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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ditadura de Batista x Ditadura de Fidel


Analogías y diferencias interdictaduras


Alfredo Felipe Fuentes
Prisionero de conciencia


CÁRCEL DE GUANAJAY, La Habana, Cuba, abril/2010, www.cubanet.org -

1ª Analogía (Cargos imputados): En 1953, por su ataque al cuartel Moncada, Fidel Castro fue sancionado por “Delito contra los Poderes del Estado”.

En el 2003, a muchos de los 75 nos condenaron por “Actos contra la Independencia o Integridad Territorial del Estado”

2ª Analogía (Mancillar a la Oposición): En 1953, Batista calificó como mercenarios a Castro y los demás asaltantes al Moncada. Después de 1959, Castro tilda de mercenarios a quienes se le enfrentan.

3ª Analogía (Leyes comunes contra el derecho a la libertad de expresión). En 1953, Batista sancionó la Ley-Decreto 997 que “(…) estaba encaminada a impedir la divulgación de cualquier expresión o información contraria al régimen (…)” ( vid. Mario Mencía, “La prisión fecunda”, Ed. Política, La Habana, 1980, pp. 80-81)

Y en 1999, Castro dio luz verde a la Ley 88, la que en el Art. 7.1. condena a quien “(…) colabore por cualquier vía con emisoras de radio o televisión, periódicos, revistas u otros medios de difusión extranjeros (…)” O sea, una mordaza “legal”.

1ª Diferencia: Entre las mencionadas leyes, existe la siguiente diferencia: la batistiana, algo tacaña, imponía un máximo de dos años de prisión. La fideliana, más generosa, impone veinte….Pero obviemos las nimiedades y captemos lo fecundo: dos dictaduras de diferente signo, con idéntico fin en sus leyes: limitar la información… ¿Por qué?

He aquí el verbo adelantado de nuestro José Martí: “(…) la tiranía es una misma en sus varias formas, aun cuando se vista en algunas de ellas de nombres hermosos y hechos grandes (…)”

2ª Diferencia: Desde la prisión cuenta Castro a su hermana que: “Anoche me quedé hasta 1.30 a.m. oyendo por Radio Cadena Oriental el último mitin político de la campaña de Oriente”.

Es decir, bajo la dictadura de Batista, se podía escuchar y poseer radio en las prisiones; mientras en las de Castro no se permite y punto. ¿Por qué? Por lo de la información, perdón, por lo de la desinformación. Y que conste que no me refiero sólo a los prisioneros políticos, sino a toda la población penal.

3ª Diferencia: En agosto de 1954, Fidel Castro escribe en carta desde la prisión este revelador fragmento sobre las condiciones carcelarias que disfrutó:

“(…) Trajeron a Raúl para acá. Comunicaron mi celda (que tú viste en Bohemia) con otro departamento cuatro veces mayor, y un patio grande, abierto desde las 7 a.m. hasta las 9.30 p.m. La limpieza corresponde al personal de la prisión, dormimos con la luz apagada, no tenemos recuentos ni formaciones en todo el día, nos levantamos a cualquier hora. Agua abundante, luz eléctrica, comida, ropa limpia, y todo gratis. No se paga alquiler. ¿Crees que por allí se está mejor? Visitas dos veces al mes. (pág. 149 ibídem)

Y en otra carta (abril ’54) escribió: “(…) Arreglé mis cosas y reina aquí el más absoluto orden. Las habitaciones del Hotel Nacional no están tan limpias, (…)”.

“(…) Cuando cojo el sol por la mañana en shorts y siento el aire del mar, me parece que estoy en una playa, luego este pequeño restaurante aquí. ¡Me van a hacer creer que estoy de vacaciones! ¿Qué diría Carlos Marx de semejantes revolucionarios? (…)” (pág. 76, ibídem)

En la pág. 10 ib., el autor del libro dice que apareció el refuerzo de alguna fruta.

