quinta-feira, 28 de abril de 2011
Remédios no Paraíso....
No hay medicinas
Thursday, April 28, 2011 | Por Sergio García García
SANTA CLARA, Cuba, 28 de abril (Sergio García / www.cubanet.org) – La falta de medicamentos en la provincia Villa Clara mantiene a la población en estado de alarma. “Las farmacias –comentó un ciudadano- están prácticamente vacías”.
La mayoría de los pacientes con trastornos cardiacos, tratados diariamente con Atenonol y Captopril, no pueden comprarlos porque sencillamente, no hay. También faltan la aspirina y la duralgina, entre otras medicinas de consumo frecuente.
Las farmacias de la provincia son surtidas una vez a la semana, y los que necesitan los medicamentos hacen colas de dos o tres días antes de que lleguen los fármacos, pues solo asignas pequeñas cantidades a cada establecimiento. Los que se expenden de forma normada, una vez pasada la fecha de vencimiento de la receta, lo cual ocurre frecuentemente ya que las farmacias no tienen los medicamentos, no pueden ser adquiridos con carácter retroactivo.
Por otra parte, la medicina verde, en especial los jarabes, también está en falta. Dicen que esto se debe a que no hay azúcar para elaborarlos.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Visão parcial
Miriam Leitão, O Globo, 27/04/2011
O governo tem um diagnóstico parcial da inflação e todos, inclusive o Banco Central, estão incentivando uma perigosa interpretação de que a inflação subiu no mundo inteiro e que o Brasil não está tão mal assim. Parecem não ter entendido que o país tem uma história diferente na relação com esse problema. Não demonstram perceber o risco da reindexação.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e o ministro Guido Mantega estavam completamente afinados, mas quem mudou o discurso foi o BC para afinar o coro com a Fazenda; quando o ideal é que houvesse sim um coro afinado, mas com a Fazenda entendendo mais decisivamente a parte que lhe cabe nesse combate, que só funciona em várias frentes.
Para o ministro da Fazenda, “o Brasil não está mal na foto” quando se trata de inflação. A taxa está no teto da meta e vai superá-la em breve, mas a “foto” que ele se refere é que relativamente a outros estamos bem. Tombini tombou na mesma direção e deu números em transparências que mostravam os outros: Reino Unido, 4%; Índia, 8,8%; China, 5,4%. Vários países com metas explícitas já ultrapassaram a meta. Outros, sem metas, estão com taxas altas.
— A inflação é tema de debate internacional. Nos nossos encontros de banqueiros centrais é assunto recorrente — disse Tombini.
Essa ideia de que se os outros podem, também podemos, elide o fato de o Brasil ter convivido por 30 anos com uma superinflação indexada, e o risco é fortalecer os mecanismos de indexação ainda presentes. Tombini apresentou um mapa-múndi com todos os números e cores para confirmar o diagnóstico de que é um fato mundial. Admitiu que há “outros componentes”, como uma inflação de serviços, mas que também seriam “comuns a outros países emergentes”, que retomaram o crescimento mais rapidamente e por isso têm uma inflação maior.
O diagnóstico não está errado, mas é parcial. Ao ser parcial, pode errar no remédio. Houve aumento forte nos preços das commodities após a crise de 2008, puxado principalmente pelo crescimento da China e afetado por problemas climáticos. Mas não é só isso que explica a alta de preços. No Brasil, ela foi alimentada com aumento forte do gasto público, incentivo ao crédito e ao consumo que não foram suspensos no momento certo, por motivos políticos. O país já havia saído da recessão, mas o governo por imprudência ou cálculo político manteve os gastos e os incentivos fiscais em 2010.
O ministro Guido Mantega disse que o governo fez “uma redução significativa” dos gastos públicos e deu os números: as despesas aumentaram 19,3% em 2010 e vão aumentar 7,1% este ano. Trocando em miúdos, o que o ministro está admitindo é que num ano em que o país crescia fortemente, ele estava fazendo uma política pró-cíclica, elevando as despesas em quase 20%. Aumentar gasto em ano de crise, faz sentido; mas quando a economia já está acelerada, é uma forma de contratar mais inflação. Em 2011, as despesas serão maiores do que as do ano passado em outros 7,1%. “Não devemos poupar armas, devemos usar todas as armas possíveis contra a inflação, sejam monetárias ou fiscais”, disse Mantega. Palavras fortes, mas que não convencem quando se comparam com os dados que eles mesmos divulgam. O governo fará superávit primário porque está arrecadando mais e não por corte de gastos. Apenas o ritmo de crescimento das despesas é que foi reduzido.
A ideia de que o atual grupo no poder é inventor de uma nova fórmula econômica atravessou o governo Lula e continua sendo proclamado pela presidente Dilma.
— Nós todos aqui presentes sabemos que o Brasil passou e passa por um novo momento na sua história. Nós mudamos, de fato, os caminhos do desenvolvimento. Quando nós assumimos, de uma forma muito especial, a convicção de que não havia contradição entre desenvolvimento econômico, distribuição de renda e inclusão social, nós mudamos os caminhos que o país tinha traçado até então — disse a presidente.
Isso fica ótimo em campanha eleitoral, mas dado que ela já nos governa há quatro meses pode restabelecer a verdade histórica. Quem dizia que havia essa contradição — e que era preciso fazer o bolo crescer para depois dividir — era o então ministro, hoje aliado do governo, Delfim Netto, nos anos 70. Não foi o governo atual, nem o de Lula, que inventou a inclusão. Basta olhar as estatísticas de redução da pobreza pós-estabilização e qualquer economista constatará que o círculo virtuoso começou na estabilização. A inflação, como se sabe, tem o poder perverso de tirar renda exatamente de quem tem menos. Por isso, não se faz distribuição de renda em meio à inflação alta, o que a torna o grande inimigo de qualquer projeto de inclusão.
Para ficar claro que o governo atual tem a mesma visão partida da história recente do Brasil, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, começou sua explicação com uma série de dados bons que chamou de “conquistas da sociedade brasileira nos últimos dez anos.” Então fomos informados de que a virtude começou há dez anos. Pena que esse tempo não inclua um dos momentos importantes do processo que foi a introdução da política de metas de inflação em 1999, na qual Tombini teve participação.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O macaco tá certo
RUY CASTRO
Folha de São Paulo, 22/04/2011
RIO DE JANEIRO - Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça do Rio concedeu habeas corpus a 40 policiais civis e militares acusados de formação de quadrilha armada, peculato, corrupção passiva, comércio ilegal de armas de fogo, extorsão qualificada, associação com a milícia e outras atividades não regulamentares. Eles agora responderão a essas acusações em liberdade. Pior para a Operação Guilhotina, desfechada em fevereiro pela Polícia Federal para sanear o aparelho.
