre los viejos y continuados errores de la república, hay que observar cuidadosamente cómo enseñan y aprenden los finlandeses, dueños del mejor sistema educativo del planeta; qué han hecho los israelíes en medio del desierto para construir una sociedad próspera, libre y altamente desarrollada; cuáles son los secretos del pequeño Singapur, una excrecencia geológica situada en el Pacífico, atiborrada de personas, cuya riqueza per cápita es mayor que la norteamericana.
Como Oppenheimer es un hombre práctico, sólo toma en serio los resultados. No pierde el tiempo examinando teorías. Sabe que en un mundo globalizado, regido por la competencia, en plena civilización del conocimiento, ganarán los más sabios, los más productivos y organizados, los más innovadores y creativos, siempre que cuenten con las instituciones adecuadas, y esas personas, lamentablemente, no abundan en nuestros pagos.
En todas las pruebas escolares internacionales en las que los estudiantes miden su dominio de las matemáticas, los latinoamericanos invariablemente quedan en los últimos puestos, casi siempre junto a los africanos. ¿Cómo vamos a competir adecuadamente contra europeos, norteamericanos, chinos o hindúes, si nuestras masas están notablemente peor educadas y nuestras élites no acaban de entender la importancia de la ciencia, la tecnología y la investigación original?
¿Hay algún país latinoamericano que se aparte del pelotón y muestre algunos elementos de excelencia educativa? No, de acuerdo con los datos objetivos. Ni siquiera Chile, que hoy está a la cabeza del continente. Ninguno. No hay una sola universidad latinoamericana entre las 200 mejores del planeta, y apenas comparecen tres o cuatro entre las primeras 500. Un pequeño estado, como Israel, registra anualmente más patentes científicas que toda América Latina con sus 550 millones de habitantes. Es verdad que los brasileros fabrican aviones, pero ese logro no lo convierte en una pujante potencia del primer mundo.
¿Por dónde se comienza a reparar este secular fracaso? Un amigo banquero, entusiasta incorregible, ha comprado 20 ejemplares de ¡Basta de historias! para regalarlos a los mandatarios latinoamericanos. Ojalá que lo lean. Pero, sobre todo, ojalá que lo entiendan.
[©FIRMAS PRESS]
Oct 14 , 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
La otra descapitalización
En el deplorable escenario nacional ha surgido una nueva moral que lo permite todo, y así la población trata de justificar cualquier violación para poder sobrevivir
Oscar Espinosa Chepe, La Habana | 14/10/2010
Desde hace mucho tiempo, los especialistas en la economía cubana analizan la profunda descapitalización de los activos fijos o tangibles de la economía, con una caída enorme de las tasas de Formación Bruta de Capital Fijo (FBCF), que si en 1989 alcanzó el 25,6% del Producto Interior Bruto (PIB), desde entonces ha marcado porcentajes anuales inferiores al 10% en muchos años, insuficientes hasta para reponer la amortización del capital, produciéndose en términos reales una indetenible autofagia económica. Después de una pobre recuperación a mediados de la década del 2000, producto de las inyecciones de financiamiento venezolano y chino fundamentalmente, a partir de 2009 se percibe una nueva recaída con la reducción del 15% de las inversiones, repetida en similar magnitud en el primer semestre del 2010.
En el proceso de descapitalización, debido principalmente a la falta de reposición y modernización de los activos tangibles, también han actuado otros factores negativos como la carencia de mantenimiento, utilización de insumos de baja calidad, operación de equipos en condiciones terriblemente adversas (transporte sobre vías en pésimo estado de conservación o con cargas de pasajeros muy altas) e incluso inadecuada operación del equipamiento por empleados insuficientemente preparados o sin interés en cuidar los medios a su disposición.
En este marco adverso y al no existir una política de modernización, en ocasiones por factores políticos como sucede en las telecomunicaciones, es evidente el incesante incremento de la depreciación tecnológica o moral, como algunos la llaman, con la consecuencia que el país en su conjunto se encuentre en una etapa de decadencia productiva muy peligrosa, en un mundo globalizado donde la competencia es cada vez más fuerte.
El fenómeno de la creciente descapitalización nacional se visualiza fácilmente por la desaparición de la industria azucarera, el estado calamitoso de la infraestructura —comprendidas vías férreas, carreteras, calles, edificios, viviendas, conductoras de agua y electricidad— y un atraso tecnológico impactante en fábricas, transporte, agricultura, instalaciones educacionales y culturales y otras. Esto demuestra que el país se derrumba progresivamente.
Paralelamente a la acelerada depreciación de los activos tangibles de la nación, avanza otro tipo peor de desvalorización del patrimonio nacional: la descapitalización humana que desde hace años progresa a través de varias vertientes.
La pérdida, falta y deterioro de conocimientos científico-técnicos es una de ellas, y otra más generalizada y perversa, peor de resolver en el futuro, es la erosión de los valores espirituales, comprendidos los relacionados con la identidad nacional y conceptos éticos, morales y cívicos, que si bien son difíciles de medir en términos económicos, sin duda alguna tienen un enorme peso en el desarrollo general de un país.