Para contrastar estas condiciones que el régimen de Batista dispensó a Castro – en sus ridículos 22 meses de prisión- con las que éste infligió a sus opositores en aquellos torturantes 2003 y 2004, lean ustedes cualquier testimonio de un preso, de los muchos que están saliendo a la luz, y consideren que muchos otros lo han pasado peor en tiempos más oscuros.

Hasta 1959, los gobiernos republicanos dictaron 118 leyes de amnistía. Castro no ha dictado ninguna, sólo algunas excarcelaciones oportunistas sin ánimo de amnistiar.

Una de aquellas 118 leyes perdonó a Castro, quien sólo cumplió 21 meses y 15 días de su benévola sanción de 15 años; el fiscal había solicitado 26.

Casualmente, a mí me sucedió al revés: el fiscal solicitó 15 y el tribunal dispuso 26.

Pero es natural, se trata de casos diferentes: en el asalto al Moncada hubo muertos, hasta civiles, mientras nosotros sólo aportamos un pequeño ejemplo cívico.

Y en definitiva, que aquélla era la dictadura mala y ésta la buena.
¿Conocerán estos detalles los españoles que admiran o defienden a Castro?

En cualquier momento me ocupo de prepararles un compendio.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Lula e o risco do pitoresco ao ridículo

ELIO GASPARI, Folha de São Paulo, 28/04/2010

Uma política externa espetacular, quando gira em torno de um só personagem, arrisca virar companhia teatral


O NOSSO GUIA precisa pisar no freio de seu desembaraço internacional. Quem viu algumas das expressões de perplexidade no plenário da reunião com chefes de Estado caribenhos, em Brasília, quando anunciou que "depois da Presidência, vou continuar fazendo política" teve uma ideia do efeito que a ligeireza verbal do Grande Mestre provoca em reuniões internacionais. Noves fora a platitude, o que desconcertou parte da audiência foi a utilização de uma reunião desse tipo para um improviso de palanque municipal.
Na política internacional sempre há lugar para personagens improváveis. Alguns, como o Mahatma Gandhi (um "faquir seminu", segundo Winston Churchill) ou Nelson Mandela, um prisioneiro sem rosto nem voz durante 27 anos, tornam-se figuras da história. Outros, como o jovem capitão Muammar Gaddafi, que destronou o rei senil da Líbia em 1969 e, quase septuagenário, ficou parecido com Cauby Peixoto, nas palavras de Lula.
A distância do improvável ao pitoresco é pequena e quase sempre benigna. Do pitoresco ao ridículo é imperceptível, porém maligna. O operário pobre que chega à Presidência de um país de 190 milhões de habitantes é uma história de sucesso em qualquer lugar do mundo. Não se pode dizer o mesmo do monoglota que tem o seu nome oferecido para a Secretaria-Geral da ONU, ou do latino-americano que sai pelo Oriente Médio oferecendo uma mediação desconexa, "risivelmente ingênua", na opinião pouco protocolar atribuída à secretária de Estado Hillary Clinton.
No auge da crise financeira de 2008, Lula sugeriu que partisse da ONU "a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças", com uma reunião dos presidentes dos Bancos Centrais e ministros da Fazenda dos 192 países-membros da organização. Do presidente do Federal Reserve Bank americano ao ministro das Finanças do reino de Tonga, Otenifi Matoto.
Pode-se entender que o Brasil tenha negócios com a Venezuela e que Nosso Guia e seu comissariado tenham afeto nostálgico por Fidel Castro. Daí a abrir uma embaixada no campo de concentração do "Querido Líder" norte-coreano ou a receber em Brasília o cleptocrata uzbeque Islam Karimov, cuja polícia ferveu dissidentes, vai grande distância.
Toda política externa tem algo de teatral, mas o embaixador Marcos Azambuja ensina, há décadas, que "os diplomatas são produtores de blá-blá-blá, mas não são consumidores". A maior negociação diplomática ocorrida nos quase oito anos de diplomacia-companheira foi a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio. O chanceler Celso Amorim trabalhou pelo seu êxito, deu um drible de última hora na Índia e na China, caiu numa armadilha da delegação americana e amargou um fracasso.
Quando uma diplomacia acredita no próprio teatro, deixa de ser associada a uma política externa e é vista como uma companhia de espetáculos. Sobretudo quando essa diplomacia gira em torno de um personagem-ator. Ainda falta algum chão para que Nosso Guia ganhe um retrato na galeria dos governantes pitorescos, como Silvio Berlusconi ou Boris Yeltsin de seus últimos anos, mas o caminho em que entrou pode levá-lo até lá.
Serviço: nas próximas quatro quartas-feiras o signatário usufruirá o abuso adquirido (expressão tucana) das férias.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre universidades, mestrados, doutorados...