No mesmo dia, uma juíza, também do Rio, negou o pedido de prisão preventiva do pedreiro Luiz Carlos Oliveira, 50 anos, que confessou ter degolado, com um caco de garrafa, a universitária Mariana Gonçalves dos Santos, 21, dentro de uma escola em Campo Grande, no dia 7 de março. Em suas sentenças, lavradas em legalês arcaico, os juízes alegaram não ser necessário manter em prisão cautelar tanto os 40 policiais quanto o degolador.
Por coincidência, ainda nesse dia -um dia cheio-, e sempre no Rio, o Tribunal de Justiça negou o habeas corpus que permitiria ao chimpanzé Jimmy, 27 anos, se mudar do zoo de Niterói, onde vive numa jaula, para o Santuário dos Primatas, em Sorocaba (SP), onde seria mais feliz. O argumento foi o de que, embora compartilhe 99,4% do DNA humano, Jimmy não é gente, donde inabilitado para beneficiar-se de um habeas corpus.
Enquanto isto, o ex-médico Roger Abdelmassih, 67, condenado a 278 anos de prisão por estupro e violento atentado ao pudor contra 60 mulheres em sua clínica em São Paulo e, naturalmente, foragido, anuncia de alguma parte que sua mulher, de 32 anos, está grávida e que ele será pai de gêmeos.
Um antigo programa de TV de Jô Soares, "O Planeta dos Homens", tinha um bordão: "O macaco tá certo". Vide Jimmy. Interrompeu sua evolução na hora H para conservar o 0,6% de características que o distinguem dos humanos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Imbecilidade legislativa
VELHOS COMUNISTAS NÃO GOSTAM DE QUE POVO CONSTRUA A LÍNGUA
Janer Cristaldo, 19/04/2011
Em dezembro de 2007, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados um projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que buscava promover, defender e proteger a língua portuguesa.
Segundo o deputado bolchevique, as muitas expressões estrangeiras utilizadas no Brasil dificultam, muitas vezes, a comunicação dos brasileiros. Segundo o projeto proposto, toda a vez em que for usada uma palavra estrangeira para uma comunicação ao público, o emissor da mensagem deve disponibilizar a tradução em português. Tal regra seria válida para os meios de comunicação de massa, informações em estabelecimentos comerciais e também para a publicidade.
Na verdade, o projeto tinha um alvo definido, o uso das palavras e expressões em inglês. Depois da queda do muro, o comunismo se reduziu a um anti-americanismo histérico. O deputado evidentemente nada tinha contra palavras como ombudsman, chef, premiê, Tour de France e similares de outras línguas que não o inglês. Sua preocupação era com hard, light, diet, drink, sale, print, overnight, mouse, software. Consta que certa vez foi flagrado falando em outdoor. Enrubesceu e corrigiu: grande cartaz. Acontece que outdoor não é exatamente grande cartaz.
Que foi feito do projeto do antigo comunossauro, não sei. O fato é que continuamos tomando drinks, consumindo softwares e produtos lights ou diets, printando e usando o mouse. Quem faz a língua é o povo e não o Congresso lá em Brasília. Pelo projeto de Rebelo, aquele bate-estaca ianque que hoje chamamos rock passaria a chamar-se pedra – ou rocha. Os Rolling Stones seriam os Pedras Rolando. E o mouse passaria a ser rato. Verdade que no espanhol é ratón, mas espanhóis não incidem nesse ridículo de proibir palavras estrangeiras na Espanha. Quem prefere mouse, que o prefira.
Coisa de rato que ruge. Imagine um deputado nos Estados Unidos querendo proibir o espanhol nos meios de comunicação de massa, informações em estabelecimentos comerciais e publicidade. Seria ridicularizado. Aqui, merece a atenção da Câmara dos Deputados. Comunistas são em geral monoglotas e não gostam de estrangeirismos. Foi Luíza Erundina, se bem me lembro, que propôs a tradução dos cardápios em São Paulo. Para começar, de modo geral estão traduzidos. Têm cá e lá uma expressão francesa ou italiana, que designa as características do prato. Mas essas expressões nem sempre admitem tradução.
Uma língua é feita de outras línguas. Não existe língua pura. O vernáculo vai integrando no correr dos anos as palavras que absorve. Por exemplo mina (no sentido de mulher), tira (no sentido de policial) ou pivete. Hoje soam como português, não é verdade? Mas provêm do lunfardo portenho. Garagem, bagagem, montagem provêm do francês. O português está totalmente impregnado pelo grego. Se alguém pensa que táxi, telefone ou nosocômio são palavras nossas, está totalmente enganado. É grego puro. Para se proibir estrangeirismos no vernáculo, seria necessário extirpar palavras que há séculos fazem parte da língua.
Estupidez contagia. Dois anos depois, o vírus da ignorância pegou carona nalgum vento norte e veio aterrisar em Porto Alegre. Um projeto que exige tradução de palavras estrangeiras deve ser votado nesta semana na Assembléia gaúcha. Proposto em 2009 pelo deputado Raul Carrion – não por acaso outro velho bolchevique – e aprovado pela CCJ na última terça-feira, a proposta obriga a tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa, sempre que houver no idioma uma palavra ou expressão equivalente.
O parlamentar argumenta que o projeto não pretente proibir o uso de expressões estrangeiras, mas apenas exigir a sua tradução, para que um maior número de pessoas compreenda o que está sendo veiculado. Ele citou o caso de palavras que provocam confusão nos consumidores como "light" e "diet", que muitas vezes são entendidas como sinônimas, mas que, no entanto, possuem significados distintos. A antiga bronca com o inglês.
Se o projeto de Aldo Rebelo é de uma estupidez profunda, o de Raul Carrion é de uma estupidez hiante. Pois propõe regulamentar o uso da língua de um país em um só Estado. Tal lei, ainda que estúpida, só poderia ser proposta em âmbito nacional. Como a estupidez de Rebelo não vingou, caso vingue a de Carrion teríamos no Rio
Grande do Sul uma língua diferente do resto do país.
Ora, diferenças regionais já existem. Mas ninguém hoje no Brasil deixa de usar palavras estrangeiras. Se são majoritariamente inglesas, é porque a cultura ianque é dominante. Mas isto transcende a língua. Continuará sendo dominante enquanto os Estados Unidos forem potência. A cultura segue a espada. Ou alguém pretende traduzir os milhares de palavras que a informática joga por ano no mercado?