Respecto a la disminución de los conocimientos, un factor importante es el continuo drenaje de especialistas y prominentes artistas que se marchan al extranjero, decepcionados por la realidad nacional, deseosos de una vida digna para ellos y sus familiares, libre de las persecuciones y dogmas ideológicos. A ello se une una elevada cantidad de especialistas, que empujados por la necesidad han dejado sus profesiones para dedicarse a oficios de inferiores requerimientos de capacitación, descalificándose progresivamente, al dejar de ejercer. Incluso aquellos profesionales que permanecen en sus puestos de trabajo por lo regular carecen de estímulos y medios suficientes para superarse, tarea difícil en las actuales condiciones de ausencia de información científico-técnica actualizada.
A su vez, la mayoría de nuestros especialistas, a diferencia de lo que acontece en el mundo entero, tienen enormes limitaciones para acceder a Internet y procurar información que les permita estar al día en una época de acelerado desarrollo científico y tecnológico.
A esto se añade el mantenimiento de una educación, que si bien en los meses recientes el Gobierno intenta desembarazar de métodos improvisados y extremos absurdos (maestros emergentes e integrales con adolescentes formados en pocos meses, escuelas en el campo, largo períodos de los estudiantes en trabajos agrícolas), todavía mantiene los viejos esquemas doctrinales y permanece ajena a los progresos operados en el mundo, con la revolución en las técnicas de la comunicación, incluido el acceso a Internet. Aunque la propaganda oficial continúe hablando de haber formado un millón de graduados universitarios (prácticamente el 10% de la población del país), habría que ver qué cantidad de ellos en realidad tienen el nivel correspondiente a los parámetros requeridos internacionalmente, una realidad reconocida hasta por altas personalidades oficiales.
En cuanto a los valores humanos, la situación es deplorable. Después de más de 20 años de las escaseces del llamado Período Especial, hoy, en un momento de recrudecimiento de la crisis, los efectos han sido terribles para el espíritu colectivo e individual de los ciudadanos. Las personas, empujadas por la crisis, en un alto porcentaje se han degradado y por ello no es casual que Cuba tenga uno de los más elevados índices mundiales de ciudadanos en las cárceles en relación con el total de habitantes. De acuerdo con cálculos estimados por instituciones tan prestigiosas como el PNUD, en su Informe sobre Desarrollo Humano de 2007-2008 situaba a Cuba con 487 presos por 100.000 habitantes para el sexto lugar; indicador que con posterioridad otras fuentes han considerado más elevado, como El Mundo en Cifras, Edición 2010, publicado por la revista The Economist, con 531 reclusos por 100.000 habitantes, para el cuarto puesto global.
En este deplorable escenario ha surgido una nueva moral que lo permite todo, con lo cual la población trata de justificar cualquier violación de la ética más elemental para poder sobrevivir en esta jungla en que se ha convertido Cuba. Las características de las nuevas normas de conducta se basan en la doble moral, la mentira, la simulación, el robo y la estafa, derivadas de decenios de miseria y represión impuesta por un régimen sólo interesado en mantener un poder omnímodo sobre el pueblo cubano.
Las nuevas generaciones nacen y se crían en ese ambiente malsano, viendo como algo normal todos esos males y que sus padres roban en los centros de trabajo para poder sobrevivir. Asimismo reciben en los centros educacionales cargas extraordinarias de ideología en plena contradicción con lo que a diario viven. Contemplan cómo quienes se presentan como referencias morales son los que viven mejor con el disfrute de los privilegios provenientes del poder.
Un capítulo ominoso en esta deriva hacia la degradación lo ha protagonizado un sector importante de los intelectuales, artistas y comunicadores que a cambio de privilegios y que se les permita enriquecerse, todavía hoy, ante la gravedad del momento, se mantienen ciegos, sordos y mudos, en una actitud antipatriótica, sin importarles los sufrimientos del pueblo y el acelerado derrumbe nacional. Algunos con una increíble abyección hasta han servido de cómplices y valedores de episodios tan sórdidos como los ocurridos en la Primavera Negra de 2003.
Si al principio de la revolución se planteó la defensa de la soberanía, la independencia y la identidad nacionales como principales objetivos, en los hechos la ciudadanía, y en particular la juventud, constatan que a través de los últimos 51 años Cuba ha dependido económicamente de otros países. Aproximadamente dos millones de cubanos se han marchado al extranjero y muchos más lo harían si tuvieran oportunidad. Si después de 1902, nuestro archipiélago fue escogido como lugar para establecerse por cientos de miles de europeos, antillanos, asiáticos y medio-orientales, hoy los cubanos desean marcharse masivamente. Las largas colas en el consulado de España para adquirir la nacionalidad gracias a tener abuelos españoles y en embajadas de cualquier país para lograr visas demuestran la ansiedad por emigrar en busca de una vida mejor que no avizoran en el futuro inmediato en la tierra donde nacieron. En modo alguno estos hechos pueden presentarse como pruebas de reafirmación nacional, sino todo lo contrario.
Los daños producidos por la descapitalización material siempre a mediano o más largo plazo podrán ser reparados. Ello lo prueba la reconstrucción de los países europeos devastados por la Segunda Guerra Mundial, pero con pueblos que mantuvieron sus tradiciones y valores espirituales. En el caso de Cuba, la situación es complicada pues al mismo tiempo que se deberá reedificar materialmente, habrá que restablecer los valores morales perdidos durante tantos años de totalitarismo y crisis.
No sólo habrá que luchar por la reconstrucción material, sino por la recomposición del alma de los cubanos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Venezuela: o começo do fim?