OUTRAS ARMADILHAS

Janer Cristaldo (http://cristaldo.blogspot.com/) 21/04/2010


Falava eu outro dia dos “mammoni”, os filhos que vivem pendurados nos pais, na Itália. A geração marsupial, que não consegue sair do ventre materno. Os anos vão passando – dizia - e, quando você decide olhar para trás... a vida já passou. Esta não é a única armadilha que a vida oferece. Há outras, e mais perversas.

Uma delas é a bolsa universitária. Você termina a graduação e não vê emprego pela frente. Mas tem algo bem mais a seu alcance, uma bolsa de mestrado. É um salarinho que não lhe exige horários rígidos, nem ponto batido e garante sua subsistência por mais uns quatro anos. Sem falar que você continua gozando daquela alegre vida de campus, onde tudo é eterna juventude e nada tem hora pra acabar. Por mais quatro anos, sua vida está resolvida.

Digamos que você tenha feito um mestrado em Letras, Filosofia, Sociologia, enfim, algo na área “das Humana”, como se dizia em Santa Catarina. Concluída e aprovada a dissertação, você continua na mesma, não vê emprego pela frente. Seu orientador, que vê em você uma pessoa de talento, lhe faz nova proposta. Que tal um doutorado?

Ou seja, mais quatro anos com alguma remuneração, sem horários rígidos, sem ponto batido, mais o gozo da irresponsável – mas divertida – vida de campus. Você embarca. Digamos que tenha levado a bom termo sua tese de doutorado. Uma vez defendida, de novo o vazio pela frente. Você está com trinta e picos de anos, jamais teve carteira profissional assinada, jamais soube o que é receber um salário no fim do mês e já está um pouco fora da idade de entrar no mercado de trabalho.

Conheci não poucas gentes nestas condições em minhas universidades. Uma bolsa aqui, outra acolá, a vida vai passando e quando você olha para trás, não tem vida profissional nenhuma. A França levou esta condição ao extremo com o tal de Doctorat de État. Havia, nos dias que andei por lá, um Doctorat de Troisième Cycle, o doutorado normal, que se cumpria em quatro, no máximo cinco anos. Talvez por ser um país onde você jogava uma pedra em um cachorro e quando errava acertava um doutor, os franceses decidiram qualificar melhor seus universitários. Criaram o Doctorat de État. Qual a diferença entre um e outro?

No de Troisième Cycle, você pesquisava quatro ou cinco anos e redigia uma tese de umas 400 ou 500 páginas. No de État, você pesquisava dez anos e redigia quatro volumes. Quatro volumes que nem a banca lia. Cada jurado lia um volume e olhe lá. O doutorando d’État talvez se sentisse muito honrado com seu status. Até descobrir que, lá pelos 40 anos, permanecera sempre afastado do mercado de trabalho.

A USP, para proteger os seus, nunca aceitou o Doctorat de Troisième Cycle como doutorado. Só aceitava o d’État, que exigia uns dez anos do candidato. Sempre considerei este doutorado como uma perversão universitária, que só servia para afastar acadêmicos do trabalho. Bom, o Mitterrand acabou com o Doctorat d’État. Agora há um único doutorado, tout court.