Pela lógica do projeto de Carrion, jornais do centro do país, para entrar no Rio Grande do Sul, teriam de ter seus estrangeirismos traduzidos. Livros, idem. E vamos terminar com essa história de bullying. Televisão que falar em bullying de alguma forma terá de ser interditada ou punida. Os cetegistas já fecharam as fronteiras culturais com o Plata. Carrion quer fechar a fronteira lingüística com o Brasil.
No país todo, a língua será falada como o povo a constrói. No Rio Grande do Sul, como o velho bolchevique quer.
Janer Cristaldo, 19/04/2011
Em dezembro de 2007, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados um projeto de lei proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que buscava promover, defender e proteger a língua portuguesa.
Segundo o deputado bolchevique, as muitas expressões estrangeiras utilizadas no Brasil dificultam, muitas vezes, a comunicação dos brasileiros. Segundo o projeto proposto, toda a vez em que for usada uma palavra estrangeira para uma comunicação ao público, o emissor da mensagem deve disponibilizar a tradução em português. Tal regra seria válida para os meios de comunicação de massa, informações em estabelecimentos comerciais e também para a publicidade.
Na verdade, o projeto tinha um alvo definido, o uso das palavras e expressões em inglês. Depois da queda do muro, o comunismo se reduziu a um anti-americanismo histérico. O deputado evidentemente nada tinha contra palavras como ombudsman, chef, premiê, Tour de France e similares de outras línguas que não o inglês. Sua preocupação era com hard, light, diet, drink, sale, print, overnight, mouse, software. Consta que certa vez foi flagrado falando em outdoor. Enrubesceu e corrigiu: grande cartaz. Acontece que outdoor não é exatamente grande cartaz.
Que foi feito do projeto do antigo comunossauro, não sei. O fato é que continuamos tomando drinks, consumindo softwares e produtos lights ou diets, printando e usando o mouse. Quem faz a língua é o povo e não o Congresso lá em Brasília. Pelo projeto de Rebelo, aquele bate-estaca ianque que hoje chamamos rock passaria a chamar-se pedra – ou rocha. Os Rolling Stones seriam os Pedras Rolando. E o mouse passaria a ser rato. Verdade que no espanhol é ratón, mas espanhóis não incidem nesse ridículo de proibir palavras estrangeiras na Espanha. Quem prefere mouse, que o prefira.
Coisa de rato que ruge. Imagine um deputado nos Estados Unidos querendo proibir o espanhol nos meios de comunicação de massa, informações em estabelecimentos comerciais e publicidade. Seria ridicularizado. Aqui, merece a atenção da Câmara dos Deputados. Comunistas são em geral monoglotas e não gostam de estrangeirismos. Foi Luíza Erundina, se bem me lembro, que propôs a tradução dos cardápios em São Paulo. Para começar, de modo geral estão traduzidos. Têm cá e lá uma expressão francesa ou italiana, que designa as características do prato. Mas essas expressões nem sempre admitem tradução.
Uma língua é feita de outras línguas. Não existe língua pura. O vernáculo vai integrando no correr dos anos as palavras que absorve. Por exemplo mina (no sentido de mulher), tira (no sentido de policial) ou pivete. Hoje soam como português, não é verdade? Mas provêm do lunfardo portenho. Garagem, bagagem, montagem provêm do francês. O português está totalmente impregnado pelo grego. Se alguém pensa que táxi, telefone ou nosocômio são palavras nossas, está totalmente enganado. É grego puro. Para se proibir estrangeirismos no vernáculo, seria necessário extirpar palavras que há séculos fazem parte da língua.
Estupidez contagia. Dois anos depois, o vírus da ignorância pegou carona nalgum vento norte e veio aterrisar em Porto Alegre. Um projeto que exige tradução de palavras estrangeiras deve ser votado nesta semana na Assembléia gaúcha. Proposto em 2009 pelo deputado Raul Carrion – não por acaso outro velho bolchevique – e aprovado pela CCJ na última terça-feira, a proposta obriga a tradução de expressões ou palavras estrangeiras para a língua portuguesa, sempre que houver no idioma uma palavra ou expressão equivalente.
O parlamentar argumenta que o projeto não pretente proibir o uso de expressões estrangeiras, mas apenas exigir a sua tradução, para que um maior número de pessoas compreenda o que está sendo veiculado. Ele citou o caso de palavras que provocam confusão nos consumidores como "light" e "diet", que muitas vezes são entendidas como sinônimas, mas que, no entanto, possuem significados distintos. A antiga bronca com o inglês.
Se o projeto de Aldo Rebelo é de uma estupidez profunda, o de Raul Carrion é de uma estupidez hiante. Pois propõe regulamentar o uso da língua de um país em um só Estado. Tal lei, ainda que estúpida, só poderia ser proposta em âmbito nacional. Como a estupidez de Rebelo não vingou, caso vingue a de Carrion teríamos no Rio
Grande do Sul uma língua diferente do resto do país.
Ora, diferenças regionais já existem. Mas ninguém hoje no Brasil deixa de usar palavras estrangeiras. Se são majoritariamente inglesas, é porque a cultura ianque é dominante. Mas isto transcende a língua. Continuará sendo dominante enquanto os Estados Unidos forem potência. A cultura segue a espada. Ou alguém pretende traduzir os milhares de palavras que a informática joga por ano no mercado?
Pela lógica do projeto de Carrion, jornais do centro do país, para entrar no Rio Grande do Sul, teriam de ter seus estrangeirismos traduzidos. Livros, idem. E vamos terminar com essa história de bullying. Televisão que falar em bullying de alguma forma terá de ser interditada ou punida. Os cetegistas já fecharam as fronteiras culturais com o Plata. Carrion quer fechar a fronteira lingüística com o Brasil.
No país todo, a língua será falada como o povo a constrói. No Rio Grande do Sul, como o velho bolchevique quer.
Os caras-de-pau e sua imprensa
Jornal oficial é retrato da inércia e burocracia de Cuba
Ricardo Galhardo, enviado de Ultimo Segundo a Havana, Cuba | 20/04/2011 07:00
A imprensa cubana produz matérias chatas, improvisadas e superficiais. A opinião não é de nenhum analista estrangeiro, dissidente ou blogueiro cubano. É de ninguém menos do que o presidente de Cuba, Raúl Castro, que no último sábado fez duras críticas ao jornalismo praticado na ilha, não sem razão.
Nenhum veículo representa melhor a inércia e burocracia da imprensa oficial cubana do que o “Granma”, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, criado em 1965, e cujo nome foi inspirado no barco que levou de volta Fidel Castro e seus 81 companheiros para a ilha em 1956, dando início à revolução.