Instituto Millenium
15/10/2010
Joseph Napolitan, estrategista da campanha de JFK à Presidência dos EUA em 1961 – e considerados por muitos “o pai do marketing político” – ensina à pagina 35 do seminal “The emotional answer” (‘A resposta emocional’, ainda sem tradução para o Português): “A vitória eleitoral nem sempre se traduz em vitória política. De fato, as mais contundentes vitórias políticas que assisti ocorreram em meio a uma contagem de votos desfavorável. O frenesi liberado pela vitória nas urnas – sempre bem vinda, por certo! – costuma ofuscar o significado mais profundo, permanente e politicamente relevante do certame: que lado terá de lidar com as expectativas frustradas. (…) Sempre trabalho para vencer politicamente. A vitória eleitoral é uma consequência eventual. Lembre-se: as boletas de contagem vão ao fogo. As emoções perduram.”
Estivesse vivo em 26 de setembro, Napolitan observaria o abrir das urnas em Caracas, Venezuela, com o discreto e sereno sorriso dos visionários. É certo que não poderia entender completamente o significado de tanto alvoroço e celebração entre os “perdedores” (afinal, estamos em terras latino-americanas, o continente que produziu o “realismo fantástico” e as “escolas de samba”…). Mas sentiria, com toda a capacidade inspiratória de suas formidáveis narinas, o cheiro de esperança no ar.
Encerrada a contagem dos votos na eleição geral para a Assembleia Nacional Bolivariana, o governo do comandante Chávez viu suas expectativas frustradas. A despeito das 95 cadeiras conquistadas por seu Partido Socialista Unificado da Venezuela – PSUV (correspondentes a 60% de um total de 165) contra 61 a serem ocupadas pela oposição organizada na Mesa de Unidade Democrática – MUD (e outras 9 para os independentes), a maioria qualificada de 2/3 que permitiria “avançar com as reformas constitucionais que seguiriam levando o país em processo revolucionário permanente, em direção ao Socialismo do Século XXI” escorreu pelo ralo.
Para aprovar qualquer coisa relevante que não signifique “comer pelas beiradas”, Chávez terá de negociar acordos políticos transitórios ou uma agenda mínima permanente com aqueles que costumava designar por “inimigos do povo”, “traidores da Pátria” e “marionetes do império yankee”.
Fiel ao estilo, na noite do dia posterior, “El comandante” apresentou-se no canal estatal para cantar vitória, assegurando que a revolução segue firme. Nas ruas, nos jornais da manhã e nos canais independentes, o boato que corria solto era outro: haveria clima político para um “referendo revocatório” de imediato?
A vitória política da oposição só não foi maior porque o sistema político venezuelano – assim como o brasileiro – padece do mal do desequilíbrio de proporcionalidade na representação parlamentar; incutido em sistema distrital do tipo misto: os distritos de mais baixa densidade populacional situados nas áreas rurais dos Estados menos populosos do país, redutos de movimento chavistas, detém um número de cadeiras a ocupar muito maior que a proporção do eleitorado local no total de votantes.
Com mapas das votações majoritárias anteriores em mãos, os chavistas instalados no Conselho Nacional Eleitoral reesquadrinharam os limites dos distritos eleitorais em novembro de 2009 e aprovaram a nova conformação em janeiro de 2010, em tempo hábil para o pleito de 26 de setembro: distritos com maioria de votos opositores foram reduzidos para que detivessem um menor número menor de vagas na Assembleia Nacional ou fusionados com zonas chavistas de modo a produzir uma divisão potencial dos assentos entre governo e oposição. A despeito das manobras, o PSUV obteve 20% menos do número de cadeiras que pretendia, perdendo 55% de sua bancada desde a última eleição parlamentar onde concorreu sem adversário.
De “olho nos números que não apareceram nos canais oficiais”, o velho Napolitan diria que, à rigor, à rigor – desconsiderado os distritos e o sistema de representação proporcional – a vitória oposicionista foi também ”eleitoral”: 52% dos eleitores do país votaram em candidatos da Mesa da Unidade Democrática (MUD), contra 48% de votos a favor do Governo (números estes pouco mais elevados que o nível de aprovação a Chávez imediatamente anterior a eleição). Nunca tantos eleitores foram as urnas expressar-se através de votos.
O tropeço da revolução não limitou-se a lugar geográfico ou classe social específica. O PSUV enfraqueceu-se mesmo nos redutos chavistas mais radicais da capital Caracas.
Em San Cristóbal (capital do Estado de Táchira, junto à fronteira com a Colômbia), onde a classe média e pequenos comerciantes sofrem com epidemia do sequestro e com a cobrança semanal de proteção (“coima”) perpetrada pelas FARCs instaladas na região com a conivência do governo central, quatro dos cinco deputados eleitos são do bloco opositor.
Creio que Napolitan concordaria quando afirmo que a democracia venezuelana – modelo de estabilidade para os países do continente em outros tempos – voltou aos seus melhores dias.
Se em 26 de setembro os venezuelanos trataram de produzir um daqueles pontos de inflexão da História cuja importância somente se pode entender com clareza anos mais tarde, resta saber se a esta inflexão seguirá a queda.
O caminho à frente é longo e acidentado. A boa notícia é que, ao contrário do passado recente, resta-lhe apenas a alternativa de seguir em frente, em três firmes e decididos passos:
Tarefa primeira, a oposição terá de traduzir a frágil aliança eleitoral (“colada com saliva” segundo o jornal “El Universal” do dia seguinte) em uma coalizão parlamentar homogênea que ofereça um sistema de pesos e contrapesos efetivos à “revolução sem freios” do Governo e capaz de resistir ao esforço de cooptação que será implementado pelo mesmo.