Tive em minhas mãos uma dessas teses na biblioteca da Sorbonne. Era de uma brasileira, não lembro agora o nome. Quatro volumes sobre a obra de Fernando Pessoa. Ora, por mais genial que seja Pessoa, não é fácil ler quatro volumes do poeta. Imagine então quatro volumes sobre sua obra. Duvido que algum membro do júri tenha lido os quatro. São amontoados de papéis que ninguém lê e ficarão entregue às traças nas bibliotecas da universidade. Teriam mais utilidade para fortalecer diques na Holanda.

A universidade é uma corporação que se sustenta de alunos. Estes não têm garantia alguma de emprego ao sair da academia, particularmente se fizeram cursos de Letras, Filosofia ou cursos do gênero. Mas os professores têm seus bons salários e aposentadoria garantidos.

Quando você entra em um curso de doutorado, lembre-se: você não está necessariamente garantindo seu futuro. Mas o de seu professor.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cuba em uma encruzilhada sem precedentes na história do castrismo


Cuba em uma encruzilhada sem precedentes na história do castrismo

Jorge G. Castaneda, no The New York Times, publicado no UOL em 16/04/2010

O presidente cubano, Raúl Castro, em evento na capital da ilha, Havana
Nos últimos 50 anos, fortunas foram perdidas em apostas no fim da chamada Revolução Cubana. Nós vimos incontáveis livros, artigos, declarações e resoluções prevendo a queda de Fidel Castro. Tudo isso foi superado apenas pela abundância de desinformações e erros analíticos em relação a Cuba, a fonte interminável de frustração para aqueles que esperavam a mudança radical ou um fim do regime.

Isso me lembra uma coluna que eu escrevi em 1990 para o jornal espanhol “El País” e para a revista “Newsweek”, “O Velho e a Ilha”, na qual eu praticamente supliquei a “El Caballo” (apelido de Fidel, “O Cavalo”) que renunciasse. Talvez ele viva o suficiente para enterrar a todos nós.

Apesar do histórico ruim relativo a Cuba e do peso enorme de erros passados, pode ser que o ditador tropical, pela primeira vez, esteja começando a ouvir passos sobre o telhado.

A convergência de três fatores justifica uma aventura totalmente nova para os analistas políticos. Quem sabe desta vez os mocinhos vencerão (ou os bandidos, dependendo do ponto de vista).

O primeiro fator novo – ou, de qualquer maneira, um elemento que esteve ausente desde o Período Especial durante o início da década de noventa, quando Cuba sofreu um grave declínio econômico após o colapso da União Soviética, o Estado que sustentava a ilha – trata-se de uma crise econômica que provocou a pior onda de fome e miséria em Cuba desde aquela era.

O declínio no ano passado dos preços do níquel (o principal produto de exportação de Cuba) e do turismo, a estagnação da quantidade de dinheiro enviada a cubanos por parentes que vivem nos Estados Unidos e os recentes furacões paralisaram a ilha.

Leia mais notícias dos jornais internacionais:
Grupo dos BRICs duplicou seu peso econômico em uma década
Ganhar por maioria simples não significa automaticamente governar no Reino Unido
Ministra da Defesa da Espanha deixa sua marca em um mundo machista
Apoio de Senegal ao Irã gera insatisfação dos norte-americanos
Turnê é celebração de um marco histórico para o rei do pop do Brasil
Encontro de países emergentes em Brasília gera apelos contra o "neocolonialismo" chinês
Obama promete um programa espacial renovado para a Nasa
Apagões, deficiências terríveis no sistema de saúde, queda da quantidade de alimentos fornecidos pelos produtores locais e dos produtos importados dos Estados Unidos, a crise imobiliária e a suspensão de pagamentos da dívida externa desde janeiro de 2009 (tanto para amigos quanto para inimigos), tudo isso contribui para um quadro sombrio da nação insular.