O jornal hoje vive uma crise. Como se não bastassem as críticas de Raúl, o “Granma” vem perdendo espaço em penetração e importância para o site Cubadebate, também oficial. Na segunda-feira, por exemplo, foi o site e não o jornal o veículo escolhido por Fidel para anunciar oficialmente sua renúncia ao cargo de primeiro secretário do Partido Comunista.
Não raro o jornal é obrigado a citar a página da internet como fonte de seus textos. É o caso da edição de domingo, quando outra vez Fidel optou pela internet (cujo acesso é restrito a menos de 3% dos cubanos) para divulgar suas “reflexões”, reproduzidas pelo jornal.
Em mirradas 16 páginas de formato tablóide, o “Granma” se limita a divulgar a programação da TV (também estatal), informes oficiais e propaganda castrista em formato noticioso com manchetes do tipo: “Temos a responsabilidade de preservar o futuro socialista da pátria” ou “Abril de vitórias em todo o país”. O mais perto daquilo que se conhece como noticiário é a página de esportes.
Segundo pessoas que conhecem o processo de feitura do jornal, a burocracia atrasa os fechamentos e impede a realização de edições mais alentadas. Todas as matérias são submetidas ao governo antes de serem publicadas. Até as de esportes (que sempre carregam no tom ufanista). Às vezes passam pela análise de comitês, um dos mecanismos do modelo democrático heterodoxo da ilha.
“As pessoas compram o Granma para outras finalidades como, por exemplo, deixá-lo no banheiro”, disse o jornalista independente Dimas Castellano, autor do blogdedimas, dedicado à história cubana.
Não é um exagero. Como o papel (inclusive o higiênico) é um dos itens racionados em Cuba, é comum encontrar exemplares do veículo oficial do PC ao lado do vaso sanitário nas casas dos cubanos mais humildes.
Em suas críticas à imprensa, Raúl ressaltou o fato de que os jornalistas não tem acesso às fontes, mas não disse que políticos, economistas e administradores necessitam autorização do governo, que pode levar dias, para dar entrevistas.
Alguns meses atrás o apresentador de um programa popular de entrevistas da TV perguntou Alfredo Guevara, um dos mais importantes intelectuais da ilha, o que os jornalistas cubanos precisam fazer para melhorar. A resposta de Guevara foi desconcertante: “em primeiro lugar, ser jornalistas”.
Para Castellano, as críticas de Raúl são um sinal de que novos ventos podem soprar na imprensa cubana mas, mesmo que haja vontade governamental, a tarefa se melhorar o nível do noticiário será difícil. “A acomodação e a inércia vão atrapalhar muito. Essa imprensa não existe. Há um controle muito restrito e os jornalistas estão acostumados a isso”, disse ele.
A blogueira Yoani Sanchéz, do blog Generacion Y, aponta a contradição entre o discurso e a prática de Raúl. “É contraditório já que é ele próprio quem não permite a existência de uma imprensa livre”, afirmou ao iG.
Segundo Castellano, mais do que uma crítica, a reclamação de Raúl é um reconhecimento . “Pois foi esse governo quem formou um grupo de jornalistas que na verdade não são jornalistas”.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Os caras-de-pau
E os caras-de-pau, depois de dirigirem (e quebrarem) o país durante 50 anos, querem propor socialismo sem subsídio e capitalismo sem mercado!!!
Un Raúl Castro enojado critica fallas en Cuba
El Nuevo Herald, 17/04/2011
Con aire severo y a menudo iracundo, el gobernante Raúl Castro atacó duramente el sábado las fallas del país, incluyendo la música demasiado alta, cuando inauguró el crucial VI Congreso del Partido Comunista de Cuba (PCC) con un ultimatum para apoyar y poner en práctica un paquete de grandes reformas económicas.
“Se me cae la cara de vergüenza al tener que aceptar en público” que las reformas aprobadas por congresos anteriores del PCC nunca fueron implementadas, dijo Castro ante más de 1,000 delegados en el primer congreso desde 1997.
Las fallas de Cuba han sido definidas y vueltas a definir muchas veces, declaró, y este es el momento de llevar a cabo “lo que yo he ordenado, con el apoyo” del Buró Político de 19 miembros del PCC, su principal grupo dirigente.
La declaración pareció reflejar la frustración de Castro ante la resistencia burocrática a las reformas económicas que ha estado propugnando, pero también podría tomarse como un intento de acabar con las especulaciones de que su hermano Fidel continúa mandando detrás del trono.
En el congreso no hubo señal alguna de Fidel, quien oficialmente es aún el primer secretario del PCC aunque no ha fungido como tal desde su crisis de salud en el 2006. Se espera que el congreso reemplace elija a Raúl como primer secretario del Partido Comunista antes de que termine el martes.
Durante un discurso de más de dos horas, el más largo de sus tres años en el poder, Raúl Castro propuso un máximo de dos términos de cinco años para puestos de dirigencia, pero no dio detalles. Fidel permaneció en el poder durante 47 años, y Raúl fue ministro de las Fuerzas Armadas Revolucionarias durante casi medio siglo.
Vestido con una guayabera blanca, Castro parecía de pésimo humor mientras criticaba duramente toda una serie de errores y deficiencias de Cuba: demasiadas reuniones, inacción mientras esperan las orientaciones “de arriba”, y hasta las “chabacanerías y el ruido innecesario”, refiriéndose aparentemente a quejas de que la moral de los cubanos ha sufrido en medio de sus problemas económicos.
Castro reveló que un paquete de reformas económicas a considerar por el congreso ya fue aprobado por el Buró Político, dando a entender que los delegados poco podrán hacer más allá de darles una autorización formal.
Pero insistió que el paquete fue resultado de una consulta “democrática y seria” en la que 9 millones, de los 11.2 millones de habitantes de la isla, tuvieron la oportunidad de expresar “sus insatisfacciones y discrepancias” con los 291 lineamientos para el cambio que él dio a conocer inicialmente el año pasado.
Después de los debates, 181 de los lineamientos fueron cambiados y se añadieron 36 nuevos, según Castro. No dio más detalles acerca de los cambios – menos o más reformas – pero dijo que todo se publicaría después del congreso.
Como mínimo se necesitarán cinco años para poner en práctica todos los cambios, declaró, y añadió que se pondrán en vigor “sin prisa pero sin pausa”, a un paso dictado por el crecimiento económico del país.
Funcionarios del gobierno ya están trabajando en nuevas leyes para permitir cambios tales como la venta privada de casas y automóviles, la expansión del arrendamiento de terrenos estatales a agricultores particulares y el apoyo de créditos gubernamentales para el creciente sector de trabajadores cuentapropistas tales como carpinteros y plomeros.