Segundo, terá de criar ao longo dos próximos dois anos um projeto próprio e um discurso alternativo à miragem do chamado Socialismo do Século XXI. Tal projeto não poderá afastar-se do combate político à “revolução chavista,” mas fracassará no nascedouro se limitar a definir-se exclusivamente por seu contrário.
Terceiro, haverá de buscar um mensageiro capaz de formular uma visão positiva, ampla, inovadora e generosa do país, situada para além da polarização hoje presente; e também capaz de aglutinar forças políticas descontentes de todos os setores políticos e sociais – incluindo dissidentes atuais e futuros do presente modelo. Terá ainda que convencer aos 5,7 milhões de eleitores (quase 32% do total) que permaneceram em casa no dia da eleição a caminhar até a urna mais próxima para manifestar-se, de modo ainda mais contundente.
Esta nova liderança de oposição terá de ser construída junto aos movimentos sociais que arregimentaram fileiras nos protestos estudantis de 2008, e entusiasmá-los novamente. Há de ter a cara de uma nova Venezuela (despida dos refundacionismos tolos de V, VI ou VII Repúblicas); e carisma capaz de fazer sombra ao coronel fanfarrão e sua boina vermelha.
Não é, portanto, tarefa que se deixe para depois. A hora é agora. A eleição de 26 de setembro pode ter sido apenas um pequeno tropeço. Também pode ser o “começo do fim”…
Descender la pirámide
Miguel Iturria Savón
LA HABANA, Cuba, octubre (ww.cubanet.org) - Por todas partes llegan noticias de despidos en Cuba, algunas con nombres sonoros y apellidos ilustres de funcionarios que tocaron fin en la pirámide del poder, donde a veces se renuevan las lealtades y nuevas figuras juran fidelidad y vasallaje ante la gerontocracia encaramada en la cima del triángulo.
Días atrás, una nota informativa del Granma, leída en las emisiones del Noticiero Nacional de la Televisión, despotricaba contra Yadira García, sustituida como Ministra de la Industria Básica, entidad encargada de sectores productivos como el níquel, el petróleo, el cemento y la electricidad.
La ilustre dama fue nombrada hace un lustro, a raíz del explote de su antecesor, un tal Marcos Portal, matrimoniado con una sobrina del Comandante en Jefe, pero con fama de tecnócrata pragmático y moderno. Nadie comentó el suceso. ¿A quién le importan las peripecias de la montaña rusa?
Sabemos que en la abultada nómina de la burocracia cubana los funcionarios compiten entre sí por los favores del déspota; quien más se humilla más recibe y perdura en el cargo, o asciende a un puesto superior; lo cual es notorio si partimos de la inmovilidad en las alturas del reino.
Entre los funcionarios de alta figuración y servilismo no faltan mujeres; algunas ya pasaron a mejor vida; otras siguen en el pugilato administrativo. Entre las señoras más célebres aparecen varias huéspedes del Infierno y del paraíso verde olivo, como Celia Sánchez, amante y secretaria del Comandante en Jefe; Vilma Espín, ex esposa del General Castro; Melba Hernández y la suicida Haydee Santamaría, cónyuges de los insignes Jesús Montané y Armando Hart.
Así, entre “la historia de luchas” y los calzoncillos del marido –o amante-, estas mujeres transitaron de la cima a la muerte y de la toma de decisiones a puestos en la cronología del despotismo. A Celia le tejieron la leyenda de benefactora de los pobres y guardiana de los papeles del Máximo Líder. A ella se debe el habito de pedir y “denunciar lo mal hecho”. Todavía hay ingenuos que escriben al Consejo de Estado, como si Santa Celia, fallecida en enero de 1980, pudiera atender sus reclamos.
Según se sabe, los ascensos de Yadira García difieren y convergen con las guerrilleras mencionadas; principalmente en sus forcejeos con el seductor Comandante en Jefe, fascinado por los encantos de ella cuando estudiaba ingeniería. Funcionarios indiscretos cuentan la “fidelidad al líder”, la vocación amatoria y la pasión por las grandes tareas de la cortesana. Así pues, Yadira, como otros defenestrados famosos, ascendió de la Federación de Estudiantes Universitarios al Buró de la Juventud Comunista y de este al Comité Central del Partido, que la nombró Primera Secretaria en Matanzas y le confió después la Secretaria Ideológica, especie de Ministerio de la verdad del régimen.
Sospecho que sus subordinados de la Industria Básica no la extrañarán, pues en Matanzas su piel rodaba cuando acaudillaba la región. Tuvieron que sustituirla en el año 2000 a raíz del explote de corrupción en Varadero, pero el Comandante la designó al frente de la batalla por el rescate de Elián, y luego la consagró como ministra. Tal vez ahora resurja como el Ave Fénix, no le faltan experiencias, atractivos y deseos de sobrevivir.
Creo que el diario Granma no debería despotricar contra las damas y los caballeros que descienden la pirámide del poder. Sería mejor decirles adiós, darles las gracias y desearles buena suerte en el subsuelo, junto a la legión de pobres que luchan el día a día, sin autos, mansiones ni dineros, como hacia el viejo Mao Zedong cuando mandaba en China, aliada de nuestros diosecillos verde olivo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
10 anos de Mac OS X: conheça a origem do sistema inovador
Saiba como foi criado o importante software da Apple, em uma época em que a empresa estava longe de ser a "potência" atual do setor de tecnologia
Por Benj Edwards, Macworld / EUA
14-09-2010
Em 13/9 de 2000, a Apple lançou o Mac OS X Public Beta, um trial por tempo limitado do sistema operacional ultramoderno e revolucionário que iria substituir o antigo Mac OS. Com um preço de 30 dólares nos Estados Unidos por um CD distribuído por meio da loja online da companhia, o beta deu ao público geral o primeiro "sabor" de um sistema operacional que ganharia aceitação pública e que atrairia grupos de usuários de Windows para Macintosh.