O subsídio venezuelano é essencial, mas ao mesmo tempo insuficiente. As privações e as dificuldades do cotidiano atingiram níveis incomuns, até mesmo para um povo acostumado ao sofrimento.

Além do mais, não é mais fácil culpar o Império do Mal: o presidente Barack Obama não é um bode expiatório como George Bush ou Ronald Reagan. Na verdade, Obama parece ser altamente popular junto à população cubana.

Conforme já disse muita gente, uma outra crise econômica sozinha não derrubará os irmãos Castro. Mas nós podermos estar rumando para um território desconhecido.

O segundo fato é o protesto público.

Independentemente da sua natureza minoritária e isolada, o movimento de greves de fome (entre os dissidentes que se opõem ao regime de Castro) e as Damas de Branco (mulheres em Cuba que lutam pela libertação dos seus parentes, dissidentes que se encontram presos) geraram um novo elemento de conflito na política cubana.

A morte do prisioneiro político Orlando Zapata, 42, colocou o governo na defensiva e acabou com qualquer chance de normalização de relações com a União Europeia ou o México, apesar das reações vergonhosas e cínicas do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente mexicano Felipe Calderon e do ministro das Relações Exteriores espanhol Miguel Angel Moratinos. A morte de Zapata também adiou qualquer melhoria das relações com Washington.

Guillermo Farinas, um psicólogo, jornalista e dissidente de 48 anos de idade, é um outro exemplo de coragem. A sua perseverança na sua própria greve de fome após a morte de Zapata, a sua recusa em aceitar convites da Espanha para ser transportado de ambulância aérea para aquele país, a sua figura crescente como líder oposicionista eloquente e focado, e o seu altruísmo evidente (ele próprio não é um prisioneiro político, mas deixou de comer e de beber água para conseguir a libertação daqueles que se encontram presos), tudo isso eleva o seu perfil interno e externo a um nível que poucos dissidentes atingiram.

Greves de fome em solidariedade a Farinas pelos dissidentes encarcerados Darsi Ferrer e Franklin Pelegrino (que acabam de ser suspensas) tornaram a situação ainda mais crítica. Se a saúde de Farinas ficar seriamente comprometida, os acontecimentos poderão tomar um rumo imprevisto.

As Damas de Branco criaram uma expectativa semelhante. Durante anos elas marcharam em protesto e foram à missa todos os domingos buscando a libertação dos seus parentes, prisioneiros políticos detidos a partir de 2003. De repente os esforços delas ganharam um novo ímpeto.

Por um lado, as autoridades não são mais capazes de impedir as passeatas; por outro lado, elas não desejam que os protestos ocorram livremente.

Elas optaram, com a desonestidade crítica dos cubanos castrenses, por um esquema engenhoso: uma multidão semi-oficial e favorável ao governo assedia as Damas de Branco, que a seguir são escoltadas por unidades policiais que estão lá ostensivamente para protegê-las da multidão que grita impropérios.

Fotografias da confusão – as Damas de Branco, os assediadores, os guardas e os espectadores – circularam pelo mundo nos noticiários e na Internet. Nós não sabemos se essas imagens, juntamente com as notícias do martírio de Zapata e do desafio de Farinas, foram divulgadas na própria Cuba.

Até recentemente, tais notícias não teriam existido. Uma ponto forte do autoritarismo cubano tem sido a sua habilidade em isolar qualquer oposição e de manter a população cubana em um estado de ignorância. Ninguém jamais ouviu nada, a não ser a versão truncada na Rádio Bemba – o canal das fofocas.

Agora, em parte devido à brecha aberta por Raul Castro ao permitir o uso de telefones celulares, os contatos pela Internet e por telefone de Miami, e um pequeno aumento das visitas de parentes dos Estados Unidos, graças a Obama, ficou mais difícil saber ao certo até que ponto o povo cubano está ciente dos fatos. Pode ser que ele agora saiba muito mais do que costumava saber.