Castro ha declarado repetidas veces que, sin abrazar el capitalismo, Cuba tiene que recortar los subsidios y nóminas estatales, aflojar el control centralizado de la economía, especialmente en la agricultura, permitir más empresas privadas y atraer a más inversionistas extranjeros.
También ha reprendido a los funcionarios cubanos por culpar de todos los problemas económicos de la isla al embargo de Estados Unidos y ha dicho a los ciudadanos que deben dejar de depender de un Estado paternalista que hasta ahora les ha brindado beneficios desde la cuna hasta la tumba.
El sábado, Castro repitió su queja de que la economía de estilo soviético de Cuba está “excesivamente centralizada” y debe cambiar hacia un modelo donde la planificación central siga jugando un fuerte papel y se rechace el capitalismo, pero en el cual “no se ignorarán las tendencias del mercado”.
Programas sociales tales como la salud pública y la educación deberán ser conservados, pero con “mayor racionalidad”, agregó, en dependencia del paso del desarrollo económico de Cuba. El gobierno deberá además apoyar a los cuentapropistas para que puedan contribuir a la economía.
Castro admitió con pesar que un llamado a eliminar la tarjeta de abastecimientos – la cual provee una ración básica de artículos de primera necesidad a precios altamente subsidiados – contenida en el primer conjunto de lineamientos había provocado la mayor cantidad de comentarios durante el debate a nivel nacional.
Atacó el “nocivo carácter igualitarista” de la tarjeta de abastecimientos, la llamó “una carga insoportable para la economía y un desestímulo al trabajo”, y dijo que era “imprescindible eliminar la tarjeta”. Pero agregó que eso se haría poco a poco, no de un día para otro.
Abordando las fallas del propio PCC, subrayó la necesidad de separar las funciones del partido y del Estado – se considera que el partido es más poderoso que el gobierno – y dijo que el Buró Político había aprobado la creación de un panel para supervisar el papel del PCC en las reformas.
Señalando a los periodistas en la audiencia en el Palacio de las Convenciones, dijo que los medios de prensa cubanos son a menudo “aburridos y superficiales”, que necesitan un mayor acceso a la dirigencia cubana y que tienen que jugar un papel decisivo en clarificar las políticas y criticar las fallas.
“Nosotros los vamos a apoyar”, declaró. Poniendo cara seria, advirtió: “Pero el que cometa errores debe pagar por ellos”.
Read more: http://www.elnuevoherald.com/2011/04/16/v-fullstory/923942/un-raul-castro-enojado-critica.html#ixzz1JtemPIYg
La última función
Carlos Alberto Montaner, 17/04/2011
Me lo dijo un viejo y desengañado comunista cubano en un encuentro relámpago que tuvimos recientemente en Madrid: “este Sexto Congreso del Partido me recuerda esa atmósfera de tristeza y nostalgia que se respira en los teatros que realizan su última función antes de ser demolidos”.
Buena metáfora. La generación de Fidel, la que hizo la revolución, es ya octogenaria. Se está despidiendo. A Fidel, que tiene 84, lo jubilaron sus intestinos en el 2006, y Raúl, con casi 80, no tardará demasiado en abandonar la escena. Él mismo se ha dado un plazo de tres a cinco años para transmitir totalmente la autoridad y facilitar una especie de relevo generacional “para que los herederos continúen la obra revolucionaria”.
¿Qué quiere decir eso? Nada, salvo mantenerse en el poder. Aunque siguen repitiendo consignas, ya casi nadie cree en el marxismo-leninismo, mientras el gobierno trata de escapar de la improductividad crónica del sistema fomentando ciertos espacios para que la iniciativa privada alivie el desastre del colectivismo. Al tiempo que aplauden los lemas revolucionarios, los muchachos le llaman a Marx “el viejito que inventó el hambre”.
Los adultos, confidencialmente, reconocen este panorama. Después de 52 años de dictadura, y sin un parlamento hostil o una oposición que obstaculizara la obra de gobierno, los seis elementos básicos que determinan la calidad de vida de cualquier sociedad moderna se han agravado hasta convertirse en pesadillas: la alimentación, el agua potable, la vivienda, la electricidad, la comunicación y el transporte.
Raúl Castro, que es una persona realista, y que no se explica por qué los niños cubanos no pueden tomar leche después de los siete años, no ignora que su hermano ha sido el peor gobernante de la historia de la república fundada en 1902. En 56 años de capitalismo, pese a los malos gobiernos, la corrupción, las revueltas frecuentes y los periodos de dictaduras militares, la Isla se convirtió en uno de los países más prósperos de América Latina y La Habana en una de las ciudades más hermosas del mundo. El sector público era mediocre o malo, pero la sociedad civil funcionaba razonablemente bien.
En 52 años de comunismo, en cambio, sujetada con una correa que impedía los alborotos, la sociedad se empobreció hasta los huesos y el paisaje urbano adquirió la apariencia de un territorio bombardeado. El sector público impuesto por los comunistas era terriblemente torpe, infinitamente peor que el de la etapa capitalista, y la sociedad civil (a la que ahora Raúl trata de darle respiración artificial para ver si revive) había sido cruelmente aplastada.
Es con este melancólico diagnóstico con el que los comunistas cubanos celebrarán su Sexto Congreso. Raúl ha convocado a una cúpula dócil a que respalde sus tímidas reformas y legitime a los funcionarios seleccionados. Se propone designar cuadros de menos de sesenta años, pero los que había (Carlos Lage, Felipe Pérez Roque, Roberto Robaina, Remírez de Estenoz) ellos mismos se encargaron de destruirlos.
¿Quién emergerá como el presunto heredero? Se menciona, sotto voce, aunque nadie está seguro, a Marino Murillo, un economista de 50 años, ex oficial del ejército y ex Ministro de Economía, despreciado por los apparatchiks (“es un simple auditor, no un economista”, me contó uno de ellos especialmente sagaz), hoy a cargo de disciplinar al Partido para que durante este VI Congreso acepte sin chistar los cambios propuestos por Raúl. Se le atribuye una lealtad total al general-presidente y la decisión de mantener los elementos fundamentales del sistema comunista, aunque eliminando el paternalismo.