A Apple percorreu um longo caminho desde aqueles dias negros do final dos anos 1990, quando a companhia simplesmente lutava para sobreviver. É fácil esquecer isso em uma época atualmente dominada por iPhones, iPads e outros sucessos de Steve Jobs, mas a companhia enfrentou tempos ruins há mais de uma década. Sim, ela tinha o sucesso do iMac ao seu lado. Mas o hardware não é tudo.
Na virada para os anos 1990, a Apple poderia dizer confiantemente que tinha o melhor sistema operacional de desktop no mercado. Mas o lançamento pela Microsoft do Windows NT, em 1993, e do Windows 95, colocaram em dúvida a alegada superioridade do sistema da Apple. A companhia se encontrou em uma posição especialmente vulnerável, já que o outrora revolucionário Macintosh OS, lançado pela primeira vez em 1984, mas apenas com pequenos incrementos desde então, de repente pareceu antiquado. A companhia foi forçada a confrontar sua vitalidae – que certamente estaria em perigo se algo não mudasse.
Essa insegurança fundamental por parte da Apple lançou uma busca longa, exaustiva e definitivamente mal administrada para substituir o Mac OS com uma versãomoderna. Os principais recursos na lista de desejos para o novo OS sonhado incluíam memória protegida (para prevenir crashes por todo o sistema) e multitarefa preemptiva (para acabar com os tormento como ter um floppy-disk lendo lentamente ou congelar todo o sistema temporariamente). A busca se tornou "épica" à medida que envolveu três CEOs da Apple e uma meia-dúzia ou mais de candidatos a sistema operacional vindos de dentro e de fora da companhia.
O processo finalmente chegou ao fim em 1996, quando Gil Amelio, então CEO da Apple, selecionou a tecnologia de uma companhia chamada NeXT, em vez da Be, de um ex-executivo da Apple, Jean-Louis Gassée, cujo sistema estava em desenvolvimento na época.
A conexão NeXT
O co-fundador da Apple, Steve Jobs, iniciou o NeXT em 1985, quando se viu forçado a sair da “maçã”. Jobs buscou uma recuperação rápida com uma novíssima companhia e começou a montar uma equipe de engenheiros e programadores talentosos (muitos selecionados da Apple) para criar a definitiva estação de trabalho para pesquisa.
Enquanto buscava os fundamentos de um sistema operacional avançado para igualar as ideias do NeXT para um hardware inovador, uma nova abordagem para a arquitetura UNIX chamou a atenção de Jobs e sua equipe. Era um kernel OS experimental batizado de “Mach” que estava sendo desenvolvido por estudantes de graduação da Carnegie Mellon University, no estado norte-americano da Filadélfia. O mais proeminente desse grupo era Avie Tevanian, 24 anos, que tinha começado o projeto Mach como parte do seu doutorado (PhD) em Ciências da Computação.
O kernel fica no centro de todo sistema operacional computacional. É um pedaço de software que controla as funções mais básicas do computador e serve como um intermediário entre o hardware e software de nível mais alto que roda no topo disso. O kernel de Kevanian deu ao Mach uma estrutura muito mais moderna e flexível do que os kernels anteriores compatíveis com UNIX, e foi essa qualidade que atraiu a atenção de Jobs.
Não demorou muito para que Tevanian começasse a trabalhar para a NeXT e desenvolvesse um novo sistema operacional gráfico ao redor do kernel que havia desenvolvido na universidade. O sistema da NeXT parecia similar, superficialmente, a muitos GUIs (Interface gráfica do usuário) anteriores, mas embaixo de sua superfície há diferenças fundamentais, graças à sua natureza orientada aobjeto, suas habilidades avançadas de exibição e suportes UNIX. A NeXT chamou o produto resultante de “NeXTSTEP”, e o sistema operacional fez sua estreia juntamente com o NeXT Computer, em 1988.
O NeXT Computer era uma máquina surpreendentemente avançada para seu tempo, mas com um preço muito alto – mesmo para seu mercado de pesquisa acadêmica. O negócio do hardware do NeXT lutou para sobreviver nos anos seguintes, e Jobs finalmente puxou o fio da tomada da companhia. Ele decidiu focar inteiramente em software, em especial no muito admirado sistema NeXTSTEP.
O NeXTSTEP continuou evoluindo no início dos anos 1990, ganhando versões para vários processadores não-68k, como o SPARC e a linha x86 da Intel. A NeXT também decidiu separar o sistema de programação orientado a objeto do NeXTSTEP em um produto chamado OPENSTEP, que poderia rodar sobre outros sistemas operacionais como Solaris e Windows.
Pule de volta para 1996, quando a Apple estava buscando um sistema operacional substituto. Steve Jobs ficou sabendo dessa procura e apresentou o NeXTSTEP para executivos da Apple. Eles gostaram do que viram e, em dezembro de 1996, a “maçã” anunciou que estava comprando a NeXT, com o objetivo de usar o NeXTSTEP como a fundação para o novo Macintosh OS. Junto com o anúncio veio a notícia de que Jobs teria um papel de consultor na companhia. Em uma impressionante reviravolta, pois o fundador estava de volta.