O que todos sabem ao certo é que Fidel não está mais controlando as questões diárias.

E eis aqui o terceiro fator. O Comandante jamais teria permitido que a questão Zapata saísse de controle: ou ele teria libertado Zapata antes que este desse início à greve de fome, ou o teria assassinado, ou concedido uma medalha, mas jamais teria permitido que uma situação como esta o deixasse encurralado, conforme fez o seu irmão Raul.

E o mesmo teria ocorrido em relação a Farinas, ou às Damas de Branco, e especialmente ao impacto potencial de uma crise econômica e de um movimento inicial de protesto ocorrendo simultaneamente.

Desta vez, Fidel não apareceria em um Jipe no Malecon em Havana, conforme fez em agosto de 1994, em meio a um êxodo maciço dos refugiados que partiram de barco, para confrontar uma multidão vociferante de manifestantes e acalmá-los com a mágica das suas palavras e a segurança da sua presença.

Raul Castro não é capaz de realizar tal façanha. Ele carece dos instintos políticos que permitiram ao seu irmão, durante meio século, farejar os potenciais adversários antes mesmo que passasse pela cabeça destes a ideia de fazer oposição a Fidel.

Os campos estão secos. Existe apenas uma pequena centelha. Os bombeiros estão exaustos. E a última esperança para a Revolução Cubana, localizada em Caracas, poderá desaparecer a qualquer momento.

Esta combinação de fatores dá a impressão de se constituir em um momento sem precedentes na história do castrismo. Isso pode ser apenas mais uma fogueira de curta duração, ou o início do fim.

Tradução: UOL

Jorge Castañeda foi ministro das Relações Exteriores do México durante a presidência de Vicente Fox e é autor de uma das mais extensivas biografias já publicadas sobre Che Guevara.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Os jovens de Cuba


La doble moral entre los jóvenes cubanos

El Mundo, 05ABR 2010 18:49

Oniel Ramos, 26 años, fue delegado al Congreso de la Unión de Jóvenes Comunistas (UJC) que por estos días se celebró en La Habana. Bajo la mirada atenta del General Raúl Castro, presidente de la isla, quien estuvo presente en muchos de los debates efectuados en el Palacio de las Convenciones, al oeste de la capital, Ramos fue un espectador de piedra en la reunión juvenil.

Oniel, forma parte de una legión de jóvenes que se integran a la UJC por oportunismo político. “Para aspirar a un buen puesto laboral y un futuro seguro, lo más práctico es pertenecer a la Juventud, de cualquier manera siendo disidente no se va cambiar el futuro de Cuba. Contra el Estado es imposible rebelarse”-confesaba Oniel tres meses atrás en una charla entre tragos de ron y juego de dominó.

Oniel no tiene un bagaje ideológico profundo. Le gusta el fútbol de las ligas europeas, y además del beisbol local, sigue la actuación de los peloteros cubanos en Grandes Ligas. Alaba los filmes de Javier Bardem y la buena actuación de George Clooney en la película “En al aire”.

Prefiere el rap en inglés y los ordenadores Apple. Sus libros de cabecera son las biografías de Stefan Zweig. La de Fouché, su preferida. Por lo bajo admira a Barack Obama, uno de su misma raza que gobierna en USA.

Los sábados por la noche asiste a discotecas de moda en La Habana. Al ser un “cuadro” (dirigente) destacado de la organización juvenil en la ciudad, puede acudir con invitaciones donde paga la entrada y bebida a consumir en moneda nacional.

Como muchos en Cuba, critica el estado de cosas y la inoperante economía local. Y cuando el ron blanco y fuerte hace sus estragos, también ridiculiza a los jerarcas que gobiernan el país. Tan joven como Oniel Ramos es Joan Fernández.