¿Tendrá éxito? No lo creo. Raúl, con el auxilio de Murillo, su entenado ideológico, quiere construir un socialismo sin subsidio y un capitalismo sin mercado. Eso es imposible. Ese disparate hay que enterrarlo, como sucedió en Europa del Este. Sin embargo, no es improbable que, tras la desaparición de los Castro, durante cierto tiempo las Fuerzas Armadas mantengan férreamente el poder, pero sólo hasta que salte la chispa y veamos en Cuba un desenlace violento. Quienes se empeñan en impedir la evolución natural de la historia acaban provocando unas devastadoras catástrofes.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
A dor como espetáculo
NELSON MOTTA
O ESTADO DE SÃO PAULO - 15/04/11
Na era do Twitter, das redes sociais e dos reality shows, marcada pelo que Tutty Vasquez chama de "evasão de privacidade", quando a intimidade é oferecida ao público em busca de fama e fortuna, é nas grandes tragédias que chega ao paroxismo a exibição de imagens de dor e sofrimento humano nas telas de televisão e nas páginas de jornais.
No Japão sóbrio e decoroso, as dores das perdas, por maiores que sejam, se expressam com discrição e pudor, e testemunhar o sofrimento alheio impõe recato. Não é um espetáculo, como nos Estados Unidos, em que a excelência da cobertura jornalística abriga também a exploração de choros e dores dilacerantes em busca de uma audiência em que compaixão e sadismo se misturam.
Há quem goste de ver gente sofrendo, quem goste de sofrer junto, quem se alivie por não viver aquele horror. Mas quem gostaria que sua dor pessoal e intransferível fosse exibida para todos? Quanta solidariedade se nutre da dor e do sofrimento alheio para tentar expiar as próprias culpas? Quem chora por quem?
Uma das coisas mais tristes a que nos habituamos a ver são imagens de pessoas em momentos de extrema dor e comoção, diante de uma câmera que espera o choro para fechar a zoom nas primeiras lágrimas. Covardia? Exploração? Informação? Pode ser tudo isso, mas ninguém é obrigado a ver. Ultimamente, se não há possibilidade de um real gesto solidário, não vejo mais: baixo os olhos com pudor japonês, mesmo sozinho em casa diante TV.
Talvez seja da idade e do velho coração cansado de tanto bater e apanhar, mas já não consigo aguentar outros sofrimentos além dos que a vida nos impõe e que somos obrigados a enfrentar, na intimidade.
Por isso me recuso a ver filmes tristes e dolorosos, ainda mais os "baseados em fatos reais", em que alguém, como eu ou você, passa por sofrimentos insuportáveis e, às vezes, sobrevive. E quanto melhor o filme, pior: o realismo é proporcional ao sofrimento de quem vê. Pode ser senilidade emocional, fraqueza diante da dor, ou simples covardia humana, mas radicalizei: não pago mais para sofrer. Já basta a vida real nos jornais e na televisão.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Matrimonio democrático, democracia matrimonial
La “revolución de las Primeras Damas” apegadas al poder
Eugenio Yáñez, Miami | 13/04/2011
Primero fue Cristina Fernández en Argentina. Tras la presidencia del ahora fallecido Néstor Kirchner, se trataba de asegurar el continuismo en esas mieles del poder que tanto gustan a muchos de nuestros democráticos gobernantes latinoamericanos, que parecen llevar el virus de la reelección en su código genético, y nada más apropiado que la esposa del Presidente y entonces Senadora para garantizar que todo quedara en familia: matrimonio democrático, democracia matrimonial.
El experimento salió bien. Aunque muchos decían que la Presidenta era dirigida desde el calor hogareño por su esposo (aparentemente) retirado, en realidad Cristina desarrolló un estilo propio, que debió consolidar tras el repentino fallecimiento del ex presidente, y que le permitió ganar cotas de popularidad y respaldo para ser considerada ahora puntera en las preferencias presidenciales de los argentinos para las próximas elecciones.
En este sentido, dejó muy atrás la experiencia anterior con la incolora presidenta Isabel Martínez de Perón en los setenta. Podrán alegarse razones para el estrellato de Cristina, entre ellas la falta de opciones que representan actualmente los eventuales candidatos oposicionistas, pero la señora Fernández está pasando a la historia política de su país con luz propia, y ya no es simplemente la esposa (o la viuda) del Presidente.
Hace poco, las mieles del poder tentaron a otra pareja presidencial latinoamericana, esta vez en Guatemala, que lo único que realmente tiene en común con Argentina es la religión católica y el idioma español, que solamente habla parte de la población, pues muchos guatemaltecos recurren a la lengua maya para comunicarse.
Sin embargo, la dulzura de la miel del poder es universal y gusta a todos. Y entonces Sandra Torres, conocida como “Marta” en las guerrillas de los años ochenta, esposa del presidente guatemalteco Álvaro Colom, con quien se casó en 2003 en ceremonia maya, considera que, como no se admite la reelección, ella sería la mejor opción para gobernar a los guatemaltecos al terminar el mandato de su esposo en septiembre de este año.
Dicen las malas lenguas (en español y en maya) que la compañera Marta, a la que se le atribuyen acciones violentas en la guerrilla, nadalight como la ex guerrillera y presidenta brasileña Dilma Rouseff, es el poder tras el trono: de ser electa oficializaría su condición de gobernante.
No obstante, había un problema. La constitución guatemalteca prohíbe que una Primera Dama se postule, para evitar el favoritismo de participar en la puja electoral con el apoyo del presidente saliente. Eso sería problema en cualquier país donde el cumplimiento de las leyes fuera riguroso, pero, lamentablemente, en muchos países de “Nuestra América” algunas personas son más iguales ante la ley que otras. De pronto el presidente Colom y su esposa se dieron cuenta de que ya no se amaban hasta que la muerte los separara, y decidieron divorciarse. Sandra Torres no sería Primera Dama del país y podría postularse.
Ante el escándalo que recorrió el país, y los quince recursos legales presentados para impedir ese divorcio —que no prosperaron— la compañera Marta declaró: “Yo represento a los sectores más olvidados y humildes de Guatemala. Esta vez la gente tiene el derecho de ser representada, me critican por lo que hago y no hago, y me han criticado porque me estoy divorciando del Presidente, pero me estoy casando con la gente, con el pueblo”.
Seguirá casada, aunque esta vez con “el pueblo”, en lo que podría considerarse el mayor matrimonio colectivo de la historia. No se aclaró si representar “al pueblo” con que ahora está casada supondría un conflicto de intereses para un gobernante que debe representar a todos los guatemaltecos y no solamente “al pueblo”.
Finalmente, para no ser menos, República Dominicana informa que la Primera Dama Margarita Cedeño, esposa de Leonel Fernández, especializada en negociaciones y solución de conflictos en Harvard, Georgetown y Ginebra, competirá en las elecciones primarias del Partido de Liberación Dominicana frente a otros seis aspirantes por la candidatura del partido a las elecciones de 2012. Recibió el respaldo de 230 de los 371 miembros del comité central del PLD presentes en la reunión para inscribir candidatos.