De NeXTSTEP para Rhapsody
Não demorou muito para Jobs encontrar-se no banco do motorista da Apple como CEO interino da empresa. Ele apontou seus irmãos de confiança da NeXT para cargos importantes na Apple, incluindo Avie Tevanian, que tornou-se vice-presidente de engenharia de software. Além disso, Jobs fez alguns cortes na linha de produção e guiou a Apple em direção a mares mais calmos.
Os engenheiros da Apple rapidamente começaram a trabalhar em um novo OS para a Apple baseado em outro mais antigo: eles usaram o NeXTSTEP 4.2 como o ponto de partida e iniciaram um processo de três anos de “Apple-ização” que transformaria o avançado e pouco conhecido sistema baseado em UNIX em um OS comercial que qualquer um poderia usar. O projeto ganhou um codinome: Rhapsody.
O objetivo do Rhapsody era pegar as fundações robustas da NeXTSTEP e revesti-las com visual e sentimento que fossem familiares para os usuários antigos do Mac OS, além de também manter um pouco de compatibilidade inversa. Não muito tempo depois a Apple desenvolveu um protótipo que funcionava de forma muito parecida com o NeXTSTEP, mas possuía elementos gráficos emprestados do tema “Platinum”, do Mac OS 8.
A Apple colocou essa versão, chamada de Rhapsody Developer Release, nas mãos de desenvolvedores, em agosto de 1997, para que pudessem portar software para dentro em preparação para a grande transição de sistema operacional.
Mas nem tudo estava bem. A Apple encontrou resistência significativa ao novo OS por parte da Adobe, uma desenvolvedora chave que produzia ferramentas de design gráfico que eram muito importantes para a base de usuários de Mac ligados a artes gráficas. A Apple originalmente queria conduzir todo o novo desenvolvimento para o Rhapsody por meio de um sistema de programação que eles chamavam de “Yellow Box”, que era essencialmente uma versão atualizada do ambiente de desenvolvimento do OPENSTEP, durante a época da NeXTSTEP.
O Yellow Box teria permitido que os aplicativos desenvolvidos para Rhapsody fossem facilmente portados para outros sistemas operacionais (como Windows) e até mesmo entre arquiteturas de processador, como PowerPC e x86. Infelizmente, os desenvolvedores teriam de abandonar qualquer investimento colocado no desenvolvimento de aplicativos para Classic OS; todas as versões Rhapsody do software da Mac teriam de ser recodificadas desde o início.
A Adobe frustrou o plano da Apple para o Yellow Box e se negou a portar seu software para o Rhapsody. Essa falta de software de um desenvolvedor terceirizado muito importante, juntamente com reclamações de outros desenvolvedores, por fim levaram a Apple de volta à prancha de desenhos, e após mais algumas revisões apenas para desenvolvedores, a empresa “matou” seu plano original do Rhapsody em 1998.
No entanto, o Rhapsody não estava realmente morto. Em seu lugar começaram a surgir rumores sobre o “Mac OS X” (com o X sendo 10 em número romano, tornando-o o sucessor claro para o clássico OS). Sob o nome de Mac OS X Server 1.0, a Apple lançou a primeira e única versão comercial do Rhapsody, em março de 1999. Ele mantinha a clássica interface “platinum” do OS 8 (e dos protótipos do Rhapsody) mas seu coração batia ao ritmo do NeXTSTEP.
Entra o OS X
Em 1999, o público sabia sobre a mudança do Rhapsody para o OS X, além de vagas noções sobre as mudanças ocultas envolvidas. O que as pessoas não sabiam era que, desde a metade de 1998, a Apple estava desenvolvendo secretamente uma nova interface gráfica vibrante e fluida para o Rhapsody chamada “Aqua”. Foi durante o desenvolvimento dela que ocorreu a mudança filosófica de Rhapsody para OS X.
Após conseguir material de divulgação dos desenvolvedores sobre o Rhapsody, a Apple percebeu que precisava de uma abordagem dramaticamente diferente para ganhar "seguidores" para o OS X e a Aqua era uma parte chave disso. “A Aqua tornou-se um ponto de venda visível para as pessoas mudarem para o novo sistema”, lembra Tevanian. “Se você apenas dissesse ‘bem, ela funciona um pouco melhor no nível inferior', poucas pessoas se importariam.”
Steve Jobs apresentou a Aqua para um público boquiaberto durante sua apresentação no evento Macworld Expo, em janeiro de 2000. Há pouco tempo como CEO em tempo integral, Jobs passou grande parte de sua apresentação demonstrando novos recursos graficamente impressionantes , incluindo o “mágico” efeito de minimizar e maximizar e ícones de alta resolução, entre outros. O mundo nunca tinha visto nada como isso, e a Apple se encontrou – pela primeira vez em pelo menos uma década – com um sistema operacional no qual as pessoas mal podiam esperar para colocar suas mãos.
Em setembro daquele ano a Apple agradeceu. De acordo com Tevanian, a companhia sabia que para um lançamento tão importante, dramático e diferente como um OS inteiramente novo, a empresa não poderia apenas manter os processos de testes beta escondidos.