Joan también tiene 26 años y trabaja como dependiente en un mercado que vende exclusivamente en moneda dura. Su sueño es irse de la isla. Guarda parte del dinero que con sutileza roba en su puesto de labor. Los fines de semana va a discotecas de pegada, donde extranjeros suelen ir a mover las caderas de manera grotesca. Joan, sí tiene que pagar el covert en divisas. Al igual que la cerveza Corona o Cristal que se toma.

Una noche cualquiera gasta con su novia 60 pesos cubanos convertibles (50 dólares). “Yo puedo, gracias a Dios. De una forma u otra me “facho” (sustrae) cerca de 40 o 50 pesos cubanos convertibles cuando trabajo. Siempre estoy al filo de la navaja. Un día pueden pillarme y mi buena vida trocarse en una celda de prisión”, señala Joan Fernández sentado en el muro del malecón habanero una noche fresca a la salida de la discoteca “Amanecer”, en la barriada del Vedado.

Su final es marcharse de Cuba. A cualquier precio. Le importa un bledo el país de destino. Da igual. Estados Unidos, España, Chile o Brasil. “Menos Haití o Corea del Norte, cualquier nación me viene bien”, confiesa Joan.

En eso no ha tenido suerte. Todas las mañanas asiste a su trabajo con el alma en vilo. De cualquier manera se hurta los “fulas” necesario para ser más llevadera su vida. Joan detesta en extremo a los Castro. Y el sistema político creado por el comandante de verde olivo.

Su manera de pensar la habla francamente con cualquiera que desee escucharlo. “Yo me quité la máscara de manera parcial. Sólo en mi trabajo disimulo y aparento ser revolucionario, incluso un par de veces he sido convocado para los actos de repudio contra las Damas de Blanco, pero con discreción me evaporo del lugar”, cuenta Fernández.

Es muy probable que a las discotecas de moda que asiste haya coincidido con Oniel Ramos, el joven que pertenece a la UJC por puro oportunismo. Disfrutan la misma música y les gusta la cerveza de calidad. También concuerdan en su gusto por el béisbol y el buen fútbol. La lectura y los filmes norteamericanos. Aún no se conocen.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Comida no Paraíso, só como cenário...


Sancionados por abastecer un mercado como "escenografía" para la visita de Funcionarios



La Habana, 4 abr (EFE).- Tres funcionarios cubanos fueron sancionados por llevar alimentos a un mercado estatal agropecuario como "escenografía" de una visita de gestores del sector, para luego retirarlos ante la frustración de la gente que quería comprar, informa hoy el diario oficial Juventud Rebelde. Seguir leyendo el arículo

Según la publicación, el incidente ocurrió el 1 de marzo en Guáimaro, pueblo de la provincia oriental de Camagüey, y fue verificado por el Ministerio de Agricultura ante la denuncia de una lectora de ese periódico, portavoz de la rama juvenil del gobernante Partido Comunista.

La investigación comprobó que al mercado llegaron alimentos a raíz de una visita de funcionarios de alto nivel, pero que "luego de montada la escena y el pueblo presenciar la existencia de los mismos, fueron retirados (...) dejando a la población irritada con razón", relata Juventud Rebelde.

El delegado del Ministerio de Agricultura en Guáimaro, Alberto Rodríguez, anunció que, por montar la "escenografía" y luego retirar los víveres, fue degradado a un cargo menor el director de la empresa estatal de acopio en el municipio, Luis Céspedes, y "amonestados" otros dos funcionarios.

También revela el delegado que a ese mercado nunca llegaron los visitantes del gobierno central para cuyos ojos fue montada la escena, pero Juventud Rebelde le reclama explicaciones sobre el asunto.

Los cubanos sufren una grave situación económica que incluye el desabastecimiento crónico de víveres, como consecuencia, entre otros factores, de la crisis internacional, la ineficacia de sus áreas productivas y el bloqueo comercial y financiero estadounidense.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Eleições no Paraíso...