El presidente Fernández se apresuró a declarar que sería “neutral” en la pugna, aunque ya muchos analistas dominicanos consideran que esa neutralidad es imposible de hecho, que la jugada puede dividir al PLD, y que a diferencia de Cristina Fernández en Argentina la señora Cedeño no tiene ni la formación ni la experiencia requeridas.
La maquinaría de Cedeño, que llama a Leonel Fernández “el león”, tiene ya slogan para la campaña por la democracia matrimonial: “a falta de un león, una margarita”.
La “revolución de las primeras damas” gana adeptos en el continente. Son contagiosas las mieles del poder. ¿Quién será la próxima? ¿Rosario Murillo, después de Daniel Ortega?
Cubanos y venezolanos, al menos en esto, tenemos ventaja: no hay primeras damas. En Cuba existe ahora una sucesión dinástica, y se corre el riesgo de que pueda repetirse, pero al menos no por matrimonio o divorcio.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Também a energia elétrica no Paraíso está com "pequenos" problemas...
El apagón continúa
Wednesday, April 13, 2011 | Por Adolfo Pablo Borraza
LA HABANA, Cuba, abril (www.cubanet.org) – Luego del derrumbe de la Unión Soviética, el gobierno cubano cayó en una severa crisis energética. Los apagones estaban a la orden del día. La década de los 90 resultó desastrosa. La agonía de estar más de doce horas sin fluido eléctrico era un tormento medieval. Las amas de casa tenían que inventar en la cocina para que la familia no perdiera el equilibrio emocional. El régimen, por su parte, con tanto desencanto y apagones, intuyó que algo se le podía salir de las manos.
En 1994, la situación llego al límite. La gente buscaba por todas partes alimentos y otros productos básicos. Encima, la falta de electricidad desesperaba al más ecuánime. Fue entonces que la gente se lanzó a la calle a romper las vidrieras de los comercios que vendían sus productos en divisas.
Para suerte del gobierno, todo se “arregló” gracias a la divina providencia bolivariana. Varios años después de estos sucesos, llegó Hugo Chávez al poder, y con su matraca del socialismo del siglo XXI, le tendió una mano a la familia Castro y empezó a enviar a Cuba 92 mil barriles de petróleo cada día, así disminuyeron los apagones. Este menjunje de amistad y perorata socialista entre Fidel y Chávez, originó que al Comandante se le ocurriera hacer una nueva revolución: la energética, que al igual que la primera que se le ocurrió, tampoco ha sido beneficiosa para los cubanos.
Pensamos que nunca regresaríamos al apagón, y otra vez nos equivocamos. Aunque las interrupciones del servicio eléctrico son menos, las calles y avenidas de las ciudades continúan totalmente apagadas. Algo que asusta y propicia los asaltos, robos y violaciones cada vez más frecuentes, que la prensa oficial, por supuesto, oculta, y que a los gobernantes no parece importarles en lo absoluto.
Por solo citar un ejemplo, en el hospital Salvador Allende (antigua Covadonga), en el municipio Cerro, el alumbrado público y las áreas de urgencias permanecen siempre apagadas, a pesar de que las bombillas están en su lugar, sin aparentes roturas.
Nuestras ciudades están tan apagadas como nosotros mismos.
adolfo_pablo@yahoo.com
E no Paraíso, a mostra de como está a distribuição de água potável...
La peor crisis de agua en 50 años afecta a casi la mitad de los habaneros
AFP, 13/04/2011
LA HABANA -- Casi la mitad de los 2,2 millones de habitantes de La Habana está sufriendo el impacto de la peor crisis de agua potable que enfrenta la capital en medio siglo y que podría agravarse, alertó este martes un experto local.
Hasta el lunes, “el número de personas perjudicadas por la falta de agua en La Habana sumaban 1,084.657”, precisó el diario oficial Granma, que citó al subdirector provincial de Desarrollo e Inversiones del Instituto Nacional de Recursos Hidráulicos (INRH), Jorge Kalaf.
El directivo explicó que la crisis se debe a una sequía de dos años, al envejecimiento de los acueductos de La Habana y a las fugas de agua, pues el 70% de los 3,158 km. de tuberías que tiene la ciudad “están en mal estado”.
El experto precisó que la capital tiene “un déficit de 519.307 metros cúbicos de agua por día (era de 328.119 en enero pasado)” y que a 106.155 habaneros ya no les llega a su casa por tubería, sino en camiones cisternas.
El abastecimiento de agua en la capital enfrenta su situación más crítica del último medio siglo, la cual puede “agravarse aún más, si no llegan en toda su abundancia los esperados aguaceros de mayo y junio próximos, comentó el experto.
Granma, que llamó a extremar las medidas de ahorro, señaló que aunque se pronostican en abril volúmenes de lluvia normales en esta época, ”todavía no serán suficientes para compensar el déficit“.
Desde que asumió el mando de la isla en sustitución de su hermano Fidel Castro en 2006, Raúl Castro emprendió una ofensiva por el ahorro y contra el despilfarro en todas las áreas de la economía.
Read more: http://www.elnuevoherald.com/2011/04/12/921380/la-peor-crisis-de-agua-en-50-anos.html#ixzz1JQXBdJBL
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Dilma x Lula (Nelson Motta)
Uma questão de estilo
Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
08 de abril de 2011 | 0h 00
Os lulistas ficam eriçados como as cerdas bravas do javali quando, por falta de assunto ou de notícias do governo, a imprensa insiste em comparar e acentuar as diferenças entre Dilma e Lula. Logo dizem que a amizade dos dois é inabalável, que eles discutem a relação toda semana, que ninguém vai intrigá-los, muito menos a mídia golpista. Dilma sempre elogia Lula em público, chegou a dizer que eles tinham muitas afinidades, mas não eram a mesma pessoa, como se alguém pudesse sê-lo.
Nem o mais pérfido e melífluo dos conspiradores tem a pretensão de abalar a aliança de Lula e Dilma, porque os dois podem ser tudo, menos burros. Talvez sejam diferentes na tolerância com incompetências e malfeitorias de aliados, mas só o tempo dirá.
A evidência é que o estilo Lula de animador de auditório, de bravatas e grossuras, de palanqueiro em campanha permanente, pode até ser divertido e ter funcionado, mas foi tão intenso que cansou o público, como os comediantes de sucesso depois de um tempo. Isso não faz melhores ou piores os resultados de sua administração, é só uma questão de estilo. Desgostar do jeito de ser de alguém não impede de reconhecer o seu desempenho.