A Apple precisava colocar o OS no máximo de mãos que conseguisse para que usuários comuns rodassem o produto ao seu modo de maneiras que a própria companhia nunca poderia imaginar. A Apple estabeleceu o preço do “Mac OS X Public Beta”, como era chamado, em 29,95 dólares nos EUA – baixo o bastante para que qualquer interessado pudesse ter acesso, mas alto o bastante para excluir as pessoas que poderiam não ser construtivas para o processo de testes beta. O beta era vendido por meio da loja online da empresa, que depois ofereceu um desconto de 30 dólares no primeiro lançamento completo do OS X (v10.0), em 2001.
Quando os usuários colocaram as mãos no beta público, os reviews foram variados, mas otimistas. Era óbvio que o OS X representava um futuro promissor para a Apple, mas a companhia ainda tinha um longo caminho a percorrer em termos de produzir um sistema operacional totalmente maduro. A Apple coletou notificações de bug e ideias para o seu novo beta por meio de uma caixa de sugestões habilitada para Internet no menu da companhia.
Como sempre, eram os desenvolvedores, entrincheirados em suas fileiras de programação de Mac, que precisavam de maior convencimento. Uma grande parte da abordagem da Apple no desenvolvimento pós-Rhapsody era para enfatizar uma combinação do ambiente de sistema sem costuras “Classic” (que rodaria todos os apps clássicos do OS) e a nova Carbon API, que permitira uma conversão fácil de aplicativos do OS Classic para o OS X. Graças a essas mudanças, os desenvolvedores começaram a aparecer. A Apple tinha finalmente tornado o processo fácil e atrativo o suficiente para que eles convertessem seus apps para o novo sistema.
Além disso, os desenvolvedores viram o recado na parede. Steve Jobs tornou claro em janeiro de 2000 que a Apple perseguiria uma estratégia de um sistema único. O Mac OS Classic, apesar de ainda ser suportado por algum tempo, era um beco sem saída evolucionário. Em um ano, ele anunciou, a Apple colocaria o OS X como padrão em todos os novos Macs vendidos. O Mac OS X estava a caminho de uma instalação em uma base maior.
O legado do OS X
Nos dias atuais, o OS X é um fenômeno amplamente admirado, que já passou por muitas versões e atualizações. É o coração e alma da estratégia de software da Apple, e provou ser um investimento essencial para garantir a viabilidade contínua da plataforma Macintosh. Ele continua a cumprir suas funções muito bem.
Mas até quando ele irá existir? Tevanian, que deixou a Apple em 2006, está surpreso e encantado com o quão flexíveis o OS X e seu pequeno kernel (parte do qual ainda está no OS X atualmente) ficaram. Afinal de contas, ele diz, o OS X roda uma boa variedade de hardware, de pesados servidores industriais a desktops e seu espírito também está em iPhones e iPods. Durante o desenvolvimento do OS X, a Apple tinha uma previsão que o sistema teria uma vida útil de 20 a 30 anos, diz Tevanian, mas ele suspeita que suas bases fundamentais podem durar ainda mais. Só o tempo dirá.
No final das contas, todos os sistemas operacionais se tornam obsoletos, mas por enquanto – mesmo após 10 anos do seu lançamento comercial - ainda estamos vivendo a era de ouro do OS X.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A Previdência no Paraíso...
Llegar a viejo en Cuba
Gladys Linares
LA HABANA, Cuba, octubre (www.cubanet.org) - Son miles. Deambulan por las calles en busca del sustento diario. Andan con ropas tan viejas como ellos, y caminan encorvados por el peso de sus necesidades.
Felipe es uno de estos ancianos. Cuando era joven perteneció al Movimiento 26 de Julio. Es albañil y después de jubilarse hacía trabajos particulares, pero hoy sus achaques no se lo permiten. Hasta hace poco se defendía vendiendo los cigarros de su cuota, pero al eliminarlos de la canasta básica ha tenido que recurrir a buscar “cositas para vender, porque de hambre no me puedo morir”. Lo conocí sentado cerca del agro mercado de la calle Dolores, en Lawton, cuando pregonaba bajito al paso de los transeúntes:
-Espumaderas, cucharones, tenedores, todo barato.
De pronto se le acercó un hombre y preguntó por los precios. Era un inspector.
-¿Y usted no se ve muy viejo para eso? Recoja esas basuras y váyase.
A lo que el anciano, avergonzado, contestó:
-Pero hijo, estoy luchando por la comida de hoy.
El inspector, intransigente, le ordenó inscribirse en un comedor comunitario. Varias veces he pasado por uno de esos llamados centros gastronómicos del sistema de atención a la Familia. Los viejos hacen cola, vasija en mano, esperando a que les despachen la comida. Le pregunté a uno de ellos por qué se la llevaba para la casa en lugar de quedarse a comer allí.
-¡Qué va!, los frijoles no tienen condimentos, y casi siempre están duros. En la casa los mejoro un poquito. ¿El plato fuerte? Algunas veces croquetas o hamburguesas – harina pura –. Aquí traen pollo y puerco, pero nunca los ponen en el menú, y de vegetales nada.