El carnaval de las elecciones

Lucas Garve, Fundación por la Libertad de Expresión
01/04/2010

LA HABANA, Cuba, abril (www.cubanet.org) - Las elecciones de los delegados ocupan buena parte de la propaganda oficial cubana. Un reciente anuncio en la televisión nacional exhorta “a elegir a los mejores”. Deben ser los que se preocupan por los vecinos del barrio, según la propaganda. El anunciante es un mestizo de pelo largo. El mensaje lleva una carga subliminal dirigida a los jóvenes.


Mientras apaga el televisor Cecilia espera ver el agua salir por la pila del fregadero de su cocina, algo por lo que lleva años esperando. Es el sueño de una cubana ahora mismo. Ya hasta compró una llave plástica en una shopping para alimentar su sueño inmediato. Se realizaría el “sueño sin sueño”, al decir del inmenso Lezama Lima en su centenario.

Pero ella desconfía. Hace dos años, también en vísperas de elecciones, la vieja llave de entonces, abierta como la trompa de un elefante sediento vertió un líquido de color carmelita y con un olor insoportable a herrumbre. El asombro la inundó tanto como el churre que anegó el fregadero.

Después del asombro y la alegría por el final de la sequía doméstica, recordó que las elecciones serían el domingo próximo, y esperó a ver. No se equivocó, porque las generaciones cuyos nombres empiezan con la letra Y, ya no tienen espacio ni tiempo para caer en trampas de fe. Días después de las votaciones, el agua desapareció como había aparecido. Sin avisar.

Las calles siguen huérfanas de aceras. El polvo cubre como una sábana los objetos y aparatos electro domésticos dentro de los hogares. En los jardines hay trozos de tuberías a la luz del sol donde los vecinos llenan sus recipientes para guardar el agua de beber, cuando viene el agua. Y entre ellos la conversación adquiere el amargo tono de resignación de quienes perdieron las esperanzas.

A tenor de la propaganda oficial, los nominados a candidatos no tienen que pertenecer al Partido Comunista de Cuba, el único legal en el país. No obstante, la presencia de militantes del PCC entre los nominados es mayoritaria. Igual resulta con los diputados elegidos a la Asamblea Nacional.

Además, no se cansan de pregonar que estas son las elecciones más democráticas del mundo. Los vecinos nominan a sus candidatos a delegados, pero los nominados son miembros del Comité de Defesa, y están vinculados estrechamente a las organizaciones políticas y de masas. De esta forma, el único Partido siempre coloca a sus representantes en el Poder Popular. En algunos casos, la Comisión Nacional de Elecciones sitúa a los altos dirigentes en las listas de votación en diferentes circunscripciones.

El defenestrado ex canciller cubano, Felipe Pérez Roque, salió elegido diputado por mi municipio de residencia y nunca vivió aquí. Ningún delegado a la Asamblea Municipal del Poder Popular cuestionó ese hecho.

De todas formas, el (o la delegada de mi circunscripción) no ha resuelto jamás el problema más urgente que padecemos: el agua. Seguramente, no tiene poder para solucionarlo. Realmente, los delegados de las circunscripciones no pueden decidir sobre estos asuntos. Cuando logren resolverlo las tuberías estarán tupidas o totalmente podridas ya.

Un delegado de Camagüey entrevistado por los reporteros de la televisión, dio a conocer la línea a seguir por los futuros electos en pocas palabras: “No prometeremos a los electores nada que no podamos cumplir”.

Las elecciones son una comparsa más del trágico carnaval gubernamental cubano. Solamente aquellos que se niegan a ver la realidad creen en ese montaje de mal gusto. Si gastaran los recursos que invierten en las elecciones en obras verdaderamente sociales, eliminarían los baches en las calles, los salideros de agua, los charcos de aguas albañales, las esquinas llenas de basura, y habría aceras por donde caminar sin temor a tropezar.