Com os aplausos que o seu governo merece e respeito pela sua história, muita gente acha esse estilo detestável. Sem preconceito contra líderes populares falastrões, ou nordestinos notáveis, ou quem não podia estudar mas aprendeu a ensinar, como Marina Silva. Muitos também detestam o estilo pavão de FHC. O que incomoda é a obsessão pelo protagonismo, a prepotência e estridência da fala rude e machista, o rancor e o ressentimento do discurso divisionista, o choro fácil. Ninguém aguenta tanto exibicionismo autocongratulatório durante muito tempo, nem os líderes mais populares.
Com a sobriedade e autoridade naturais de uma personagem que lhe é confortável, Dilma está aparecendo mais pelo que não faz como Lula do que pelo desempenho do seu governo. Mas foi ele que a descobriu, acreditou e apostou nela.
Quando a cobra fumar e a onça beber água no julgamento do mensalão é que se verá o quanto Dilma e Lula são diferentes. Ou não.
E o Paraíso está fazendo água...
Crisis acuífera y daños colaterales
Friday, April 8, 2011 | Por Carlos Ríos Otero
LA HABANA, Cuba, 8 de abril (Carlos Ríos Otero/ www.cubanet.org) –Recientemente el Instituto Nacional de Recursos Hidráulico (INRH) hizo público un informe acerca del déficit acuífero de los embalses de Cuba y la repercusión en el servicio a la población.
El informe define la situación como la crisis más relevante de las tres últimas décadas. En los años 2009 y 2010 las lluvias estuvieron por debajo de la media histórica. De las 174 fuentes de abasto, 34 colapsaron y 44 se encuentran parcialmente afectadas.
La Habana, con el 27 de la población del país, es el centro poblacional más crítico debido a la red de suministro altamente deteriorada. El 70 por ciento del agua bombeada se disipa en el trayecto. De 1 600 roturas reportadas en la capital, se han reparado la mitad en lo que va de año, aseguró el reporte del INRH.
A principios de este mes de marzo se desató un fuego en el almacén central de materiales, tubos y equipos de las inversiones que acomete INRH para la reparación de la red nacional. El almacén está ubicado en el Cotorro, en las afueras de la capital. Aún se desconocen las causas del incendio y los daños ocasionados. Las autoridades mantienen un silencio absoluto al respecto.
Por otra parte, la red de aguas albañales se desborda, también por el alto grado de deterioro, e invade la red de agua potable, lo que ha aumentado la incidencia de parasitismo en la población. Esta situación ha sido denunciada por el Centro de Salud y Derechos Humanos, que preside el médico disidente Darsi Ferrer.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Lula e o relatório da PF sobre o mensalão
Do blog de Augusto Nunes (http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/o-relatorio-da-policia-federal-sobre-o-mensalao-fez-lula-perder-a-pose-e-a-voz/), 06/04/2011
O relatório da Polícia Federal sobre o mensalão fez Lula perder a pose e a voz
Surpreendido pela divulgação do relatório da Polícia Federal sobre o mensalão, que ampliou o número de integrantes e o acervo das bandalheiras da quadrilha, o ex-presidente Lula perdeu de novo a pose e a voz. Achou melhor guardá-las para duas palestras pagas em dólares e proibidas para jornalistas — uma em Washington, outra em Acapulco — e um encontro (sem remuneração em dinheiro) com banqueiros internacionais na Cidade do México. Nesta terça-feira, depois do acesso de mudez que o livrou da imprensa na véspera, embarcou num jatinho alugado rumo aos Estados Unidos e mandou avisar que só estará de volta no fim de semana.
O ilusionista terá cinco dias para planejar o próximo ato do interminável espetáculo da mentira — e preparar o próximo truque . O estoque vai chegando ao fim. Desde julho de 2005, quando o país foi confrontado com o pai de todos os escândalos, Lula já pediu desculpas por não ter enxergado o mensalão, já se declarou traído sabe-se lá por quem, já procurou transformar roubalheira em caixa 2, já tentou reduzir crimes hediondos a erros corriqueiros, já jurou que o mensalão não existiu – até decidir, há um ano e meio, que tudo não passou de uma invencionice forjada pela oposição para derrubar o governo. E prometeu apurar a trama assim que deixasse a Presidência.
Em 5 de novembro de 2009, numa entrevista ao repórter Kennedy Alencar, caprichou na imitação de detetive de filme classe C para impressionar os espectadores da RedeTV! com a frase enigmática: “Essa história de mensalão é uma das muitas histórias que ainda não estão devidamente esclarecidas e explicadas. Quando estiver fora do governo, eu vou me dedicar a estudar o caso até entender o que realmente aconteceu”.
Se tivesse lido a denúncia do procurador-geral Antonio Fernando Souza, trataria de manter-se distante do tema de altíssima voltagem. Se conhecesse o conteúdo do processo que corre no Supremo Tribunal Federal, não teria embarcado na falácia irresponsável. Se pressentisse a aproximação do relatório da Polícia Federal, teria procurado Kennedy Alencar para retirar o que disse. Ou por sobra de autoconfiança ou por falta de juízo, segue na trilha que leva ao penhasco.
Oficialmente, Lula ainda não comentou o relatório por ignorar-lhe o teor. Como não teve acesso ao documento, mandou dizer por um assessor de imprensa que só poderia falar mais tarde. Quem jamais leu um livro dificilmente encontrará ânimo para a travessia das 332 páginas que resumem as descobertas dos investigadores. Mas decerto pediu que alguém lesse em voz alta o noticiário dos jornais. Descobriu que a bravata declamada em 2009 foi implodida de vez pela Polícia Federal. E soube que o bando de mensaleiros ficou um pouco maior.
Ficou também um pouco pior para quem sempre alegou não ter visto nem ouvido nada que o alertasse para a roubalheira arquitetada nas salas ao lado ou um andar acima do gabinete no Planalto. A turma que acaba de subir ao palco inclui, por exemplo, o notório Freud Godoy, amigo e ex-segurança de Lula, que confessou aos investigadores da Polícia Federal ter embolsado dinheiro do propinoduto administrado por Marcos Valério.
Lula está dispensado de investigar o falso enigma. Ele sabe o que houve. Sempre soube. Se acaso esqueceu alguns detalhes da grande farra de 2005, basta convocar para uma noitada de drinques e conversas os companheiros Delúbio Soares, José Genoíno, Freud Godoy e mais dois ou três comparsas. Com José Dirceu como convidado especial, naturalmente.
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