El servicio es malo, la alimentación también, pero muchos no tienen otra opción, porque es lo más barato que hay. Aun así, no son pocos los ancianos que prefieren trabajar de alguna manera para no tener que depender de estos lugares para comer. Tal es el caso de Rosalía, que siembra plantas ornamentales en laticas y las vende por la calle, siempre vigilando para que no la sorprendan policías o inspectores.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A grande guerra
Míriam Leitão e Valéria Maniero
O Globo, 17.09.2010
A demissão de Erenice Guerra do cargo de ministra-chefe da Casa Civil não desobriga o governo de investigar o caso. Ele tem indícios escabrosos de tráfico de influência no coração do governo e está ligado a uma pessoa que desde 2002 tem trabalhado diretamente com a candidata Dilma Rousseff. Erenice é o elo entre este governo e o que pode ser o próximo. É preciso entender o que houve.
Há casos que começam simples e só com o tempo se complicam. Esse estourou já num grau de complexidade espantoso. A ex-ministra parecia ser um consórcio: dois filhos, dois irmãos, irmã, ex-cunhada, assessor, mãe de assessor, irmão da mãe de assessor, marido, todos de alguma forma envolvidos em negócios ou conflito de interesses dentro do governo.
Sua primeira reação, quando começaram a ser publicados os abundantes indícios de irregularidades que a cercavam, foi fazer uma nota com timbre e autoridade do Palácio do Planalto acusando o candidato adversário de ser "aético e derrotado". Mais uma inconveniência no meio de tantas, porque o primeiro a fazer era se explicar ao cidadão e contribuinte brasileiro.
Mas essa nota foi mais uma prova de que o Brasil não tem mais governo, tem um comitê eleitoral em plena e intensa atividade. A demissão de Erenice, que ninguém se engane, não é um tardio ataque de moralidade. É o resultado de um cálculo eleitoral. A dúvida era o que poderia atingir a candidata Dilma Rousseff — manter Erenice, insistindo na tese de que ela era vítima de uma jogada eleitoral, ou demiti-la para tentar reduzir o interesse no caso?
Nada do que foi divulgado pode acontecer num governo sério. Filhos de ministra não podem intermediar negócios, não podem cobrar "taxas de sucesso"; assessor de ministra não pode ser filho da dona da empresa que faz a defesa de interesses dentro do governo; marido da ministra não pode estar num cargo público que dê a ele o poder de decidir sobre o fechamento do contrato que está sendo negociado. Ministra não faz essas estranhas reuniões com fornecedores do governo. Há outras impropriedades, mas fiquemos nessas primeiras.
A manchete da Folha de ontem trouxe a arrasadora entrevista de um empresário que, munido de e-mails e cópias de contratos, diz que foi vítima de tentativa de extorsão ao pedir um empréstimo no BNDES. Além das taxas variadas e dos milhões que ele afirma ter sido pedido para a campanha da candidata do governo, chegou a ser pedido 5% num empréstimo de R$ 9 bilhões. Se ele fosse concedido, isso seria R$ 450 milhões.
Erenice Guerra trabalhou com Dilma Rousseff desde a transição, foi seu braço-direito, a enviada especial a missões difíceis, a pessoa a quem ela entregou o cargo quando saiu, em quem tinha absoluta confiança. O vínculo não é criado pela imprensa, não é ilação, são os fatos. Esse não é o caso apenas do filho de uma ex-assessora, como Dilma disse no seu último debate. Esse é um conjunto assustador de indícios de um comportamento totalmente condenável no trato da questão pública.
Não é importante quem ganha a eleição. É importante como se ganha a eleição. A democracia estabelece que o vencedor é aquele que tem mais votos e ponto final. Cabe aos eleitores dos outros candidatos respeitar a pessoa eleita, a estrutura de poder que ele representa e torcer pelo novo governo. Portanto, ao vencedor, o poder da República por um mandato. O problema é quando um grupo, para se manter no poder, usa a máquina pública como se fosse de um partido, quando um governo inteiro se empenha apenas em defender uma candidatura, e não o interesse coletivo, quando sinais grosseiros de mau comportamento são tratados com desleixo pelas maiores autoridades do país, sob o argumento de que se trata de uma briguinha eleitoral.
Nada do que tem acontecido ultimamente é aceitável num país de democracia jovem, instituições ainda não inteiramente consolidadas e desenvolvidas. Não importa quem vai ser eleito este ano, o que não pode acontecer é o país considerar normal esse tipo de comportamento que virou rotina nos últimos dias.
As atitudes diárias do presidente da República demonstram que oito anos não foram o bastante para ele entender a fronteira entre o interesse coletivo e o do seu partido; entre ser o governante de todos os brasileiros e o chefe de campanha da sua escolhida; entre popularidade e indulgência plenária para todo o tipo de comportamento inadequado.
O país pode sair desta eleição derrotado em seu projeto, o único projeto que é de todos os brasileiros: o de construir uma democracia sólida, instituições permanentes e a concórdia entre os brasileiros.
O caso Erenice Guerra é assustador demais para ser varrido para debaixo do tapete. Os indícios são de que a punição aos envolvidos no escândalo do mensalão, que agora respondem na Justiça por seus atos, não mudaram os padrões de comportamento dentro do governo. A Casa Civil não pode estar sempre no noticiário de escândalos. É, na definição da candidata Dilma Rousseff, o segundo mais importante cargo do governo. Se é tudo isso, que se faça uma investigação do que havia por lá. Mas que não seja mais um "doa a quem doer" de fantasia; que não seja a apuração que nada apura, que perde prazos, que confunde e acoberta. Não é uma eleição que está em jogo. Ela pode já estar até definida a esta altura, com tanta vantagem da candidata governista a 15 dias da eleição. O que está em jogo é que país o Brasil escolheu ser, neste momento tão decisivo de sua história. Essa é a verdadeira guerra.
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